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CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Agiota envolvido em fraudes na Câmara de Cuiabá fecha acordo com o Ministério Público

Agiota investigado na Operação Aprendiz fecha acordo de não persecução penal com o Ministério Público. Justiça de Cuiabá marca audiência para homologação do ANPP, envolvendo esquema de fraudes na Câmara Municipal. Caso é um desdobramento da Operação Aprendiz, que revelou corrupção e falsificação de escrituras.

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agiota envolvido em fraudes na Câmara
agiota envolvido em fraudes na Câmara
Esquema de corrupção e falsificação de escrituras, liderado por ex-presidente da Câmara, tem novos desdobramentos com a adesão de um dos envolvidos ao ANPP.

Fraudes na Câmara de Cuiabá: acordo de agiota com o MP entra na fase final

A Justiça de Cuiabá marcou para o dia 10 de abril de 2025 a audiência de homologação do Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) do agiota Caio César Vieira de Freitas, investigado por envolvimento no esquema de corrupção e falsificação de escrituras de terrenos urbanos na capital mato-grossense. A decisão é da juíza Alethea Assunção Santos, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

O caso é um desdobramento da Operação Aprendiz, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) em 2013, que investigou um esquema liderado pelo ex-presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá, João Emanuel Moreira Lima.

O que foi descoberto na Operação Aprendiz?

A investigação revelou que João Emanuel pegava empréstimos com agiotas e, como pagamento, oferecia terrenos cujas escrituras eram falsificadas pelo próprio ex-vereador. O objetivo do esquema era levantar dinheiro para sua candidatura a deputado nas eleições de 2014.

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Os valores envolvidos não foram divulgados oficialmente, mas a operação encontrou várias escrituras forjadas e documentos adulterados.

João Emanuel foi condenado a 11 anos e dois meses de prisão pelos crimes de corrupção e falsificação documental, enquanto os demais envolvidos aguardavam julgamento.

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O que é o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP)?

O Acordo de Não Persecução Penal é um mecanismo legal criado pelo Pacote Anticrime (Lei nº 13.964/2019) que permite ao acusado evitar uma condenação formal caso aceite cumprir determinadas condições impostas pelo Ministério Público (MP). Entre essas condições estão:

  • Confissão formal do crime;
  • Pagamento de multa;
  • Prestação de serviços à comunidade;
  • Outras medidas compensatórias determinadas pela Justiça.

Caso cumpra todas as exigências, Caio César Vieira de Freitas não precisará cumprir pena de prisão.

Impacto e Consequências do Acordo

O ANPP de Caio César Vieira de Freitas pode trazer mudanças importantes para o caso, permitindo que a Justiça se concentre em outros envolvidos no esquema. A decisão também sinaliza uma estratégia do Ministério Público para agilizar o processo e garantir que os responsáveis sejam punidos de alguma forma.

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Especialistas em direito penal apontam que o ANPP pode ser benéfico para o sistema judiciário, reduzindo a sobrecarga de processos e garantindo que crimes com menor potencial ofensivo sejam resolvidos de maneira eficaz.

Boxe Informativo: o que é a Operação Aprendiz?
  • Início: 2013
  • Investigados: Políticos, servidores públicos e agiotas
  • Crimes apurados: Corrupção, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro
  • Líder do esquema: João Emanuel Moreira Lima
  • Objetivo: Captação de recursos ilícitos para campanha eleitoral
  • Consequências: Vários processos judiciais e condenações
O caso de Caio César Vieira de Freitas é mais um capítulo da Operação Aprendiz, que revelou um complexo esquema de corrupção em Cuiabá. A audiência de 10 de abril de 2025 será decisiva para a homologação do ANPP e pode representar um novo caminho para a conclusão desse processo que se arrasta há mais de uma década.
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Comissão especial realiza reunião e segue acompanhando investigação de suposto assédio

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Camile Souza | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá
A Comissão Especial de acompanhamento ao caso de suposto assédio cometido por um ex-servidor da Prefeitura de Cuiabá realizou, na tarde desta quinta-feira (12), reunião de trabalho na Câmara Municipal. O colegiado é composto pelas vereadoras Dra. Mara (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil) e Maria Avalone (PSDB).
Durante o encontro, as parlamentares discutiram os próximos encaminhamentos da comissão e reforçaram que o grupo segue acompanhando as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
A presidente da comissão, vereadora Dra. Mara, informou que, com o avanço das investigações, a expectativa é que na próxima semana sejam enviados convites para que a vítima e o suspeito possam prestar esclarecimentos à comissão.
“Nós estamos acompanhando as investigações, e provavelmente na próxima semana já teremos uma conclusão da Polícia Civil e faremos convites à vítima e ao suspeito para que a gente possa encerrar junto essa comissão de forma concreta, dando respostas à população”, afirmou a parlamentar.
A vereadora por Cuiabá Michelly Alencar destacou que a comissão especial representa um instrumento importante do Poder Legislativo para acompanhar denúncias dessa natureza.
Segundo a parlamentar, esta é a primeira vez que a Câmara Municipal cria uma comissão com esse formato para tratar de um caso relacionado a suposto assédio.
“A comissão é um instrumento legal do Legislativo que tem a possibilidade de receber esse tipo de denúncia. A investigação parlamentar de inquérito, que é a CPI, não é o foro adequado para casos como violência sexual. Essa é a primeira vez que esta Casa criou uma comissão especial e que a população sabe que a gente pode acompanhar casos como esse com total responsabilidade e transparência.”
Michelly também ressaltou que a iniciativa ocorre em um momento histórico para o Legislativo cuiabano, que conta atualmente com a maior legislatura feminina da história da Câmara.
 
Canal de denúncias
Outro ponto discutido durante a reunião foi a criação de um canal de denúncias, que será lançado em parceria com a Procuradoria da Mulher da Câmara de Cuiabá. A ferramenta será voltada ao atendimento de munícipes, servidores e qualquer pessoa que necessite registrar denúncias ou buscar orientação.
O canal já está disponível por meio do número (65) 99918-6507, que será divulgado pela Câmara Municipal para facilitar o acesso das vítimas e garantir que denúncias possam ser registradas com segurança.
“É importante dizer que um dos pontos fundamentais de deliberação desta Comissão foi o canal criado para denúncias. A Câmara vai liberar para todos e divulgar qual é o número. Então, todas as mulheres que tiverem uma denúncia a fazer, que não estavam se sentindo seguras ou à vontade, este canal será um meio onde essa vítima poderá fazer a sua denúncia, terá um acompanhamento adequado e todo o aparato de segurança da sua denúncia resguardado também”.
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