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Meio Ambiente

Sema barra licença da CTGR em Várzea Grande por falha em relatório

A Sema suspendeu ato da CTGR Várzea Grande Ambiental por falta de relatórios fotográficos e mapas do avanço de resíduos, essenciais para a segurança ambiental.

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suspensão CTGR Várzea Grande
Superintendência da Sema cobra relatórios visuais sobre avanço de resíduos.

Falta de imagens e mapas atualizados sobre o avanço do volume de lixo motivou a sanção administrativa publicada nesta quinta-feira.

A fiscalização ambiental endureceu o tom em Várzea Grande. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) suspendeu, oficialmente, um expediente administrativo da empresa CTGR Várzea Grande Ambiental Ltda. (Missões Ambiental). A decisão foi publicada na edição desta quinta-feira (18) do Diário Oficial. O motivo central é a falta de transparência técnica sobre o aterro.

A medida paralisa os efeitos do Ofício nº 206680/CINF/SUIMIS/2025. Segundo o órgão estadual, a empresa falhou em comprovar, visual e tecnicamente, como está operando o acúmulo de detritos no local. Sem esses dados, a fiscalização fica cega. Por isso, a suspensão foi imediata.

Omissão de dados técnicos

O documento, assinado pelo superintendente Valmi Simão de Lima em 17 de dezembro de 2025, é direto. A empresa descumpriu uma condicionante básica para manter a validade do ofício agora suspenso. Não se trata apenas de burocracia, mas de segurança operacional.

A Sema apontou explicitamente a “ausência de apresentação do Relatório Fotográfico Bimestral”.

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Além das fotos, faltou outro elemento crucial. A empresa deveria entregar a “planta georreferenciada atualizada”. Esse mapa é vital para que os técnicos do governo entendam a realidade do terreno. Sem ele, não há como medir o “avanço do maciço de resíduos”.

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Risco e controle

Controlar o “maciço de resíduos” é a tarefa mais crítica em um aterro sanitário ou industrial. Se esse volume cresce de forma desordenada, há riscos reais de desmoronamento ou contaminação. Portanto, a exigência de fotos bimestrais serve como uma prova de vida da operação correta.

Ao não entregar o relatório, a empresa impede o Estado de exercer seu dever de polícia administrativa.

No texto oficial, o superintendente reforça que a decisão se baseia no “não cumprimento de condicionante expressamente prevista”. Ou seja, a empresa sabia das regras do jogo. Mesmo assim, deixou de fornecer as evidências exigidas sobre a evolução da montanha de lixo sob sua responsabilidade.

Impacto imediato

A suspensão do ofício trava procedimentos vinculados ao processo nº 1341/2025. Na prática, a CTGR Várzea Grande Ambiental fica em situação irregular referente a este ato específico até que regularize a pendência.

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A medida administrativa serve como um alerta severo. O Estado sinaliza que não aceitará operações no escuro, sem a devida comprovação técnica de que o meio ambiente está protegido. Agora, cabe à empresa apresentar os laudos faltantes para tentar reverter a sanção.

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Polícia Civil caça grupo que matou animal doméstico para torturar família em sítio

Polícia Civil de MT deflagra operação contra quadrilha que aterrorizou família em sítio, agrediu vítimas e matou animais domésticos durante roubo.

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operação contra roubo em sítio
Policiais civis preparam viaturas nas primeiras horas da manhã para cumprimento de mandados da Operação Sem Livramento.

Operação Sem Livramento cumpre 36 ordens judiciais em Cuiabá, Várzea Grande e Barra do Garças; justiça bloqueou R$ 87 mil dos investigados após noite de terror na zona rural.

Agentes da Polícia Civil deflagraram, nas primeiras horas desta quinta-feira (22), uma ofensiva contra uma organização criminosa especializada em terror rural. A Operação Sem Livramento cumpre 36 ordens judiciais contra suspeitos de roubo, extorsão e tortura psicológica. As equipes vasculham endereços em Cuiabá, Várzea Grande e Barra do Garças.

O alvo é uma rede estruturada que não apenas roubava, mas impunha horas de pânico às vítimas.

A justiça determinou buscas e apreensões em 15 endereços ligados ao bando. Além da devassa nas residências, o Judiciário autorizou a quebra de sigilo de dados e o bloqueio de até R$ 87 mil nas contas dos envolvidos. A ação é coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA).

Noite de terror e crueldade

As investigações começaram após um crime brutal em novembro de 2024. O cenário foi um sítio no município de Nossa Senhora do Livramento.

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Naquela noite, uma família inteira acabou rendida.

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Os criminosos amarraram adultos e crianças. As vítimas permaneceram sob a mira de armas e agressões físicas por horas. Enquanto mantinham a família em cárcere privado, os assaltantes exigiam transferências bancárias via Pix.

A violência não se restringiu aos humanos. Para demonstrar controle e silenciar o ambiente, o grupo executou um papagaio da família e feriu um cachorro da propriedade. A crueldade serviu como ferramenta de intimidação extrema.

Ao fugirem, os bandidos levaram um Citroën C3, notebooks, celulares e ferramentas de trabalho das vítimas.

Rede organizada

A apuração da DERFVA revelou que o grupo opera com planejamento prévio e divisão clara de tarefas. Há os executores diretos, os responsáveis pela logística e os encarregados de dar destino aos bens roubados.

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O delegado Maurício Maciel Pereira Junior, responsável pelo caso, afirma que o mapeamento permitiu identificar não apenas os assaltantes, mas a rota do dinheiro.

“Com o avanço das apurações, foi possível identificar outros integrantes do grupo criminoso, mapear a atuação da organização e identificar eventuais empresas utilizadas para ocultação e lavagem de dinheiro”, explica o delegado.

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As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0. A ação integra a operação Inter Partes, braço do programa Tolerância Zero do Governo de Mato Grosso, focado na asfixia financeira e logística de facções.

 

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