19 de janeiro de 2022

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Doadores de medula óssea relatam experiência da compatibilidade

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Doadora de sangue de carteirinha, Marina Farias de Araújo, 28 anos, de Cuiabá, conta que sempre soube que nasceu para salvar vidas. Em 2013, após doar sangue no MT Hemocentro, a jovem se cadastrou no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) e, cinco anos depois, com seu gesto de amor, salvou não só uma vida, mas também de uma família inteira ao devolver esperança e a alegria para um paciente de Natal (RN), que era 100% compatível com sua genética. 
“Não me arrependo de nada. Faria tudo de novo. É uma mistura de sensação, porque para mim era um sonho de vida. Eu moveria mundos e fundos para conseguir realizar essa doação porque ela não salva só uma vida, salva uma família inteira por estar devolvendo a esperança e a felicidade”, acredita Marina que, ao lado de outros doadores, contou durante live realizada pelo MT Hemocentro, na sexta-feira (18), sua experiência de ser compatível com outra pessoa.
A doadora também relatou que durante o procedimento de doação é possível sentir uma dor, só que uma dor suportável. “Fiz vários exames antes, como de sangue, eletrocardiograma e tomografia do tórax. Minha doação foi por aférese. Precisei tomar um medicamento por 5 dias que estimula a multiplicação das células mãe. Depois disso fui doar, a doação levou cerca de 3h30 minutos”, recorda.
Diferente de Marina, que doou para alguém do Brasil, cuja a compatibilidade é de 1 em 100 mil, é a história de Idnascir dos Santos Moreira, 33 anos, de Várzea Grande, que doou neste ano sua medula para um paciente entre 10 e 12 anos, que morava em outro país, na qual a compatibilidade é de 1 em 1 milhão. “Eu já era doador de sangue regular. Conheci o Redome através de um colega e seis meses depois de ser voluntário entraram em contato dizendo que tinha uma pessoa compatível comigo, de outro país”, relata.
O procedimento de Idnascir foi por punção e realizado no Rio de Janeiro. “O pessoal fala que é uma dor insuportável, mas não é. O processo foi tranquilo, eles fizeram a retirada por meio de anestesia geral, fazem dois furos pequenos na bacia e não leva ponto. No outro dia já estava sentando e no terceiro dia eu já estava andando. Eu recuperei rápido”, lembra
Tanto Marina como Idnascir tiveram as passagens, hotel, ajuda de custo para transporte e alimentação pagas pelo Redome via Sistema Único de Saúde (SUS). Cada doador, ao ser confirmada a compatibilidade dele com um paciente, tem direito a um acompanhante, que também tem as despesas pagas pelo Redome durante o período que passar fora de sua cidade de residência. 

Vida em meio ao caos
O nome do filme ideal para Larissa Vilela Pereira, de 24 anos, de Cuiabá, e para Ketlin Cristina Linhares, de 38 anos, de Rondonópolis, seria vida em meio ao caos. Elas se cadastraram no Redome em 2015 e jamais imaginaram que em meio a pandemia poderiam entrar para o time de heróis de sangue. As duas foram avisadas de que haviam dois pacientes possivelmente compatíveis com o tipo genéticos delas. “Abençoadas”, disseram elas, ao serem ‘escolhidas por Deus’ para levar vida em meio ao caos a outra pessoa. 
“Me senti abençoada por Deus. Eu até me emociono pelo fato de eu poder salvar uma vida. Quando me veio essa possiblidade de ser doadora eu pensei no meu filho, então o paciente poderia ser uma criança, foi quando eu disse: vou ajudar!”, decidiu Larissa, que recebeu a ligação do Redome em julho deste ano e já realizou os exames  e está esperando o resultado para checar o percentual de compatibilidade com o paciente. 
Há dois anos a mãe de Keittlin venceu o câncer de mama. O irmão dela não conseguiu esse resultado na luta contra o câncer de fígado e veio a óbito neste ano. Ambos não tinham indicação para tratamento com células troncos, mas mesmo assim essa situação incentivou mais ainda Keittlin a ser doadora de medula.
“Você tem um pedacinho de você que uma pessoa precisa e aquela pessoa só espera um pouquinho da sua coragem para receber aquilo que Deus te deu com tamanha graça”, diz a doadora emocionada em poder salvar uma vida. Keittlin recebeu a ligação do Redome no início de setembro deste ano, já realizou os exames e também está esperando o resultado para checar o percentual de compatibilidade com o paciente.

Queda no número de doadores 
A diretora do MT Hemocentro, Gian Carla Zanela, ressalta que é importante ter pessoas como Marina, Idnascir, Larissa e Ketlin, mas ela reforça que é necessário mais doadores voluntários de medula óssea.  Conforme dados do Banco de Sangue Público, há 65.460 doadores de medula óssea cadastrados no estado. Desses, 2.565 ingressaram como doadores em 2019. Devido a Pandemia pela Covid-19, em 2020 o número de novos doadores diminuiu. Até o momento, o Hemocentro contabiliza 730 novos cadastros neste ano. “Precisamos desmistificar esse tema e alcançar mais doadores. A doação não oferece risco a vida do doador”, reforça Gian.
A medula óssea é constituída por um tecido esponjoso mole localizado no interior dos ossos longos. É nela que o organismo produz praticamente todas as células do sangue: glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Os principais beneficiados com o transplante são os pacientes com leucemia, linfomas e doenças autoimunes.
Como ser um dador de medula óssea
Interessados em ser um doador de medula óssea podem ir até o MT Hemocentro, situado na rua 13 de junho, número 1055, no Centro, em Cuiabá, e realizar o cadastro no banco de doadores do Redome. O local fica aberto de segunda a sexta-feira, das 07h30 às 17h30.
É necessário portar documento oficial com foto, estar saudável e ter entre 18 e 55 anos de idade para realizar o cadastro. A carteirinha de doador é impressa em papel sulfite no ato do cadastro, sendo o único documento de comprovação de cadastro emitido pelo Redome. 
Outras informações podem ser obtidas por meio do telefone (65) 3623-0044.

Fonte: GOV MT

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