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AGRONEGÓCIO

Cebola perde qualidade em SC, enfrenta concorrência da importada e pressiona mercado na Ceagesp

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O mercado brasileiro de cebola segue pressionado pela queda de qualidade dos lotes nacionais e pelo avanço da cebola importada nos principais centros atacadistas do país. Na Ceagesp, em São Paulo, o aumento de problemas sanitários em cebolas catarinenses reduziu o ritmo de comercialização e manteve os boxes abastecidos ao longo da última semana.

De acordo com pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, os lotes provenientes de Santa Catarina, especialmente da região de Ituporanga, vêm apresentando maior incidência de bulbos com mofo preto, fator que compromete a conservação do produto e reduz sua vida útil nas prateleiras.

Com a perda gradual de qualidade da cebola nacional, compradores têm ampliado o interesse pelo produto importado, que já ocupa espaço relevante no mercado atacadista paulista. Segundo agentes consultados pelo Cepea, a cebola estrangeira apresenta padrão visual e conservação considerados mais atrativos neste momento, competindo diretamente com os volumes remanescentes da safra brasileira.

Apesar da maior competitividade do produto externo, o cenário pode mudar nas próximas semanas. Isso porque áreas produtoras da Argentina enfrentam problemas climáticos e alagamentos, situação que pode comprometer a qualidade e a oferta da cebola importada destinada ao Brasil.

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Vida útil menor limita valorização dos preços

Ainda conforme o levantamento do Hortifrúti/Cepea, a redução do shelf life da cebola nacional tem dificultado negociações em patamares mais elevados. Com maior risco de perdas e deterioração, atacadistas e compradores adotam postura cautelosa nas aquisições.

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Na prática, os boxes permanecem abastecidos e as cotações seguem oscilando conforme o padrão de qualidade dos lotes ofertados. Produtos com melhor aparência e conservação conseguem maior valorização, enquanto cebolas com problemas sanitários enfrentam maior dificuldade de escoamento.

O mercado também acompanha o comportamento da demanda nas próximas semanas, além das condições climáticas nas regiões produtoras do Sul do Brasil e da Argentina, fatores que devem seguir influenciando os preços e a disponibilidade da hortaliça no atacado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Inadimplência no crédito rural atinge 11,4% e acende alerta no agronegócio brasileiro

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Crédito rural enfrenta pior nível de inadimplência da história recente

A inadimplência no crédito rural atingiu 11,4% em outubro de 2025, o maior patamar desde o início da série histórica, segundo dados da CNA. O indicador representa um salto expressivo em relação ao mesmo período de 2024, quando estava em 3,54%, e reforça o cenário de maior pressão financeira sobre produtores e empresas do agronegócio.

Além disso, o número de empresas do setor em recuperação judicial também avançou, chegando a 13,53 a cada mil empresas ativas, sinalizando um ambiente de crédito mais restritivo e desafiador.

CONACREDI se reposiciona e deixa de ser evento para virar ecossistema permanente

Em meio ao avanço da inadimplência e à maior complexidade na gestão de risco no campo, o CONACREDI anuncia uma mudança estrutural em sua atuação.

O congresso, que ao longo de dez anos se consolidou como o principal encontro de crédito do agronegócio na América Latina, passa a operar como um ecossistema contínuo de qualificação, deixando de ser apenas um evento anual.

A transformação também inclui o lançamento de uma nova identidade visual, que simboliza a transição para um modelo permanente de produção e disseminação de conhecimento.

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Crédito agro se torna área estratégica nas decisões do setor

Segundo a organização, o movimento acompanha uma mudança mais ampla no próprio agronegócio: o crédito deixou de ser apenas uma função operacional e passou a ocupar posição estratégica nas decisões empresariais.

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Com margens mais pressionadas, aumento da inadimplência e maior necessidade de análise de risco, a tomada de decisão no setor exige cada vez mais dados, qualificação técnica e integração entre áreas financeiras e operacionais.

Ecossistema integra eventos, formação e inteligência de mercado

O novo modelo do CONACREDI reúne diferentes iniciativas que passam a funcionar de forma integrada ao longo do ano, formando uma rede contínua de conhecimento:

  • Congresso anual do crédito agro
  • Road shows regionais em diferentes estados
  • Pesquisa Nacional do Crédito Agro
  • CONACREDI Awards
  • MBA em Crédito, Comercialização e Gestão de Riscos no Agronegócio
  • COMUCREDI (comunidade de profissionais do setor)
  • Vitrine do Profissional de Crédito Agro
  • Livro “Vozes do Crédito Agro”

Cada frente atua em uma camada específica do ecossistema, desde a geração de dados e debates regionais até a formação de profissionais e conexão entre empresas e talentos.

Formação, dados e conexão fortalecem gestão de risco no agro

De acordo com a organização, o objetivo do ecossistema é consolidar um hub estruturado de conhecimento aplicado ao crédito agro, com impacto direto na governança e na tomada de decisão.

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Entre os principais efeitos esperados estão a qualificação técnica dos profissionais, maior precisão na análise de risco, melhoria na gestão financeira das operações e adaptação à crescente digitalização do setor.

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“Cenário exige atualização constante”, afirma CEO do CONACREDI

Para a CEO do CONACREDI, o momento atual do crédito agro exige maior preparo técnico e integração entre áreas.

“O crédito agro vive um novo ciclo, marcado por maior complexidade na análise de risco, pressão sobre margens, aumento da inadimplência e necessidade de decisões mais rápidas e embasadas. Esse cenário exige atualização constante, integração entre áreas e acesso contínuo à informação qualificada”, afirma Mayra Delfino.

Panorama

O avanço da inadimplência no crédito rural reforça a necessidade de estruturas mais robustas de gestão de risco no agronegócio brasileiro. Ao mesmo tempo, iniciativas como a transformação do CONACREDI em ecossistema permanente indicam uma tendência de profissionalização contínua e maior integração entre dados, formação e mercado financeiro no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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