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caso é investigado pela Câmara

Corrupção envolvendo VI era regra no gabinete de Edna Sampaio (PT)

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Em depoimento na  Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, a vereadora Edna Sampaio (PT) confirmou que todas as quatro chefes de gabinete que passaram por seu mandato devolveram a Verba Indenizatória para uma conta particular, em nome da vereadora. Sampaio alega que VI devolvida compõe “mandato coletivo”.

“Já disse que esse é o modelo de gestão do nosso gabinete e continua, a menos que a Câmara apresente um projeto de regulamentação em que altere o conteúdo desta lei e estabeleça com clareza que a verba indenizatória é propriedade, como o senhor está falando, que a Verba Indenizatória é propriedade do chefe de gabinete”

Mais de uma vez a parlamentar admitiu que o dinheiro do gabinete é concentrado em uma conta que ela tem acesso e administração.

“É uma forma de gerenciamento para otimizar o uso dos recursos públicos com aquilo que é a destinação desses recursos que está previsto em lei e que não há qualquer vedação que possa impedir a vereadora Edna Sampaio e o seu gabinete de gerenciar o recurso dessa maneira. Não há crime nisso”, disse.

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Edna Sampaio entende que a utilização do expediente de “devolução” das verbas indenizatórias recebidas em nome e pelos seus assessores é perfeitamente legal. Reclamou também que mesmo com o recebimento das VIs as vezes tinha que pagar as despesas do próprio bolso.

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“Vocês vão ver que várias vezes eu tive que pagar do meu salário o que não consegui cobrir com a Verba Indenizatória. Porque a Verba Indenizatória tem um limite e a política é a atividade mais cara que uma pessoa pode exercer, é por isso que as pessoas mais pobres não chegam aqui”, disse.

A vereadora entende ser vítima de violência política, principalmente do vereador Dilemário Alencar, a quem acusa de ser autor de um documento apócrifo protocolado contra ela na Câmara Municipal.

CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Comissão especial realiza reunião e segue acompanhando investigação de suposto assédio

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Camile Souza | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá
A Comissão Especial de acompanhamento ao caso de suposto assédio cometido por um ex-servidor da Prefeitura de Cuiabá realizou, na tarde desta quinta-feira (12), reunião de trabalho na Câmara Municipal. O colegiado é composto pelas vereadoras Dra. Mara (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil) e Maria Avalone (PSDB).
Durante o encontro, as parlamentares discutiram os próximos encaminhamentos da comissão e reforçaram que o grupo segue acompanhando as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
A presidente da comissão, vereadora Dra. Mara, informou que, com o avanço das investigações, a expectativa é que na próxima semana sejam enviados convites para que a vítima e o suspeito possam prestar esclarecimentos à comissão.
“Nós estamos acompanhando as investigações, e provavelmente na próxima semana já teremos uma conclusão da Polícia Civil e faremos convites à vítima e ao suspeito para que a gente possa encerrar junto essa comissão de forma concreta, dando respostas à população”, afirmou a parlamentar.
A vereadora por Cuiabá Michelly Alencar destacou que a comissão especial representa um instrumento importante do Poder Legislativo para acompanhar denúncias dessa natureza.
Segundo a parlamentar, esta é a primeira vez que a Câmara Municipal cria uma comissão com esse formato para tratar de um caso relacionado a suposto assédio.
“A comissão é um instrumento legal do Legislativo que tem a possibilidade de receber esse tipo de denúncia. A investigação parlamentar de inquérito, que é a CPI, não é o foro adequado para casos como violência sexual. Essa é a primeira vez que esta Casa criou uma comissão especial e que a população sabe que a gente pode acompanhar casos como esse com total responsabilidade e transparência.”
Michelly também ressaltou que a iniciativa ocorre em um momento histórico para o Legislativo cuiabano, que conta atualmente com a maior legislatura feminina da história da Câmara.
 
Canal de denúncias
Outro ponto discutido durante a reunião foi a criação de um canal de denúncias, que será lançado em parceria com a Procuradoria da Mulher da Câmara de Cuiabá. A ferramenta será voltada ao atendimento de munícipes, servidores e qualquer pessoa que necessite registrar denúncias ou buscar orientação.
O canal já está disponível por meio do número (65) 99918-6507, que será divulgado pela Câmara Municipal para facilitar o acesso das vítimas e garantir que denúncias possam ser registradas com segurança.
“É importante dizer que um dos pontos fundamentais de deliberação desta Comissão foi o canal criado para denúncias. A Câmara vai liberar para todos e divulgar qual é o número. Então, todas as mulheres que tiverem uma denúncia a fazer, que não estavam se sentindo seguras ou à vontade, este canal será um meio onde essa vítima poderá fazer a sua denúncia, terá um acompanhamento adequado e todo o aparato de segurança da sua denúncia resguardado também”.
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