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Dia Nacional da Mata Atlântica: sistemas agroflorestais com cacau e erva-mate unem preservação ambiental e geração de renda

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A preservação da Mata Atlântica aliada à produção sustentável tem ganhado força no Brasil com iniciativas que unem conservação ambiental, agricultura familiar e geração de renda. No Dia Nacional da Mata Atlântica, celebrado em 27 de maio, projetos apoiados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura destacam modelos produtivos sustentáveis, como o cultivo de cacau no sistema cabruca, na Bahia, e a produção de erva-mate sombreada na Floresta com Araucária, no Paraná.

As ações desenvolvidas em parceria com o governo brasileiro têm como foco manter a floresta em pé, fortalecer comunidades rurais e ampliar práticas agroflorestais que conciliam produtividade e conservação da biodiversidade.

Sistema cabruca fortalece produção sustentável de cacau na Bahia

Um dos principais exemplos é o sistema cabruca, modelo tradicional de cultivo de cacau realizado sob o dossel de árvores nativas da Mata Atlântica. A prática contribui para a formação de corredores ecológicos, preservação dos recursos hídricos e redução do desmatamento.

Em abril deste ano, foi lançado o projeto “Conservação da Mata Atlântica por meio do manejo sustentável das paisagens agroflorestais cacaueiras”, iniciativa liderada pelo governo federal por meio do MAPA e da CEPLAC, com assistência técnica da FAO, apoio da Sitawi e financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

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A proposta prevê a restauração de 12 mil hectares de áreas de cabruca e a proteção de outros 203 mil hectares na região da Costa do Cacau, na Bahia. Além dos ganhos ambientais, o projeto busca mitigar cerca de 3,7 milhões de toneladas de CO₂, elevar em até 30% a renda das famílias envolvidas e triplicar a produtividade do cacau.

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Agricultura familiar ganha espaço em mercados de maior valor agregado

Entre os produtores beneficiados está o agricultor familiar Edivaldo Lima Chagas, morador do Assentamento João Amazonas, localizado em área de Mata Atlântica na Bahia. Com tradição familiar no cultivo do cacau, ele aposta na modernização da produção sem abrir mão da preservação ambiental.

Atualmente, além do cacau, a propriedade produz banana, cajá, laranja, abacate e aipim. Segundo o produtor, o uso de variedades clonadas de cacau trouxe maior resistência e produtividade às lavouras, fortalecendo a renda da família e ampliando as perspectivas para as próximas gerações.

A expectativa é que o projeto também facilite o acesso dos agricultores a mercados premium, que remuneram melhor produtos sustentáveis e de alta qualidade.

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Erva-mate sombreada no Paraná recebe reconhecimento internacional

Outro destaque é o sistema de produção de erva-mate sombreada na Floresta com Araucária, no Paraná. Em 2025, a FAO reconheceu oficialmente o modelo como Sistema Importante do Patrimônio Agrícola Mundial (SIPAM).

O reconhecimento internacional valoriza práticas agrícolas sustentáveis que preservam a biodiversidade, fortalecem a segurança alimentar e mantêm vivos os conhecimentos tradicionais das comunidades rurais.

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O selo SIPAM amplia a visibilidade global da produção, incentiva políticas públicas voltadas à agroecologia e fortalece a agricultura familiar no Sul do país.

Produção sustentável é caminho para preservar a Mata Atlântica

As iniciativas reforçam que a combinação entre conservação ambiental e desenvolvimento econômico é possível dentro da Mata Atlântica. Sistemas agroflorestais como o cacau cabruca e a erva-mate sombreada mostram que a produção rural pode gerar renda, proteger a biodiversidade e contribuir para um modelo agrícola mais resiliente e sustentável.

No Dia Nacional da Mata Atlântica, o avanço dessas experiências evidencia a importância de políticas públicas e investimentos voltados à preservação do bioma e ao fortalecimento das comunidades que dependem da floresta para viver.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

CropLife Brasil lança painel de polinizadores e amplia dados da apicultura brasileira no CropData

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A CropLife Brasil anunciou nesta terça-feira (20), em celebração ao Dia Mundial da Abelha, a incorporação do Painel de Polinizadores à plataforma CropData. A nova funcionalidade passa a disponibilizar o Atlas da Apicultura Brasileira, reunindo informações estratégicas sobre produção de mel, número de colmeias, estabelecimentos apícolas, comércio exterior e áreas agrícolas de interesse para polinizadores.

