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CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Defesa de Edna culpa imprensa por divulgar suposta rachadinha

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VEREADORA EDNA SAMPAIO FOTO ROGERIO FLORENTINO 2

A defesa da vereadora Edna Sampaio (PT) culpou a imprensa por divulgar o envolvimento da parlamentar em um suposto esquema de “rachadinha” na Câmara Municipal. O advogado da petista, ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva, também voltou a ameaçar outros vereadores, que segundo ele também podem ser investigados por uso incorreto da verba indenizatória.

A petista responde a um processo na Comissão de Ética pela acusação de apropriação indevida de R$ 20 mil da verba indenizatória de sua ex-chefe de gabinete, Laura Natacha Abreu.

Na defesa, protocolada nesta quinta-feira (10) à Comissão de Ética, Julier ressalta que a denúncia é uma “inverdade”, “uma invenção da imprensa” para destruir a imagem de Edna.

“Não sendo matérias jornalísticas provas que fundamentem qualquer processo, e tampouco os documentos apresentados lícitos, como já supra delineado, a necessidade do arquivamento do feito administrativo por nulidade absoluta e falta de provas, é evidente, o que requer-se, desde já”, cita o advogado no documento.

Em conversa com a imprensa, Julier alega que a verba de gabinete não pode ser entendida como subsídio e/ou vencimentos, pois tem natureza indenizatória, cujo objetivo é compensar as despesas surgidas pelo exercício do mandato parlamentar, tanto do próprio vereador quanto de seus assessores de gabinete.

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“Mas se os vereadores não entenderem desse jeito, obviamente que a Receita Federal deverá investigá-los por se apropriarem de recursos com clara destinação pública, que é para o exercício do mandato e não apropriação pelo vereador ou chefia do gabinete”, pontuou.

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Denúncia

De acordo com a denúncia, a ex-chefe de gabinete, Laura Abreu, disse que, no período em que trabalhou no gabinete da parlamentar, por cerca de cinco meses, recebia cobranças constantes do marido de Edna para realizar as transferências da Verba Indenizatória, que segundo a lei, deveria ficar com ela.

Em depoimento à Casa de Leis, Laura relatou que, enquanto esteve trabalhando no gabinete de Edna, não sabia que a Verba Indenizatória compunha parte dos seus proventos pessoais. Desde sempre foi orientada a devolver o dinheiro para os gastos do “mandato coletivo” de Edna Sampaio.

“Tudo conversa fiada. Verba indenizatória tem fundo público para exercício de mandato, seja ele onerado à vereadora ou sua chefia”, retrucou Julier.

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Com Fernanda Escouto/RMT

CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Comissão especial realiza reunião e segue acompanhando investigação de suposto assédio

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Camile Souza | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá
A Comissão Especial de acompanhamento ao caso de suposto assédio cometido por um ex-servidor da Prefeitura de Cuiabá realizou, na tarde desta quinta-feira (12), reunião de trabalho na Câmara Municipal. O colegiado é composto pelas vereadoras Dra. Mara (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil) e Maria Avalone (PSDB).
Durante o encontro, as parlamentares discutiram os próximos encaminhamentos da comissão e reforçaram que o grupo segue acompanhando as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
A presidente da comissão, vereadora Dra. Mara, informou que, com o avanço das investigações, a expectativa é que na próxima semana sejam enviados convites para que a vítima e o suspeito possam prestar esclarecimentos à comissão.
“Nós estamos acompanhando as investigações, e provavelmente na próxima semana já teremos uma conclusão da Polícia Civil e faremos convites à vítima e ao suspeito para que a gente possa encerrar junto essa comissão de forma concreta, dando respostas à população”, afirmou a parlamentar.
A vereadora por Cuiabá Michelly Alencar destacou que a comissão especial representa um instrumento importante do Poder Legislativo para acompanhar denúncias dessa natureza.
Segundo a parlamentar, esta é a primeira vez que a Câmara Municipal cria uma comissão com esse formato para tratar de um caso relacionado a suposto assédio.
“A comissão é um instrumento legal do Legislativo que tem a possibilidade de receber esse tipo de denúncia. A investigação parlamentar de inquérito, que é a CPI, não é o foro adequado para casos como violência sexual. Essa é a primeira vez que esta Casa criou uma comissão especial e que a população sabe que a gente pode acompanhar casos como esse com total responsabilidade e transparência.”
Michelly também ressaltou que a iniciativa ocorre em um momento histórico para o Legislativo cuiabano, que conta atualmente com a maior legislatura feminina da história da Câmara.
 
Canal de denúncias
Outro ponto discutido durante a reunião foi a criação de um canal de denúncias, que será lançado em parceria com a Procuradoria da Mulher da Câmara de Cuiabá. A ferramenta será voltada ao atendimento de munícipes, servidores e qualquer pessoa que necessite registrar denúncias ou buscar orientação.
O canal já está disponível por meio do número (65) 99918-6507, que será divulgado pela Câmara Municipal para facilitar o acesso das vítimas e garantir que denúncias possam ser registradas com segurança.
“É importante dizer que um dos pontos fundamentais de deliberação desta Comissão foi o canal criado para denúncias. A Câmara vai liberar para todos e divulgar qual é o número. Então, todas as mulheres que tiverem uma denúncia a fazer, que não estavam se sentindo seguras ou à vontade, este canal será um meio onde essa vítima poderá fazer a sua denúncia, terá um acompanhamento adequado e todo o aparato de segurança da sua denúncia resguardado também”.
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