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CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Paulo Henrique (MDB) é transferido para prisão após audiência de custódia, vereador é acusado de participar de esquema com o CV

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A Justiça manteve a prisão do vereador de Cuiabá e candidato à reeleição, Paulo Henrique (MDB), que foi detido na sexta-feira (20) durante a Operação Pubblicare. A operação, um desdobramento da Operação Ragnatela, visa desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Comando Vermelho, por meio da realização de shows e eventos em casas noturnas da capital de Mato Grosso.

Paulo Henrique é acusado de atuar como intermediário entre a facção e agentes públicos que facilitavam a concessão de licenças e a fiscalização de eventos sem a devida documentação. Em troca, ele teria recebido benefícios financeiros. A prisão do vereador foi confirmada após audiência de custódia, e ele será transferido para o Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.

A Operação Pubblicare contou com a participação de mais de 70 policiais e resultou na execução de 15 medidas cautelares, incluindo um mandado de prisão preventiva, sete de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias e o sequestro de seis veículos e um imóvel. Paulo Henrique, junto com outros envolvidos, é investigado pelos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa​.

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Além disso, a operação revelou que o grupo criminoso comprou uma casa noturna em Cuiabá por R$ 800 mil, valor pago em espécie e oriundo de atividades ilícitas. A partir dessa aquisição, passaram a promover shows com artistas de renome nacional, financiados pela facção em parceria com promoters locais​.

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Comissão especial realiza reunião e segue acompanhando investigação de suposto assédio

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Camile Souza | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá
A Comissão Especial de acompanhamento ao caso de suposto assédio cometido por um ex-servidor da Prefeitura de Cuiabá realizou, na tarde desta quinta-feira (12), reunião de trabalho na Câmara Municipal. O colegiado é composto pelas vereadoras Dra. Mara (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil) e Maria Avalone (PSDB).
Durante o encontro, as parlamentares discutiram os próximos encaminhamentos da comissão e reforçaram que o grupo segue acompanhando as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
A presidente da comissão, vereadora Dra. Mara, informou que, com o avanço das investigações, a expectativa é que na próxima semana sejam enviados convites para que a vítima e o suspeito possam prestar esclarecimentos à comissão.
“Nós estamos acompanhando as investigações, e provavelmente na próxima semana já teremos uma conclusão da Polícia Civil e faremos convites à vítima e ao suspeito para que a gente possa encerrar junto essa comissão de forma concreta, dando respostas à população”, afirmou a parlamentar.
A vereadora por Cuiabá Michelly Alencar destacou que a comissão especial representa um instrumento importante do Poder Legislativo para acompanhar denúncias dessa natureza.
Segundo a parlamentar, esta é a primeira vez que a Câmara Municipal cria uma comissão com esse formato para tratar de um caso relacionado a suposto assédio.
“A comissão é um instrumento legal do Legislativo que tem a possibilidade de receber esse tipo de denúncia. A investigação parlamentar de inquérito, que é a CPI, não é o foro adequado para casos como violência sexual. Essa é a primeira vez que esta Casa criou uma comissão especial e que a população sabe que a gente pode acompanhar casos como esse com total responsabilidade e transparência.”
Michelly também ressaltou que a iniciativa ocorre em um momento histórico para o Legislativo cuiabano, que conta atualmente com a maior legislatura feminina da história da Câmara.
 
Canal de denúncias
Outro ponto discutido durante a reunião foi a criação de um canal de denúncias, que será lançado em parceria com a Procuradoria da Mulher da Câmara de Cuiabá. A ferramenta será voltada ao atendimento de munícipes, servidores e qualquer pessoa que necessite registrar denúncias ou buscar orientação.
O canal já está disponível por meio do número (65) 99918-6507, que será divulgado pela Câmara Municipal para facilitar o acesso das vítimas e garantir que denúncias possam ser registradas com segurança.
“É importante dizer que um dos pontos fundamentais de deliberação desta Comissão foi o canal criado para denúncias. A Câmara vai liberar para todos e divulgar qual é o número. Então, todas as mulheres que tiverem uma denúncia a fazer, que não estavam se sentindo seguras ou à vontade, este canal será um meio onde essa vítima poderá fazer a sua denúncia, terá um acompanhamento adequado e todo o aparato de segurança da sua denúncia resguardado também”.
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