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Casa dos horrores

Vereador de Cuiabá, Paulo Henrique de Figueiredo (MDB), é afastado do cargo após prisão na Operação Publiccare

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O desembargador Luiz Ferreira da Silva determinou o afastamento de Paulo Henrique de Figueiredo (MDB) do cargo de vereador de Cuiabá. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (25), no mesmo despacho em que o magistrado revogou a prisão preventiva de Paulo Henrique, que havia sido preso na sexta-feira (20) durante a Operação Publiccare, um desdobramento da Operação Ragnatela. Ambas as ações visam desarticular um esquema de lavagem de dinheiro vinculado à facção criminosa Comando Vermelho, que opera na capital.

Apesar de ter sido liberado sob liberdade provisória, o vereador será monitorado por tornozeleira eletrônica. Além disso, Paulo Henrique está proibido de frequentar a Secretaria Municipal de Ordem Pública e Defesa Civil, bem como qualquer órgão da administração pública municipal, seja direta ou indiretamente.

A Justiça também impôs outras restrições: ele deverá comparecer a todos os atos processuais, manter seu endereço atualizado junto ao Judiciário e está impedido de se comunicar com os demais investigados, incluindo possíveis testemunhas.

Operação Publiccare: Desdobramento da Ragnatela

A Operação Publiccare, que resultou na prisão de Paulo Henrique, é um desdobramento da Operação Ragnatela, conduzida pela Polícia Federal. Essa investigação mira ações do Comando Vermelho, que utilizava shows nacionais e eventos em casas noturnas para lavar milhões de reais obtidos por meio de atividades ilícitas. O vereador é acusado de facilitar a concessão de licenças para esses eventos, favorecendo a atuação da facção criminosa.

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Entre os bens sequestrados de Paulo Henrique, estão um Renault Sandero, um Jeep Renegade e um imóvel localizado na Chácara Três Morros Aguaçu, em Cuiabá. Essas medidas foram tomadas após a Justiça constatar transações financeiras incompatíveis com sua renda declarada.

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Movimentações financeiras suspeitas

As investigações revelaram que, entre junho de 2023 e junho de 2024, Paulo Henrique movimentou aproximadamente R$ 1,2 milhão em sua conta no Banco do Brasil, quantia muito acima dos R$ 36.360,00 que ele declarou como renda oficial. A maior parte desses valores foi transferida via PIX (R$ 408 mil), DOC/TED (R$ 227 mil) e outras operações bancárias, levantando suspeitas de origem ilícita.

Entre os remetentes mais recorrentes estão o próprio Paulo Henrique de Figueiredo (R$ 224 mil), além de José Márcio Ambrósio Vieira (R$ 50 mil) e outros envolvidos. Do lado dos destinatários, destacam-se Josiane Patricia da Costa Figueiredo (R$ 36 mil), Luany Vieira Masson (R$ 35 mil) e Luis Wagner Cerqueira da Silva (R$ 31,5 mil), entre outros.

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A complexa rede de transações aponta para a participação de diversos indivíduos no esquema de lavagem de dinheiro, muitos deles já presos ou investigados em fases anteriores da operação.

CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Comissão especial realiza reunião e segue acompanhando investigação de suposto assédio

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Camile Souza | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá
A Comissão Especial de acompanhamento ao caso de suposto assédio cometido por um ex-servidor da Prefeitura de Cuiabá realizou, na tarde desta quinta-feira (12), reunião de trabalho na Câmara Municipal. O colegiado é composto pelas vereadoras Dra. Mara (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil) e Maria Avalone (PSDB).
Durante o encontro, as parlamentares discutiram os próximos encaminhamentos da comissão e reforçaram que o grupo segue acompanhando as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
A presidente da comissão, vereadora Dra. Mara, informou que, com o avanço das investigações, a expectativa é que na próxima semana sejam enviados convites para que a vítima e o suspeito possam prestar esclarecimentos à comissão.
“Nós estamos acompanhando as investigações, e provavelmente na próxima semana já teremos uma conclusão da Polícia Civil e faremos convites à vítima e ao suspeito para que a gente possa encerrar junto essa comissão de forma concreta, dando respostas à população”, afirmou a parlamentar.
A vereadora por Cuiabá Michelly Alencar destacou que a comissão especial representa um instrumento importante do Poder Legislativo para acompanhar denúncias dessa natureza.
Segundo a parlamentar, esta é a primeira vez que a Câmara Municipal cria uma comissão com esse formato para tratar de um caso relacionado a suposto assédio.
“A comissão é um instrumento legal do Legislativo que tem a possibilidade de receber esse tipo de denúncia. A investigação parlamentar de inquérito, que é a CPI, não é o foro adequado para casos como violência sexual. Essa é a primeira vez que esta Casa criou uma comissão especial e que a população sabe que a gente pode acompanhar casos como esse com total responsabilidade e transparência.”
Michelly também ressaltou que a iniciativa ocorre em um momento histórico para o Legislativo cuiabano, que conta atualmente com a maior legislatura feminina da história da Câmara.
 
Canal de denúncias
Outro ponto discutido durante a reunião foi a criação de um canal de denúncias, que será lançado em parceria com a Procuradoria da Mulher da Câmara de Cuiabá. A ferramenta será voltada ao atendimento de munícipes, servidores e qualquer pessoa que necessite registrar denúncias ou buscar orientação.
O canal já está disponível por meio do número (65) 99918-6507, que será divulgado pela Câmara Municipal para facilitar o acesso das vítimas e garantir que denúncias possam ser registradas com segurança.
“É importante dizer que um dos pontos fundamentais de deliberação desta Comissão foi o canal criado para denúncias. A Câmara vai liberar para todos e divulgar qual é o número. Então, todas as mulheres que tiverem uma denúncia a fazer, que não estavam se sentindo seguras ou à vontade, este canal será um meio onde essa vítima poderá fazer a sua denúncia, terá um acompanhamento adequado e todo o aparato de segurança da sua denúncia resguardado também”.
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