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Setor da erva-mate enfrenta baixa demanda apesar do bom desenvolvimento da safra

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Erva-mate apresenta bom desenvolvimento vegetativo no estado

A cultura da erva-mate registrou bom desenvolvimento em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Na região administrativa de Soledade, o clima favorável contribuiu para a brotação das plantas, porém a presença da ampola ainda requer atenção constante dos produtores.

Para o manejo fitossanitário, muitos produtores têm adotado bioinsumos, como alternativa sustentável ao controle químico convencional. Essa estratégia auxilia na proteção das plantas sem comprometer o meio ambiente e melhora a qualidade do produto final.

Mercado da erva-mate segue pressionado

Apesar do bom desempenho vegetativo, o setor enfrenta cenário de baixa demanda e excesso de oferta, fatores que têm mantido os preços abaixo do esperado. Atualmente, os valores pagos ao produtor variam entre R$ 14,00 e R$ 16,00 por arroba na ervateira, refletindo a combinação de oferta elevada e consumo limitado.

Região de Passo Fundo investe na erva-mate cancheada

Na região de Passo Fundo, observa-se crescimento na compra de erva-mate cancheada para envelhecimento, enquanto os ervais se encontram em fase de frutificação. O manejo fitossanitário segue ativo, com o monitoramento de diversas espécies de insetos por meio de armadilhas, garantindo controle e prevenção de danos à produção.

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Os preços na região variam conforme o tipo de erva e o destino do produto. Os valores médios registrados são:

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  • R$ 18,00 por arroba para entrega na indústria;
  • R$ 19,00 por arroba para a cultivar Cambona 4;
  • R$ 20,00 por arroba para erva destinada à industrialização pelo sistema barbaquá.
Tendências e perspectivas para a safra

O cenário atual reforça a importância do manejo integrado, incluindo o uso de bioinsumos e monitoramento fitossanitário, para garantir qualidade e produtividade mesmo diante da pressão de preços e baixa demanda. Produtores que investem em tecnologia e cuidados preventivos têm mais chances de reduzir perdas e obter vantagem competitiva na cadeia industrial da erva-mate.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Soja lidera geração de renda no campo e reforça dependência brasileira das commodities

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A agricultura brasileira continuou altamente concentrada em poucas culturas em 2025. Dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), divulgados pelo IBGE, mostram que a soja manteve ampla liderança no valor de produção, seguida por açúcar e milho, consolidando o protagonismo das commodities no desempenho econômico do agronegócio nacional.

Sozinha, a soja gerou R$ 260,2 bilhões em valor bruto de produção no ano passado — um montante superior ao de várias cadeias produtivas somadas e mais que o dobro da segunda colocada. O açúcar aparece em seguida, com R$ 105 bilhões, impulsionado pelo mercado internacional e pela rentabilidade do setor sucroenergético. O milho completa o grupo principal, com R$ 88,1 bilhões, sustentado pela demanda interna de ração animal e pelas exportações crescentes.

O levantamento mostra que o topo da renda agrícola brasileira está cada vez mais associado a produtos voltados ao mercado externo. O café, quarto colocado com R$ 69,2 bilhões, mantém posição tradicional como cultura de maior valor agregado, enquanto o algodão, com R$ 31,3 bilhões, consolidou-se como uma das cadeias mais competitivas do país, apoiada em produtividade elevada e forte demanda da indústria têxtil internacional.

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Na sequência aparecem laranja (R$ 28,5 bilhões), arroz (R$ 22,3 bilhões) e mandioca (R$ 18,1 bilhões). Diferentemente dos grãos, essas culturas possuem maior participação no abastecimento interno e renda regional. A banana gerou R$ 16,1 bilhões e o cacau, R$ 15,3 bilhões, impulsionado pela valorização global do produto. Fecham o ranking fumo e feijão, ambos com R$ 12,2 bilhões.

O resultado evidencia um padrão estrutural: poucas cadeias concentram grande parte da riqueza agrícola, enquanto culturas alimentares essenciais mantêm importância social e regional, mas participação menor no valor econômico total.

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A liderança da soja, por sua vez, vai além do território nacional. Segundo estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil também ocupa a primeira posição mundial na safra 2024/25, com produção estimada em 171,5 milhões de toneladas, bem à frente dos Estados Unidos, com 119 milhões, e da Argentina, com 51,1 milhões.

O ranking global confirma a concentração da oferta nas Américas. Brasil, Estados Unidos, Argentina, Paraguai, Canadá e Uruguai respondem pela maior parte da produção mundial do grão, o que transforma a região em eixo central da segurança alimentar internacional, especialmente no fornecimento de proteína vegetal para ração animal.

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A predominância da soja ajuda a explicar o peso do agronegócio na economia brasileira. O grão participa diretamente das exportações, do equilíbrio da balança comercial e da formação de renda em diversas regiões do país. Ao mesmo tempo, aumenta a sensibilidade do setor a fatores externos, como preços internacionais, câmbio e clima.

Isan Rezende

DEPENDENCIA – Os dados da PAM indicam que o agronegócio segue forte, mas também mais dependente de mercados consolidados. Em anos de preços elevados, a renda cresce rapidamente; em ciclos de baixa, o impacto se espalha por toda a economia rural. Nesse contexto, a liderança da soja representa ao mesmo tempo a principal força do campo brasileiro e sua maior vulnerabilidade econômica.

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Para o presidente do Instituto do Agronegócio e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, a discussão sobre financiamento no campo já não envolve apenas juros, mas o modelo produtivo que o Brasil pretende adotar nos próximos anos.

“O levantamento do IBGE confirma algo que o setor já percebe no dia a dia: o agro brasileiro é extremamente eficiente, mas ainda muito concentrado. Quando três ou quatro culturas respondem pela maior parte da renda agrícola, o produtor e a economia ficam mais expostos à volatilidade internacional de preços e câmbio”, comentou.

“Não se trata de reduzir a importância da soja, do milho ou do açúcar, que são pilares da nossa competitividade global. O desafio agora é avançar para a próxima etapa, que é agregar valor. O Brasil exporta muito grão, mas ainda exporta pouca transformação industrial. Cada tonelada que sai in natura representa renda, mas poderia representar emprego, tributo e estabilidade econômica se fosse processada aqui”, defendeu Rezende.

“Por isso, políticas públicas voltadas à industrialização do agro e à diversificação produtiva são estratégicas. Incentivar bioindústria, proteína animal, biocombustíveis e processamento de alimentos reduz a dependência das commodities e protege o produtor das oscilações externas. O país já provou que sabe produzir em escala; o próximo passo é capturar mais valor dentro da porteira”.

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“O Brasil ainda concentra grande parte da renda do agro na exportação de produtos primários. Sem políticas públicas que estimulem armazenagem, processamento e agregação de valor dentro da fazenda e nas regiões produtoras, o produtor continua dependente do preço internacional e da variação cambial, fatores que ele não controla”.

“O crédito rural precisa evoluir para financiar não só plantio e compra de máquinas, mas também industrialização, energia, irrigação e tecnologia. Quando o produtor consegue armazenar, processar ou gerar sua própria energia, ele reduz risco, ganha previsibilidade de receita e passa a vender melhor, não apenas colher mais”, completou Rezende

Fonte: Pensar Agro

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