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Milho recua com avanço da safrinha, pressão em Chicago e baixa liquidez no mercado brasileiro

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O mercado brasileiro de milho encerrou os últimos dias em ritmo lento de comercialização, com baixa liquidez, negócios pontuais e pressão crescente sobre os preços diante do avanço da colheita da segunda safra. A combinação entre oferta maior no mercado interno, retração dos compradores, queda em Chicago e volatilidade cambial mantém produtores e consumidores cautelosos nas negociações.

Na B3, os contratos futuros do cereal fecharam em queda, refletindo principalmente o comportamento do dólar e o cenário internacional negativo para as commodities agrícolas. O contrato de julho de 2026 encerrou cotado a R$ 66,52 por saca, com recuo diário de R$ 0,68 e perda semanal de R$ 0,54. O vencimento setembro/26 fechou em R$ 69,50, enquanto novembro/26 terminou em R$ 72,62, ambos também em baixa.

Segundo análises de mercado, a entrada mais intensa da safrinha amplia a pressão sazonal sobre os preços. Ainda assim, problemas climáticos em importantes regiões produtoras seguem no radar dos agentes, especialmente em áreas de Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul, onde geadas, frio intenso e menor radiação solar afetaram parte das lavouras.

Mercado interno segue travado

O ambiente de negócios continua marcado pelo descompasso entre as pedidas dos produtores e os valores ofertados pelos consumidores, fator que reduz o ritmo das negociações em praticamente todas as regiões produtoras do país.

Nos portos, as indicações permaneceram entre R$ 66,00 e R$ 70,00 por saca tanto em Santos quanto em Paranaguá.

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No Paraná, os preços ficaram entre R$ 58,00 e R$ 62,00 em Cascavel, enquanto compradores trabalham com valores próximos de R$ 60,00 CIF. A ocorrência de geadas em áreas produtoras mantém certa preocupação sobre o potencial produtivo da segunda safra.

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Em São Paulo, a referência na região da Mogiana variou de R$ 58,00 a R$ 62,00 por saca. Em Campinas CIF, as cotações ficaram entre R$ 66,50 e R$ 67,00.

No Rio Grande do Sul, onde a colheita da safra de verão se aproxima do fim, os preços oscilaram entre R$ 66,50 e R$ 68,00 em Erechim. A comercialização segue lenta, especialmente em áreas de agricultura familiar e lavouras tardias. O frio e as geadas pontuais reduziram o ritmo das atividades no campo.

Em Santa Catarina, o mercado também permanece travado. As pedidas giram ao redor de R$ 70,00 por saca, enquanto compradores indicam valores próximos de R$ 65,00, dificultando o fechamento de negócios.

Já em Mato Grosso do Sul, o aumento da oferta e os estoques considerados confortáveis mantêm pressão sobre os preços, que variam entre R$ 50,69 e R$ 52,17 por saca.

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Em Goiás, as referências em Rio Verde ficaram entre R$ 55,00 e R$ 58,00 CIF. No Mato Grosso, em Rondonópolis, as indicações oscilaram de R$ 50,00 a R$ 53,00 por saca.

Chicago recua após feriado nos Estados Unidos

No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago retomou as operações após o feriado de Memorial Day nos Estados Unidos com forte pressão negativa sobre o milho.

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Os contratos com entrega em julho de 2026 recuaram para US$ 4,58 1/4 por bushel, queda de 1,07% em relação ao fechamento anterior.

O mercado foi pressionado pelas expectativas de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, cenário que pode favorecer o fluxo global de combustíveis e fertilizantes e reduzir preocupações relacionadas à oferta internacional.

Além disso, a forte queda do petróleo em Nova York também influenciou negativamente as commodities agrícolas. O contrato do WTI para julho operou próximo de US$ 92,85 por barril, com recuo superior a 3%.

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Dólar volátil mantém agentes cautelosos

No mercado cambial, o dólar comercial apresentou forte volatilidade ao longo do dia, operando próximo da estabilidade, cotado a R$ 5,0210.

A movimentação da moeda norte-americana continua sendo um dos principais fatores de influência sobre os preços internos do milho, especialmente nas regiões exportadoras e nos portos.

No cenário financeiro global, as bolsas asiáticas fecharam em baixa, enquanto os mercados europeus operaram sem direção única, refletindo cautela dos investidores diante das incertezas econômicas e geopolíticas internacionais.

Com o avanço da safrinha e o aumento gradual da oferta no mercado físico, a expectativa do setor é de manutenção da pressão sobre os preços no curto prazo, embora fatores climáticos e oscilações cambiais ainda possam gerar movimentos pontuais de recuperação.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Biometano impulsiona nova fonte de receita no agronegócio e acelera expansão de usinas no Brasil

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O aproveitamento de resíduos do agronegócio como fonte de energia renovável está ganhando escala no Brasil e abrindo uma nova frente de monetização para o campo. O biometano produzido a partir de dejetos da suinocultura passa a ser tratado como um ativo estratégico, capaz de gerar energia, fertilizantes e créditos ambientais.

Esse movimento marca o avanço da chamada “terceira safra” do agro, em que resíduos deixam de ser passivos ambientais e passam a compor novas cadeias de valor.

Primeira usina certificada marca avanço do setor na América Latina

Em Campos Novos (SC), foi inaugurada a primeira usina da América Latina dedicada à produção de biometano a partir de dejetos suínos com certificação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. O empreendimento recebeu investimento superior a R$ 60 milhões e é considerado um marco para o setor de bioenergia no país.

O projeto é operado pela H2A Bioenergia e representa a transição do modelo tradicional de gestão de resíduos para uma estrutura de produção energética integrada ao agronegócio.

Modelo integra produtor rural e indústria energética

A proposta da empresa se baseia em um sistema de parceria com o produtor rural. Nesse formato, o produtor fornece a matéria-prima — os dejetos da suinocultura — enquanto a companhia entra com tecnologia, engenharia e gestão operacional.

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O resultado é a criação de uma nova fonte de receita no campo, com participação direta do produtor na geração de valor a partir da venda de biometano e de ativos ambientais associados, como créditos de descarbonização.

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Segundo a empresa, o modelo reforça a previsibilidade de receita, já que a produção de biometano não depende de condições climáticas, ao contrário das culturas agrícolas tradicionais.

Expansão prevê R$ 2,9 bilhões em investimentos

Com a consolidação do primeiro projeto, a H2A Bioenergia projeta um plano de expansão robusto, estimado em R$ 2,9 bilhões nos próximos cinco anos. A meta é implantar 22 novas usinas no Brasil e em outros países da América Latina.

O avanço deve consolidar um novo polo da indústria energética dentro do agronegócio, ampliando a geração descentralizada de energia renovável e fortalecendo a integração entre produção animal e sustentabilidade.

Novas unidades já estão em desenvolvimento

Após a operação da planta de Campos Novos, a empresa prevê a entrada em funcionamento da unidade de Rio Verde (GO) ainda este ano. Já para 2026, está programada a operação de uma nova usina em Ponta Grossa (PR).

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Em Santa Catarina, estado com forte presença da suinocultura, também avançam projetos de licenciamento em municípios estratégicos como Papanduva e Videira. A estratégia é formar polos regionais de produção de biometano a partir do agronegócio, ampliando a eficiência energética e a geração de valor no campo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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