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Voto secreto na Câmara de Cuiabá: Maysa acionará Justiça,

A aprovação do voto secreto na Câmara de Cuiabá, criticada pela vereadora Maysa Leão, suscita dúvidas sobre transparência e pode gerar ação judicial. Ela questiona o processo, apontando riscos de traições nos bastidores

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Voto secreto na Câmara de Cuiabá
Voto secreto na Câmara de Cuiabá

A vereadora Maysa Leão (Republicanos) criticou, nesta quinta-feira (27), a aprovação do voto secreto para eleger a nova Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá “a população esperava maior transparência, mas os parlamentares incluíram o projeto em uma sessão extraordinária”. Maysa afirma que a urgência em discutir o tema reflete interesses de um grupo na Casa e favorece o sigilo.

Segundo Maysa, a alteração incentiva traições, pois a votação deixou de ocorrer de forma aberta e dificultou a fiscalização do eleitor. Ela não descarta acionar a Justiça para anular a medida. Maysa diz que o Regimento Interno exige aprovação de 2/3 para mudanças desse porte, mas os vereadores não cumpriram esse requisito.

Voto secreto na Câmara de Cuiabá: disputa entre duas chapas e a possibilidade de traições

O vereador Chico 2000 lidera a chapa adversária e integra a atual administração. Em contrapartida, Paula Calil (PL) lidera a chapa 100% feminina, que conta com o apoio de 17 parlamentares, incluindo Maysa. Ela acredita que o sigilo do voto estimula desconfiança e só favorece quem teme prestar contas à população.

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Alguns parlamentares foram acusados de traição, o que gerou clima de desconfiança nos bastidores. Maysa, porém, descarta reviravoltas, pois garante que essas negociações ocorreram de forma sólida. Para ela, o grupo deseja renovar a Câmara e elevar a qualidade do parlamento, sem admitir práticas contrárias à transparência.

Ação judicial e prestação de contas à sociedade

Apesar de não haver confirmação oficial sobre um processo judicial, Maysa afirma que irá às últimas instâncias para rever a decisão. Ela enfatiza que o mandato é público e, portanto, todos devem manter a transparência do voto. No entanto, a vereadora lamenta a postura de colegas que, segundo ela, atendem apenas a interesses próprios, prejudicando a confiança do eleitor.

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Consequências para a política local

Em conclusão, a adoção do voto secreto na Câmara de Cuiabá levanta dúvidas sobre a legitimidade dos atos internos. Essa medida é vista como um embate entre grupos que defendem renovação e aqueles que mantêm estruturas já estabelecidas. Com a aproximação da definição da Mesa Diretora, a população deve acompanhar cada posicionamento e exigir explicações na Justiça se houver descumprimento do Regimento Interno.

CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Comissão especial realiza reunião e segue acompanhando investigação de suposto assédio

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Camile Souza | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá
A Comissão Especial de acompanhamento ao caso de suposto assédio cometido por um ex-servidor da Prefeitura de Cuiabá realizou, na tarde desta quinta-feira (12), reunião de trabalho na Câmara Municipal. O colegiado é composto pelas vereadoras Dra. Mara (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil) e Maria Avalone (PSDB).
Durante o encontro, as parlamentares discutiram os próximos encaminhamentos da comissão e reforçaram que o grupo segue acompanhando as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
A presidente da comissão, vereadora Dra. Mara, informou que, com o avanço das investigações, a expectativa é que na próxima semana sejam enviados convites para que a vítima e o suspeito possam prestar esclarecimentos à comissão.
“Nós estamos acompanhando as investigações, e provavelmente na próxima semana já teremos uma conclusão da Polícia Civil e faremos convites à vítima e ao suspeito para que a gente possa encerrar junto essa comissão de forma concreta, dando respostas à população”, afirmou a parlamentar.
A vereadora por Cuiabá Michelly Alencar destacou que a comissão especial representa um instrumento importante do Poder Legislativo para acompanhar denúncias dessa natureza.
Segundo a parlamentar, esta é a primeira vez que a Câmara Municipal cria uma comissão com esse formato para tratar de um caso relacionado a suposto assédio.
“A comissão é um instrumento legal do Legislativo que tem a possibilidade de receber esse tipo de denúncia. A investigação parlamentar de inquérito, que é a CPI, não é o foro adequado para casos como violência sexual. Essa é a primeira vez que esta Casa criou uma comissão especial e que a população sabe que a gente pode acompanhar casos como esse com total responsabilidade e transparência.”
Michelly também ressaltou que a iniciativa ocorre em um momento histórico para o Legislativo cuiabano, que conta atualmente com a maior legislatura feminina da história da Câmara.
 
Canal de denúncias
Outro ponto discutido durante a reunião foi a criação de um canal de denúncias, que será lançado em parceria com a Procuradoria da Mulher da Câmara de Cuiabá. A ferramenta será voltada ao atendimento de munícipes, servidores e qualquer pessoa que necessite registrar denúncias ou buscar orientação.
O canal já está disponível por meio do número (65) 99918-6507, que será divulgado pela Câmara Municipal para facilitar o acesso das vítimas e garantir que denúncias possam ser registradas com segurança.
“É importante dizer que um dos pontos fundamentais de deliberação desta Comissão foi o canal criado para denúncias. A Câmara vai liberar para todos e divulgar qual é o número. Então, todas as mulheres que tiverem uma denúncia a fazer, que não estavam se sentindo seguras ou à vontade, este canal será um meio onde essa vítima poderá fazer a sua denúncia, terá um acompanhamento adequado e todo o aparato de segurança da sua denúncia resguardado também”.
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