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Rastro digital e captura
Três suspeitos foram presos em Várzea Grande após tentarem furtar peças de uma carreta usando um carro alugado. O GPS do veículo permitiu à polícia localizar o trio, que também é investigado por crimes similares no interior do estado.
Locadora monitorou trajeto e guiou a Guarda Municipal até os suspeitos; veículo esteve em outra cena de crime horas antes.
Assista ao vídeo no final da matéria.
Uma tentativa de furto frustrada em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, revelou um esquema amador na tarde desta quarta-feira (14). Três homens foram presos após usarem um carro alugado — monitorado via satélite — para tentar subtrair módulos de uma carreta. A tecnologia da locadora, somada à agilidade da Guarda Municipal (GM), encerrou a ação criminosa em tempo recorde.
O crime ocorreu por volta das 14h40, no bairro São Mateus. O alvo era uma oficina localizada na Rodovia dos Imigrantes. Segundo o boletim de ocorrência, o grupo chegou ao local em um Hyundai HB20 preto. O objetivo eram os componentes eletrônicos de um caminhão Volvo.
No entanto, a ação não saiu como o planejado. O proprietário da oficina percebeu a movimentação estranha no pátio. Ao notar que os suspeitos mexiam na carreta, ele correu em direção ao grupo. Imediatamente, o trio abortou o furto, entrou no carro de apoio e fugiu em alta velocidade pela rodovia.
Rastro digital e captura
A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas rapidamente. A virada no caso, contudo, veio da própria ferramenta de trabalho dos criminosos. O veículo utilizado na fuga pertencia a uma locadora.
Dessa forma, os agentes de segurança contataram a empresa proprietária do automóvel. O sistema de monitoramento indicou a localização exata do HB20. As equipes do Grupo de Apoio (GAP) da PM e da GM cercaram a região do Jardim dos Estados.
Lá, encontraram Welyngton Brunno de Assis Campos, Igor Alexandre Silva de Campos e Wanderson Sebastião da Cruz Silva. Dentro do carro, os agentes localizaram diversas ferramentas. Facas, alicates e outros itens, possivelmente usados para desmontar painéis de caminhões, foram apreendidos.
Conexão com outros crimes
A investigação preliminar aponta que este não foi um caso isolado. O sistema de leitura de placas (OCR) do estado revelou um dado crucial. O mesmo HB20 esteve na cidade de Nova Marilândia durante a madrugada.
Segundo o registro policial, houve um furto de módulo naquela região às 01h37 do mesmo dia. Câmeras de segurança flagraram um carro idêntico dando apoio à ação.
No relato oficial, o condutor da ocorrência destacou a reincidência. “Foi constatado através de câmeras de OCR dentro do estado que esse veículo esteve durante a madrugada no interior do estado, vindo desde Arenápolis”, registrou o agente Fabio Ferreira da Silva.
Prejuízo evitado
A proprietária da carreta, identificada pelas iniciais V.A.T.S., compareceu à delegacia. Ela explicou o alto valor das peças visadas pelos ladrões. Um único módulo de faróis custa cerca de R$ 15 mil. Já a parte eletrônica central pode chegar a R$ 40 mil.
Felizmente, a intervenção rápida da testemunha impediu o prejuízo. Em depoimento, a vítima relatou que checou o veículo. “Os suspeitos não danificaram ou afrouxaram parafusos ou outros componentes da carreta, pois ele [testemunha] viu a ação criminosa a tempo”, consta no termo de declaração.
A versão dos suspeitos
Na delegacia, os três detidos negaram qualquer envolvimento com furtos. A defesa apresentada por eles, entretanto, soou coordenada. Igor Alexandre afirmou que apenas pegou uma carona. “Estava somente de carona com Welinton, que foi até a sua casa lhe buscar, para ambos irem até um lava jato”, disse em interrogatório.
