21 de outubro de 2021

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“Escuta empática” é melhor postura para ajudar pessoas com depressão

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Foto: Rose Domingues Reis / Gabinete do deputado Dr. Gimenez

Ouvir sem pressa, sem julgar ou menosprezar o sofrimento do outro é a melhor forma de se comportar diante do quadro depressivo de alguém. Para a médica psiquiatra e presidente da Associação Mato-grossense de Psiquiatria, Maria Fernanda Carvalho, a “escuta empática” é atualmente um dos métodos mais eficientes para evitar o agravamento de doenças psíquicas como a depressão.
Ela fez o alerta durante a live realizada pelo deputado estadual e médico Dr. Gimenez (PV), durante a campanha Setembro Amarelo. “Normalmente, a pessoa chega com medo de se expor, em sofrimento, e o que normalmente fazemos? Interrompemos o tempo todo para falar de nós mesmos, comparamos nossos problemas e não damos importância para o que ela está sentindo”, disse Maria Fernanda.
Apenas a partir de um diálogo em que o indivíduo se sinta seguro e acolhido, é possível surgir a possibilidade de auxílio, o que segundo a médica, significa buscar ajuda especializada, que pode ser incialmente de um médico da família (para fazer uma primeira avaliação), um especialista em saúde mental e/ou um psicólogo.
“O tratamento para a depressão é multidisciplinar, também envolve uma dieta equilibrada e com “comida de verdade”, boa qualidade de sono, um trabalho que seja fonte de realização, bons relacionamentos, a prática de exercícios físicos, o uso de medicação e outro ponto importante é a religião ou espiritualidade”.
Dr. Gimenez promoveu o evento on-line no dia 10 de setembro, Dia mundial de prevenção ao suicídio, com o objetivo de levar informações à população. “Mais de 90% das pessoas que tentam suicídio têm algum transtorno mental, que é hereditário, e deve ser identificado e tratado. Além disso, se houver outros casos na família é comum outros entes se sentirem encorajados a fazer o mesmo”.
As ideias de suicídio são a ponta do iceberg para alguém que não está conseguindo lidar com os problemas; em um determinado momento o “copo transborda” diante de um fator estressante (perda do emprego, nascimento do filho ou rompimento do relacionamento). Para médica, a saúde pública deixa muito a desejar, pois não oferece estrutura necessária para diagnosticar e tratar as pessoas que precisam de ajuda.
“Infelizmente, a saúde mental é deixada de lado em detrimento de outras doenças, embora tenhamos bons profissionais, faltam psiquiatras da rede pública devido a baixos salários, estrutura deficitária e falta de medicamentos. Outro agravante é que o SUS não pode nos obrigar a atender uma pessoa a cada 10 ou 15 minutos enquanto no nosso consultório particular a média de atendimento é de 1 hora, porque temos que ouvir esse paciente, deixá-lo falar da sua dor”, afirma Maria Fernanda.
Orientação aos pais – A saúde mental da criança depende muito de um ambiente familiar estável, onde as demandas físicas e emocionais da criança sejam atendidas. Ela também orienta que ao invés de oferecer muitos brinquedos (especialmente eletrônicos), os pais façam brincadeiras como de antigamente: no chão, na terra, conte histórias, etc. “Sempre oriento duas coisas fundamentais: muito amor e limites, toda criança precisa de um adulto que eduque com muita firmeza sobre o que é certo e errado, onde não é não, mas de forma amorosa”.
Outra orientação com jovens é trocar a cultura do “ter” pelo “ser”, pois a maioria deles se sente perdido, angustiado e “vazio”. A permissividade também é, segundo a médica, um caminho perigoso que pode levar ao uso de álcool e drogas. “Mas o cérebro deles não está 100% formado e o acesso a estas substâncias pode ser crucial para desenvolver uma doença mais grave”. É importante que o jovem cultive hábitos de leitura, jogos de tabuleiro, artes e esportes. 

Fonte: ALMT

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