8 de dezembro de 2021

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Pandemia afetou ciclo menstrual de 77% das mulheres

Pixabay
Pesquisa sobre ciclo menstrual na pandemia foi feito pela UFLA

Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) mostrou como a pandemia influenciou no ciclo menstrual das mulheres brasileiras. Entre as entrevistadas, 77% relataram alterações no ciclo menstrual desde março do ano passada.
Para a análise dos sintomas, as mulheres foram divididas em dois grupos: quem já foi infectada pela covid-19, e quem não pegou a doença.
Entre as que não tiveram covid-19, 98% relataram as alterações no ciclo, aumento de estresse, ansiedade, nervosismo e insônia. A maioria esmagadora das mulheres que apresentaram reflexos na saúde mental (90%) apresentaram alterações no ciclo, o que pode indicar relação entre os fatores. Já no grupo das mulheres que teve a doença, 80% tiveram alterações na menstruação.

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O efeito, segundo o professor Bruno Del Bianco, que coordena o estudo, foi maior em mulheres de 18 a 24 anos. “É possível que isso se deva ao fato de elas não terem ainda ingressado ou se estabilizado na carreira, nem consolidado outros aspectos da vida, o que traz maior insegurança e incertezas sobre o futuro e o que poderá acontecer após a pandemia”, analisa.
Borges, que também coordena o Programa de Pós-Graduaçãoe m Ciências da Saúde, os dados são preocupantes, pois podem, em um cenário pós-pandemia, interferir na saúde reprodutiva das mulheres.

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“Os efeitos da pandemia sobre a saúde mental, ciclo menstrual e libido sugerem um possível efeito negativo sobre a função reprodutiva da mulher, o que pode interferir na fertilidade, mesmo que em caráter momentâneo. Estudos demonstram que pandemias e epidemias anteriores causaram efeitos adversos sobre o organismo feminino por até dois anos após a crise sanitária”, explica.
“A avaliação mais profunda dos nossos resultados depende de outras investigações, já que várias perguntas surgem a partir desses dados. Estaria havendo um real impacto sobre a fertilidade das mulheres neste momento? É preciso seguir com novos estudos”.
Outro aspecto que chamou atenção do grupo de estudos foi o pouco conhecimento das entrevistadas sobre o próprio ciclo menstrual.
“Percebemos, pelas respostas, que muitas mulheres não conheciam suficientemente seu próprio ciclo. Esse também é um indicador que merece atenção de outras pesquisas e dos programas de saúde da mulher, já que a mulher precisa ter um conhecimento básico de seu corpo para identificar situações anormais que podem afetar sua saúde reprodutiva.”
O estudo é o ponto de partida para investigações que podem subsidiar políticas públicas de saúde para mulheres.

Fonte: IG SAÚDE

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