Wanderson, que trabalha como vigilante, sustentou a mesma versão. Curiosamente, ele usa tornozeleira eletrônica e pediu que a polícia checasse sua localização para provar inocência. Welyngton, o motorista, alegou que o carro era alugado por terceiros. Ele disse que estava com o veículo “somente para lavar e que nada sabe sobre o furto de módulo”.
Apesar das negativas, o delegado plantonista Alcindo Rodrigues da Silva ratificou a prisão em flagrante. O trio responderá por tentativa de furto qualificado. A Polícia Civil agora investiga a participação do grupo em outros crimes patrimoniais no estado, usando os dados do GPS como prova técnica.
Para entender melhor: O que é um módulo de carreta? O módulo é o “cérebro” eletrônico de caminhões modernos. Ele controla desde a injeção de combustível até os sistemas de freios e iluminação. Devido à escassez de peças e ao alto valor no mercado paralelo, tornou-se um item extremamente visado por quadrilhas especializadas. O furto geralmente é rápido, exigindo apenas ferramentas simples e conhecimento básico de mecânica para desconectar a peça.
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CIDADES
Empresário é preso após disparos de arma de fogo em distribuidora de Cuiabá
Delegada nega fiança a Luiz Figueiredo, preso após efetuar disparos na Distribuidora Esquinão, em Cuiabá. Decisão aponta histórico de embriaguez e ameaça como risco à ordem pública e converte flagrante em preventiva.
Luiz Figueiredo, de 35 anos, foi detido em flagrante na madrugada deste sábado (14). Decisão cita “desrespeito reiterado às normas” e lista histórico de ameaça e embriaguez ao volante
A madrugada deste sábado (14) terminou na delegacia para o empresário Luiz Figueiredo. Ele foi preso em flagrante pela Polícia Militar na Distribuidora Esquinão, localizada na Avenida General Mello, nº 2993, no bairro Grande Terceiro, em Cuiabá. Segundo o registro policial, Figueiredo é acusado de porte ilegal de arma de fogo e de efetuar disparos em via pública.
A ocorrência mobilizou a equipe da PM após relatos de tiros no local. Ao chegarem à distribuidora, os policiais encontraram o suspeito e realizaram a abordagem. Conforme consta no Auto de Prisão em Flagrante, o empresário foi “surpreendido em flagrante delito” portando o armamento, um revolver .38. A ação foi presenciada por testemunhas.
O caso foi encaminhado ao Plantão Criminal da Comarca de Cuiabá. A delegada Jannira Laranjeira Siqueira Campos Moura ratificou a prisão, enquadrando Figueiredo nos crimes do Sistema Nacional de Armas.
Antecedentes
Documentos obtidos pelo Conexão MT revelam que esta não é a primeira vez que Luiz Figueiredo enfrenta problemas com a justiça. A pesquisa criminal anexada ao auto de prisão detalha um histórico de infrações: ameaça (2011): O empresário já respondeu a um Termo Circunstanciado por ameaça, tipificada no artigo 147 do Código Penal; embriaguez ao volante (2022 e 2023): Figueiredo possui duas ocorrências recentes por conduzir veículo sob influência de álcool (artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro). Os flagrantes ocorreram em fevereiro de 2022 e outubro de 2023, indicando reincidência em comportamentos de risco.
O Princípio da consunção
Ao analisar o caso, a delegada aplicou o entendimento jurídico de que o porte da arma foi apenas um meio para o disparo. “Embora o conduzido estivesse portando arma de fogo de uso permitido, verifica-se que o porte foi meio necessário e inerente à prática do disparo”.
A decisão detalha:
“Não há indicativo de que o agente estivesse portando a arma em contexto distinto e independente do disparo”.
Segundo a delegada, o histórico demonstra “desrespeito reiterado às normas penais” e “condutas que expõem terceiros a risco”. Figueiredo responderá pelo crime de disparo de arma de fogo (Art. 15 da Lei 10.826/03), que absorveu a acusação de porte ilegal.
Até o fechamento desta edição, a defesa do empresário não havia se manifestado. O caso segue sob investigação da Polícia Judiciária Civil.
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