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EDUCAÇÃO

MEC cria GT para elaborar política de diversidade e inclusão

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O Ministério da Educação (MEC) publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 2 de setembro, a Portaria nº 771/2026, que institui um Grupo de Trabalho (GT) encarregado de elaborar a proposta da Política de Diversidade, Equidade, Acessibilidade e Inclusão no âmbito da pasta. Assinada pela Secretaria-Executiva, a medida visa construir diretrizes institucionais voltadas à valorização da diversidade, ao enfrentamento de todas as formas de discriminação e à promoção de adequações estruturais no próprio órgão. 

A nova política abrangerá todas as unidades administrativas integrantes da estrutura do MEC. Embora não se aplique diretamente às entidades vinculadas, como autarquias e fundações, a norma prevê o apoio técnico e a articulação institucional com esses órgãos sempre que necessário. 

Atribuições e atuação – O Grupo de Trabalho atuará de forma técnica e consultiva, com as seguintes competências centrais: 

  • Diagnóstico Institucional: mapear a situação atual do ministério referente às pautas de diversidade, equidade, acessibilidade e inclusão. 
  • Diretrizes e Governança: propor os princípios, objetivos, eixos de ação e a estrutura de governança da futura política. 
  • Enfrentamento a Discriminações: formular medidas institucionais para a prevenção e o combate ao capacitismo, racismo, machismo e a qualquer tipo de preconceito. 
  • Adequação de Infraestrutura: indicar adaptações de acessibilidade nas edificações sob a gestão direta do Ministério da Educação. 
  • Plano de Ação e Minuta: apresentar plano de implementação com cronograma e ações, culminando na elaboração da minuta de ato normativo e do relatório final a ser submetido ao secretário-executivo. 
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Composição e escuta participativa – O colegiado é composto por representantes de áreas estratégicas do órgão: um membro da Secretaria-Executiva, um da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) e quatro da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas, Subsecretaria de Gestão Administrativa, representando o Gabinete, a Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas, a Coordenação-Geral de Administração e Logística, e o Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do Ministério da Educação (CetreMEC). 

A coordenação do GT ficará a cargo do representante da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas, com coordenação-adjunta da Secadi e Secretaria-Executiva conduzida pelo CetreMEC. 

Para garantir representatividade na elaboração do texto, a coordenação promoverá escutas estruturadas, reuniões temáticas e chamamentos internos com os servidores da casa, de modo a assegurar a participação de pessoas com deficiência e de profissionais com trajetórias ligadas às agendas de inclusão. O grupo também poderá convidar especialistas, representantes de entidades vinculadas e membros da sociedade civil para colaborar com as discussões. 

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Funcionamento e prazos – As reuniões do grupo de trabalho ocorrerão, preferencialmente, por videoconferência, com encontros ordinários a cada 15 dias. A primeira reunião deverá ser realizada em até 15 dias após a designação formal dos membros. 

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O GT terá prazo de duração de 180 dias – prorrogável uma única vez por igual período –, ao fim do qual encaminhará o relatório final e a minuta da política para análise da Secretaria-Executiva. A participação dos integrantes é considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada. A portaria já está em vigor. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria Executiva (SE) 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

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Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

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“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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