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Casa dos horrores

Cassação de Paulo Henrique: Comissão de Ética Aprova Relatório por Unanimidade

A Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá aprovou o relatório que recomenda a cassação do vereador Paulo Henrique. Acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e quebra de decoro parlamentar, o caso segue para análise da CCJR e posterior votação em plenário.

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A Câmara de Cuiabá avança no processo de cassação do vereador Paulo Henrique (MDB). A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar aprovou, por unanimidade, o relatório que recomenda o afastamento definitivo do parlamentar. Acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e ligação com organização criminosa, o vereador enfrenta denúncias detalhadas pela Operação Pubblicare. Agora, o caso segue para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e, depois, para votação no plenário.

Condutas quebraram o decoro parlamentar

O vereador Paulo Henrique usou sua influência política para favorecer uma facção criminosa, de acordo com o relatório do vereador Kássio Coelho (Podemos). Ele facilitou a emissão de licenças para eventos que encobriam operações de lavagem de dinheiro. Essas ações violaram os princípios éticos exigidos de um representante público.

Diversas tentativas de notificar o vereador foram realizadas pela comissão, garantindo-lhe o direito de defesa. No entanto, ele não compareceu. Rodrigo Arruda e Sá (PSDB), presidente da Comissão de Ética, afirmou: “Reforçamos o contraditório e a ampla defesa, mas não obtivemos resposta”.

Próximos passos no processo de cassação

A CCJR analisará o relatório para verificar sua conformidade jurídica. Após essa etapa, o documento será submetido ao plenário, onde os vereadores decidirão sobre o afastamento. A Câmara também solicitou ao juiz Jean Bezerra, da Sétima Vara Criminal, autorização para que Paulo Henrique compareça à sessão de julgamento. Atualmente, ele permanece afastado das funções desde que se tornou réu.

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Impacto da cassação para o legislativo

O avanço no processo contra Paulo Henrique reflete o rigor adotado pela Câmara de Cuiabá em situações de quebra de decoro parlamentar. As denúncias da Operação Pubblicare revelaram uma rede de corrupção envolvendo facções criminosas. Além disso, o Legislativo busca recuperar a confiança pública ao punir desvios éticos.

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CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Comissão especial realiza reunião e segue acompanhando investigação de suposto assédio

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Camile Souza | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá
A Comissão Especial de acompanhamento ao caso de suposto assédio cometido por um ex-servidor da Prefeitura de Cuiabá realizou, na tarde desta quinta-feira (12), reunião de trabalho na Câmara Municipal. O colegiado é composto pelas vereadoras Dra. Mara (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil) e Maria Avalone (PSDB).
Durante o encontro, as parlamentares discutiram os próximos encaminhamentos da comissão e reforçaram que o grupo segue acompanhando as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
A presidente da comissão, vereadora Dra. Mara, informou que, com o avanço das investigações, a expectativa é que na próxima semana sejam enviados convites para que a vítima e o suspeito possam prestar esclarecimentos à comissão.
“Nós estamos acompanhando as investigações, e provavelmente na próxima semana já teremos uma conclusão da Polícia Civil e faremos convites à vítima e ao suspeito para que a gente possa encerrar junto essa comissão de forma concreta, dando respostas à população”, afirmou a parlamentar.
A vereadora por Cuiabá Michelly Alencar destacou que a comissão especial representa um instrumento importante do Poder Legislativo para acompanhar denúncias dessa natureza.
Segundo a parlamentar, esta é a primeira vez que a Câmara Municipal cria uma comissão com esse formato para tratar de um caso relacionado a suposto assédio.
“A comissão é um instrumento legal do Legislativo que tem a possibilidade de receber esse tipo de denúncia. A investigação parlamentar de inquérito, que é a CPI, não é o foro adequado para casos como violência sexual. Essa é a primeira vez que esta Casa criou uma comissão especial e que a população sabe que a gente pode acompanhar casos como esse com total responsabilidade e transparência.”
Michelly também ressaltou que a iniciativa ocorre em um momento histórico para o Legislativo cuiabano, que conta atualmente com a maior legislatura feminina da história da Câmara.
 
Canal de denúncias
Outro ponto discutido durante a reunião foi a criação de um canal de denúncias, que será lançado em parceria com a Procuradoria da Mulher da Câmara de Cuiabá. A ferramenta será voltada ao atendimento de munícipes, servidores e qualquer pessoa que necessite registrar denúncias ou buscar orientação.
O canal já está disponível por meio do número (65) 99918-6507, que será divulgado pela Câmara Municipal para facilitar o acesso das vítimas e garantir que denúncias possam ser registradas com segurança.
“É importante dizer que um dos pontos fundamentais de deliberação desta Comissão foi o canal criado para denúncias. A Câmara vai liberar para todos e divulgar qual é o número. Então, todas as mulheres que tiverem uma denúncia a fazer, que não estavam se sentindo seguras ou à vontade, este canal será um meio onde essa vítima poderá fazer a sua denúncia, terá um acompanhamento adequado e todo o aparato de segurança da sua denúncia resguardado também”.
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