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Casa dos Horrores

Câmara de Cuiabá retoma na quarta (25) análise de pedido de cassação de Paulo Henrique (MDB)

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A Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá se reunirá na quarta-feira (25) para avaliar o pedido de abertura de uma comissão processante contra o vereador Paulo Henrique (MDB), preso no dia 20 de setembro durante a Operação Pubblicare, um desdobramento da Operação Ragnatela. O presidente da Comissão de Ética, vereador Rodrigo de Arruda e Sá (PSDB), solicitou informações à Polícia Federal para compreender os motivos da prisão e decidir sobre o encaminhamento da comissão processante. Segundo Arruda e Sá, o pedido de investigação, protocolado por vereadores da oposição, incluindo Dilemário Alencar (União) e Michelly Alencar (União), não foi arquivado, e a Comissão está no prazo de análise.

Os vereadores de oposição pressionam pela investigação, afirmando que aguardam uma resposta há quatro meses. Caso não haja movimentação, eles pretendem apresentar uma comissão paralela para investigar o caso. Contudo, Arruda e Sá esclareceu que a criação de uma nova comissão não é possível e defendeu que o processo está sendo conduzido dentro dos prazos legais, incluindo a análise de um extenso processo de 5 mil páginas enviado pela Polícia Federal. O prazo de 45 dias para análise venceu no dia 15 de setembro, e a Comissão se reúne agora para deliberar sobre o futuro da investigação.

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Operação Ragnatela

A Operação Pubblicare, que resultou na prisão de Paulo Henrique, é parte da segunda fase da Operação Ragnatela. Deflagrada inicialmente em junho de 2024, a Operação Ragnatela desmantelou um esquema criminoso ligado à lavagem de dinheiro no estado de Mato Grosso, envolvendo casas noturnas adquiridas com dinheiro de origem ilícita. Segundo as investigações, uma facção criminosa comprou uma casa noturna em Cuiabá por R$ 800 mil em dinheiro vivo, utilizando os lucros obtidos por meio de atividades ilegais para financiar shows de MCs renomados e outros eventos, em conluio com promoters locais e agentes públicos. A operação revelou que o grupo contava com o apoio de servidores responsáveis pela fiscalização e concessão de licenças, além de beneficiar-se do envolvimento de figuras políticas, como o vereador Paulo Henrique

Essa facção criminosa, com atuação ampla em diversas atividades ilegais, utilizava eventos como shows para lavar grandes somas de dinheiro. A Operação Ragnatela, conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-MT), resultou na apreensão de bens e documentos e teve como foco desarticular as conexões entre o grupo e agentes públicos que facilitavam o esquema​.

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CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Comissão especial realiza reunião e segue acompanhando investigação de suposto assédio

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Camile Souza | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá
A Comissão Especial de acompanhamento ao caso de suposto assédio cometido por um ex-servidor da Prefeitura de Cuiabá realizou, na tarde desta quinta-feira (12), reunião de trabalho na Câmara Municipal. O colegiado é composto pelas vereadoras Dra. Mara (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil) e Maria Avalone (PSDB).
Durante o encontro, as parlamentares discutiram os próximos encaminhamentos da comissão e reforçaram que o grupo segue acompanhando as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
A presidente da comissão, vereadora Dra. Mara, informou que, com o avanço das investigações, a expectativa é que na próxima semana sejam enviados convites para que a vítima e o suspeito possam prestar esclarecimentos à comissão.
“Nós estamos acompanhando as investigações, e provavelmente na próxima semana já teremos uma conclusão da Polícia Civil e faremos convites à vítima e ao suspeito para que a gente possa encerrar junto essa comissão de forma concreta, dando respostas à população”, afirmou a parlamentar.
A vereadora por Cuiabá Michelly Alencar destacou que a comissão especial representa um instrumento importante do Poder Legislativo para acompanhar denúncias dessa natureza.
Segundo a parlamentar, esta é a primeira vez que a Câmara Municipal cria uma comissão com esse formato para tratar de um caso relacionado a suposto assédio.
“A comissão é um instrumento legal do Legislativo que tem a possibilidade de receber esse tipo de denúncia. A investigação parlamentar de inquérito, que é a CPI, não é o foro adequado para casos como violência sexual. Essa é a primeira vez que esta Casa criou uma comissão especial e que a população sabe que a gente pode acompanhar casos como esse com total responsabilidade e transparência.”
Michelly também ressaltou que a iniciativa ocorre em um momento histórico para o Legislativo cuiabano, que conta atualmente com a maior legislatura feminina da história da Câmara.
 
Canal de denúncias
Outro ponto discutido durante a reunião foi a criação de um canal de denúncias, que será lançado em parceria com a Procuradoria da Mulher da Câmara de Cuiabá. A ferramenta será voltada ao atendimento de munícipes, servidores e qualquer pessoa que necessite registrar denúncias ou buscar orientação.
O canal já está disponível por meio do número (65) 99918-6507, que será divulgado pela Câmara Municipal para facilitar o acesso das vítimas e garantir que denúncias possam ser registradas com segurança.
“É importante dizer que um dos pontos fundamentais de deliberação desta Comissão foi o canal criado para denúncias. A Câmara vai liberar para todos e divulgar qual é o número. Então, todas as mulheres que tiverem uma denúncia a fazer, que não estavam se sentindo seguras ou à vontade, este canal será um meio onde essa vítima poderá fazer a sua denúncia, terá um acompanhamento adequado e todo o aparato de segurança da sua denúncia resguardado também”.
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