A iniciativa integra a agenda de sustentabilidade da entidade e reforça o avanço da integração entre agricultura, biodiversidade e segurança alimentar.

Plataforma amplia acesso a dados da apicultura brasileira

O novo painel reúne indicadores oficiais sobre a cadeia apícola nacional, incluindo distribuição de estabelecimentos por estado e município, dinâmica produtiva, valor de mercado e participação do Brasil no cenário internacional da produção de mel.

Segundo Pedro Duarte, coordenador de Sustentabilidade da CropLife Brasil, o tema dos polinizadores deixou de ser apenas uma pauta ambiental e passou a ocupar papel estratégico no agronegócio moderno.

“Hoje, tratar de polinizadores é falar de resiliência produtiva, segurança alimentar e acesso a mercados. O produtor rural está cada vez mais inserido em cadeias globais que demandam comprovação de sustentabilidade, rastreabilidade e adoção de boas práticas”, afirma.

Abelhas são essenciais para produtividade agrícola

Os agentes polinizadores, especialmente as abelhas, desempenham papel fundamental na reprodução das plantas e na manutenção da produtividade agrícola.

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Dados da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos apontam que aproximadamente 75% das culturas agrícolas do mundo dependem, ao menos parcialmente, da polinização animal. Além disso, cerca de 35% da produção global de alimentos está associada a esse serviço ecossistêmico.

Nesse contexto, a preservação dos polinizadores passa a ser considerada um componente estratégico para produtividade, sustentabilidade e competitividade do agro brasileiro.

Brasil é o 7º maior produtor mundial de mel

Segundo dados apresentados pelo Atlas da Apicultura, o Brasil ocupa atualmente a sétima posição no ranking mundial de produção de mel, conforme levantamento da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação.

A produção nacional atingiu 67 mil toneladas em 2024, equivalente a cerca de 3% da produção global, estimada em 2,3 milhões de toneladas anuais.

O país aparece logo atrás da Argentina, que produziu 69 mil toneladas, enquanto a China segue na liderança mundial, com aproximadamente 445 mil toneladas.

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Exportações de mel ganham força no mercado internacional

Do total produzido em 2024, o Brasil exportou cerca de 38 mil toneladas de mel, o equivalente a 56% da produção nacional.

Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras, respondendo por quase 80% dos embarques do produto, segundo dados da Comex, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A demanda norte-americana está concentrada principalmente nos setores de indústria alimentícia e food service, mantendo os EUA como grande importador líquido de mel.

O Atlas também aponta que o mercado total da atividade apícola brasileira movimentou aproximadamente R$ 1 bilhão em 2024.

Sul e Nordeste lideram produção apícola no Brasil

A produção nacional de mel está fortemente concentrada em quatro estados: Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

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O Paraná lidera com 9,8 mil toneladas produzidas, seguido por Piauí (8,6 mil toneladas), Rio Grande do Sul (8 mil toneladas) e Minas Gerais (7,3 mil toneladas).

Em termos de valor de mercado, as regiões Sul e Nordeste se destacam como os principais polos da atividade apícola nacional.

No Sul, o crescimento é impulsionado pelas áreas de reflorestamento com pinus e eucalipto, além da forte organização cooperativa e profissionalização dos apicultores.

Já no Nordeste, a riqueza da flora da Caatinga, associada às condições do semiárido e à expansão da agricultura familiar, fortalece a atividade.

Brasil possui mais de 100 mil estabelecimentos apícolas

Com base no último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil possui 101.797 estabelecimentos com atividade apícola.

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A região Sul concentra quase 70% dessas propriedades, liderada pelo Rio Grande do Sul, responsável sozinho por 37% dos estabelecimentos nacionais.

O país soma atualmente 2,16 milhões de colmeias, sendo aproximadamente metade localizada também na região Sul.

Os estados com maior número de colmeias são Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Agenda de polinizadores ganha espaço na agricultura sustentável

A expansão do Painel de Polinizadores também marca uma nova fase institucional para o tema dentro da CropLife Brasil.

Após mais de uma década de atuação independente, a associação A.B.E.L.H.A encerra seu ciclo como entidade autônoma, deixando um legado voltado à promoção da convivência entre agricultura e polinizadores.

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Segundo a CropLife Brasil, a incorporação da agenda representa uma evolução estratégica, conectando o tema das abelhas às Boas Práticas Agrícolas, à ciência e à sustentabilidade produtiva no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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