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AGRONEGÓCIO

Girolando lança projeto para jovens na Megaleite 2026 e reforça sucessão familiar no agro

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A sucessão familiar no campo e a permanência das novas gerações na atividade rural estarão no centro das discussões da 21ª edição da Megaleite, maior exposição de pecuária leiteira da América Latina. Durante o evento, que acontece entre os dias 2 e 6 de junho em Belo Horizonte (MG), a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando lançará oficialmente o projeto “Girolando Jovem”, voltado à formação de jovens lideranças do agro.

A iniciativa pretende aproximar estudantes, jovens produtores e profissionais do setor das oportunidades existentes na cadeia da pecuária leiteira, fortalecendo a capacitação técnica, a gestão rural e a continuidade dos negócios familiares no campo.

O lançamento oficial do projeto ocorrerá no dia 3 de junho, às 17h, na Sala Minas Gerais, no Parque da Gameleira, dentro da programação da Megaleite 2026.

Sucessão familiar se torna prioridade no agronegócio

O avanço da profissionalização no agro brasileiro tem ampliado o debate sobre sucessão familiar e governança nas propriedades rurais.

Segundo dados do IBGE, mais de 73% das pessoas ocupadas na agropecuária possuem vínculo familiar com o produtor rural, evidenciando a importância das novas gerações para a continuidade da atividade.

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De acordo com Daniel Lacerda, que assumirá a presidência e o papel de embaixador do “Girolando Jovem”, o conceito de sucessão no campo mudou significativamente nos últimos anos.

“A sucessão no agro deixou de ser apenas transferência de patrimônio e passou a envolver gestão, governança e continuidade do negócio. Com o crescimento das propriedades que selecionam Girolando no país, preparar as novas gerações para dar continuidade à seleção da raça é essencial”, destaca.

Comissão do Girolando Jovem será apresentada na Megaleite

A comissão do projeto para o triênio 2026/2028 será apresentada oficialmente durante o evento.

Além de atuar na seleção da raça Girolando na Fazenda Mirai, na região da Serra do Cipó (MG), Daniel Lacerda possui formação em Administração nos Estados Unidos e na França. Durante o lançamento, ele ministrará a palestra “Inteligência Artificial no Agro”, abordando o impacto das novas tecnologias na produção rural.

Também integram a comissão:

  • Luiza Lima Gaio, médica-veterinária e mestranda em Genética e Melhoramento Animal, da Fazenda Morro da Mandioca, em Oliveira (MG), que ocupará o cargo de diretora financeira;
  • Pedro Paiva, jornalista e criador de cavalo Campolina da Fazenda Boa Esperança, em Floresta (MG), responsável pela diretoria de marketing e eventos;
  • Túlio Araújo, médico-veterinário, jurado e criador da Fazenda Passatempo, em Serra da Saudade (MG), que atuará como diretor suplente.

O encerramento do lançamento contará ainda com uma rodada de conversa sobre os desafios e oportunidades da nova geração no agro, reunindo integrantes da comissão e especialistas do setor leiteiro.

Megaleite terá programação voltada para jovens do agro

Outro destaque da programação da Megaleite será o “Encontro Jovens do Leite”, promovido pelo Sistema FAEMG/SENAR no dia 3 de junho, às 14h, também na Sala Minas Gerais.

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Durante o encontro, o pecuarista Jônadan Ma, presidente da Comissão de Pecuária de Leite do Sistema Faemg Senar, apresentará a palestra “Produzir leite é um bom negócio?”, abordando temas como mercado, sucessão familiar, representatividade e perspectivas econômicas da atividade leiteira.

Segundo ele, o objetivo é aproximar os jovens das oportunidades do setor e discutir a viabilidade da pecuária leiteira no cenário atual do agronegócio brasileiro.

Megaleite 2026 terá julgamentos, leilões e tecnologias para o setor leiteiro

A 21ª Megaleite reunirá produtores, técnicos, empresas e entidades do setor leiteiro em uma programação diversificada voltada à genética, inovação e capacitação.

Entre as atrações previstas estão:

  • Julgamentos de animais;
  • Torneio leiteiro;
  • Mostra de genética;
  • Leilões;
  • Palestras técnicas;
  • Cursos para crianças e adultos;
  • Mini fazenda educativa;
  • Apresentação de novas tecnologias para a pecuária leiteira.

O evento reforça o protagonismo da raça Girolando na produção nacional de leite e evidencia o movimento crescente de renovação geracional dentro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Ministro André de Paula recebe representantes da Abra para discutir avanços do setor de reciclagem animal

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu, nesta terça-feira (26), representantes da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra) para discutir o cenário e as perspectivas do setor no Brasil. A reunião foi realizada na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília (DF).

Na ocasião, o ministro destacou a relevância estratégica da reciclagem animal e a importância da construção conjunta de soluções e parcerias para o fortalecimento da atividade. “Esse é um setor importante, e temos buscado, desde o início da gestão, estabelecer parcerias, abrir portas e manter um canal permanente de diálogo para construir os melhores caminhos para o segmento”, afirmou.

O Brasil recicla anualmente 100% dos resíduos derivados de estabelecimentos de abate e do varejo, consolidando-se como uma das indústrias com maior potencial de reciclagem do país. Segundo a Abra, o Brasil é o segundo maior coletor de resíduos animais do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Os resíduos, compostos por partes não destinadas ao consumo humano, como ossos, penas, vísceras, escamas e gordura, são transformados em produtos como farinha de carne e osso, farinha de sangue, proteína hidrolisada de frango, palatabilizantes, sebo bovino e óleo de peixe. Esses insumos são utilizados em setores como biodiesel, alimentação animal, indústria química e produção de fertilizantes.

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O setor responde por 15% da pauta exportadora do segmento. Somente em 2025, foram exportadas mais de 926,5 mil toneladas, de uma produção superior a 6,17 milhões de toneladas. O segmento também foi destaque na abertura de mercados internacionais no último ano.

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Durante a reunião, os representantes da Abra apresentaram demandas relacionadas a questões regulatórias e à abertura de novos mercados, especialmente no continente asiático.

O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, destacou os avanços regulatórios conduzidos pelo Ministério e a importância da habilitação sanitária das empresas para consolidar a abertura de mercados internacionais. Segundo ele, a reciclagem animal desempenha papel estratégico para a sustentabilidade e a economia circular, ao transformar resíduos em produtos de valor agregado para diferentes cadeias produtivas.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, ressaltou a relevância do setor nas negociações internacionais conduzidas pelo Ministério e reconheceu a atuação organizada da Abra na apresentação de demandas e informações técnicas. Também destacou a mobilização do segmento em torno das pautas de ampliação de mercados e fortalecimento das exportações brasileiras.

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O presidente-executivo da Abra, Décio Coutinho, enfatizou a relevância econômica, ambiental e sanitária do setor para o país. “Não existe nenhum setor mais sustentável do que esse”, afirmou ao apresentar o trabalho desenvolvido pela cadeia de reciclagem animal. Coutinho também destacou a representatividade da associação no setor. “Hoje, a Abra reúne praticamente todas as graxarias e indústrias do segmento. Temos 92% das graxarias existentes no Brasil associadas”, disse.

Fundada em 2006, a Abra atua na promoção de ações voltadas ao segmento e no fomento à geração de negócios. Atualmente, a associação reúne 264 indústrias e 71 grupos associados. O setor gera mais de 57 mil empregos no país.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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