Pesquisar
Close this search box.

CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Emanuel admite dívida trabalhista e tenta parcelar calote de R$ 165 milhões via canetada

Publicado em

PREFEITO DE CUIABA MT EMANUEL pINHEIRO - FOTO ROGÉRIO FLORENTINO

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) encaminhou para a Câmara Municipal de Cuiabá, na última quinta-feira (10), um projeto de lei em que pretende parcelar uma dívida de mais de R$ 165,8 milhões da Prefeitura em direitos trabalhistas de servidores municipais. Os valores correspondem a dívidas pelo não recolhimento de INSS e FGTS dos servidores públicos da Empresa Cuiabá de Saúde Pública (ECSP) e do Fundo Único Municipal de Educação.

Não depositar o recolhimento de INSS e FGTS configura apropriação indébita previdenciária, conforme previsto no artigo 168-A do Código Penal. A pena prevista para o crime é de 2 a 5 cinco anos de prisão.

Conforme a proposta, o prefeito de Cuiabá admitiu que o Executivo Municipal tem uma dívida de R$ 165.798.193,93 com a União, em razão de contribuições não depositadas, como valores de INSS, FGTS e imposto de renda. Os valores foram recolhidos pela gestão, mas não repassados aos órgãos competentes.

Por causa dessas dívidas, o município não consegue certidões positivas para receber convênios ou emendas.

“A regularização destas obrigações através de parcelamento ou reparcelamento é imprescindível para que o Município obtenha as certidões de regularidade fiscal junto aos órgãos da União, sendo que estas certidões são de caráter obrigatório para liberação de repasses oriundos de convênios, emendas parlamentares ou operações de créditos em andamento”, relatou Emanuel no pedido à Câmara.

Advertisement

O gestor admitiu que a Prefeitura não possui recursos para arcar com a dívida e ainda afirmou que as despesas para oferecer cuidados às vítimas da pandemia são a principal razão do “descontrole financeiro” na administração municipal.

Leia Também:  EXCLUSIVO:compras pela internet: o guia completo dos direitos do consumidor

“Inevitavelmente, a situação financeira, durante e após o período pandêmico, foi afetada, devendo o gestor público ter que escolher entre as prioridades de pagamentos os serviços públicos oferecidos ao cidadão ou as obrigações fiscais correntes”, afirmou o prefeito.

No projeto encaminhado à Câmara, Emanuel pede que o calote nos direitos dos servidores públicos municipais seja pago em até 60 meses.

“Sob esses argumentos é que submeto à deliberação de Vossa Excelência e seus Digníssimo Pares a presente proposta, na expectativa do pleno acolhimento por essa Edilidade, guardiã dos mais nobres interesses do povo cuiabano, e aproveito da oportunidade para reiterar o meu testemunho de apreço e respeito”, finalizou.

Advertisement

CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Comissão especial realiza reunião e segue acompanhando investigação de suposto assédio

Published

on

Camile Souza | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá
A Comissão Especial de acompanhamento ao caso de suposto assédio cometido por um ex-servidor da Prefeitura de Cuiabá realizou, na tarde desta quinta-feira (12), reunião de trabalho na Câmara Municipal. O colegiado é composto pelas vereadoras Dra. Mara (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil) e Maria Avalone (PSDB).
Durante o encontro, as parlamentares discutiram os próximos encaminhamentos da comissão e reforçaram que o grupo segue acompanhando as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
A presidente da comissão, vereadora Dra. Mara, informou que, com o avanço das investigações, a expectativa é que na próxima semana sejam enviados convites para que a vítima e o suspeito possam prestar esclarecimentos à comissão.
“Nós estamos acompanhando as investigações, e provavelmente na próxima semana já teremos uma conclusão da Polícia Civil e faremos convites à vítima e ao suspeito para que a gente possa encerrar junto essa comissão de forma concreta, dando respostas à população”, afirmou a parlamentar.
A vereadora por Cuiabá Michelly Alencar destacou que a comissão especial representa um instrumento importante do Poder Legislativo para acompanhar denúncias dessa natureza.
Segundo a parlamentar, esta é a primeira vez que a Câmara Municipal cria uma comissão com esse formato para tratar de um caso relacionado a suposto assédio.
“A comissão é um instrumento legal do Legislativo que tem a possibilidade de receber esse tipo de denúncia. A investigação parlamentar de inquérito, que é a CPI, não é o foro adequado para casos como violência sexual. Essa é a primeira vez que esta Casa criou uma comissão especial e que a população sabe que a gente pode acompanhar casos como esse com total responsabilidade e transparência.”
Michelly também ressaltou que a iniciativa ocorre em um momento histórico para o Legislativo cuiabano, que conta atualmente com a maior legislatura feminina da história da Câmara.
 
Canal de denúncias
Outro ponto discutido durante a reunião foi a criação de um canal de denúncias, que será lançado em parceria com a Procuradoria da Mulher da Câmara de Cuiabá. A ferramenta será voltada ao atendimento de munícipes, servidores e qualquer pessoa que necessite registrar denúncias ou buscar orientação.
O canal já está disponível por meio do número (65) 99918-6507, que será divulgado pela Câmara Municipal para facilitar o acesso das vítimas e garantir que denúncias possam ser registradas com segurança.
“É importante dizer que um dos pontos fundamentais de deliberação desta Comissão foi o canal criado para denúncias. A Câmara vai liberar para todos e divulgar qual é o número. Então, todas as mulheres que tiverem uma denúncia a fazer, que não estavam se sentindo seguras ou à vontade, este canal será um meio onde essa vítima poderá fazer a sua denúncia, terá um acompanhamento adequado e todo o aparato de segurança da sua denúncia resguardado também”.
Leia Também:  EXCLUSIVO:compras pela internet: o guia completo dos direitos do consumidor
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA