SAÚDE PÚBLICA
Erro de cálculo ou falha de origem? Consórcio de Peixoto admite "esgotamento" e multiplica exames por 10
O Consórcio de Saúde de Peixoto de Azevedo (CISVP) admitiu esgotamento de saldo e retificou edital, elevando a oferta de ultrassonografias de 240 para 2.640 para evitar colapso no atendimento.
Gestores do CISVP admitem que o saldo financeiro para ultrassonografias está “próximo do esgotamento” e correm para retificar edital; previsão de exames simples saltou de 240 para 2.640 vagas.
O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Peixoto (CISVP) emitiu, nesta segunda-feira (02), um alerta administrativo que expõe uma falha grave no planejamento de saúde pública da região ou um aumento vertiginoso e repentino na procura por diagnósticos. Para evitar a paralisação dos atendimentos no Hospital Regional de Peixoto de Azevedo, a entidade precisou retificar às pressas o Edital de Credenciamento nº 002/2025, multiplicando por dez a oferta de exames de imagem.
Aparentemente, a administração do consórcio subestimou drasticamente a necessidade da população. A justificativa oficial assinada pelo secretário executivo, Emerson Francisco da Silva, admite que o saldo financeiro e a quantidade de exames previstos inicialmente estão “próximos do esgotamento”. O risco imediato, segundo o secretário, é a descontinuidade do atendimento aos pacientes dos municípios consorciados.
A matemática do “susto”
O descompasso entre o planejado e a realidade é gritante, especialmente nos exames de rotina. No item referente a ultrassonografias sem doppler (exames mais simples, usados para visualizar órgãos internos), a previsão inicial era de apenas 240 procedimentos. Com a retificação publicada hoje, esse número saltou para 2.640 exames — um aumento de exatos 1.000%.
Outras modalidades também sofreram reajustes significativos para cobrir o rombo na projeção, a ultrassonografia com doppler subiu de 412 para 622 vagas, a doppler venoso aumentou de 480 para 620, já a ultrassonografia obstétrica: passou de 192 para 288 exames.
Correção de rota
O presidente do CISVP, Nilmar Nunes de Miranda, oficializou a mudança sob o argumento de “adequar as condições técnicas à realidade da demanda crescente”. A manobra jurídica utilizada foi a retificação do edital, amparada pela Nova Lei de Licitações (Lei 14.133/2021).
Na prática, o consórcio mantém o modelo de credenciamento — onde clínicas e prestadores de serviço se habilitam para atender conforme a tabela de preços do SUS ou do consórcio — mas agora com um teto de execução financeira muito maior.
A gestão assegura que a mudança não altera os preços unitários pagos aos médicos e clínicas, nem as regras de quem pode participar. O foco é exclusivamente garantir que haja orçamento e autorização burocrática para que os exames continuem sendo marcados.
O que isso significa para o paciente?
Para quem está na fila de espera em Peixoto de Azevedo e região, a medida é um alívio temporário, pois destrava a realização de exames que poderiam ser suspensos por falta de contrato. No entanto, o episódio levanta questionamentos sobre a base de dados utilizada para criar o edital original.
Se a demanda real é de 2.600 exames, projetar apenas 240 no início do ano sugere que o consórcio pode ter iniciado 2026 operando no escuro, exigindo agora uma correção de curso milionária para manter as portas do diagnóstico por imagem abertas no Hospital Regional.
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DESTAQUE
CASACOR Mato Grosso assina camarote da primeira-dama no Feijó Folia e reforça parceria social no Estado
A CASACOR Mato Grosso, em reconhecimento à parceria institucional estabelecida com a primeira-dama do Estado de Mato Grosso, Virgínia Mendes, assinou o camarote oficial da primeira-dama no Feijó Folia — evento tradicional com mais de três décadas de história e produção de Edson Guilherme. A iniciativa simboliza a consolidação de uma relação pautada por valores comuns, entre eles o fortalecimento de ações sociais, culturais e institucionais no Estado. A presença da mostra em um dos eventos mais prestigiados do calendário festivo mato-grossense reafirma seu papel como plataforma de encontros e conexões. Mais do que uma participação pontual, a assinatura do espaço evidencia a convergência entre design, propósito e responsabilidade social. A ação também reforça a proximidade entre o universo da arquitetura e as iniciativas que impactam diretamente a sociedade.
O camarote no Feijó Folia foi concebido e assinado pela CASACOR Mato Grosso em parceria com o designer de interiores Caio Arend, de Nova Mutum, e com a Tessaro H&G, marca especializada em mobiliário para áreas externas. A proposta do espaço partiu da fusão entre grandes marcas e talentos criativos, resultando em um ambiente que aliou conforto, estética e funcionalidade. O projeto buscou traduzir a essência da CASACOR em um cenário festivo, valorizando o design autoral e a convivência. Elementos de arte, mobiliário contemporâneo e ambientação sensorial contribuíram para criar uma experiência imersiva. O camarote tornou-se, assim, um espaço de acolhimento e celebração, onde a sofisticação dialogou com a alegria característica do carnaval brasileiro.
A presença da mostra no evento reforça uma relação construída a partir de ações sociais e institucionais relevantes. Em 2024, a CASACOR Mato Grosso, a pedido da primeira-dama, doou o projeto arquitetônico de reforma e ampliação da APAE Cuiabá, iniciativa que deverá receber recursos ainda neste ano para a execução das melhorias. O projeto prevê adequações estruturais e ampliação de ambientes voltados ao atendimento de crianças especiais da capital. A ação integra um conjunto de iniciativas que unem arquitetura e responsabilidade social. Ao contribuir com soluções técnicas e criativas para instituições que atuam diretamente com a comunidade, a CASACOR amplia seu alcance para além do universo expositivo. Trata-se de um compromisso permanente com o impacto positivo no território em que está inserida.
“Quero agradecer, de forma muito especial, às marcas e profissionais que estiveram ao lado da CASACOR Mato Grosso na assinatura deste camarote no Feijó Folia. Mais do que um espaço de convivência, construímos juntos um ambiente de afeto, solidariedade e valorização da cultura mato-grossense. Essa união entre design, sensibilidade e compromisso social é o que fortalece nossas ações em prol de quem mais precisa”, destacou a primeira-dama Virgínia Mendes. Para ela, a iniciativa simboliza a força das parcerias institucionais que se constroem com base em confiança e propósito comum. A presença de marcas e profissionais engajados amplia o alcance das ações sociais e fortalece o senso de coletividade. O camarote tornou-se também um espaço de diálogo e integração entre diferentes setores da sociedade.
“Hoje eu só consigo sentir gratidão. Ver 2.400 pessoas vivendo intensamente o Feijó Folia 2026 foi algo que me emocionou profundamente. Foi um sábado de carnaval abençoado, com sol brilhando, energia lá em cima e uma vibração que tomou conta de cada espaço do evento. Caminhar por cada ambiente, observar os encontros e os sorrisos me trouxe a certeza de que todo esforço vale a pena. O Feijó Folia não é apenas uma festa, é um encontro de pessoas que celebram a vida. A todos que estiveram presentes, que confiaram e que fazem esse evento acontecer, o meu muito obrigado. Seguimos juntos, porque nada se constrói sozinho e o que vivemos foi resultado de uma comunidade que acredita e faz acontecer”, afirmou o produtor do evento, Edson Guilherme.
O camarote assinado pela CASACOR Mato Grosso consolidou-se como um dos espaços mais prestigiados do Feijó Folia 2026, reunindo lideranças, empresários, profissionais criativos e representantes da sociedade mato-grossense. Ao longo do evento, o ambiente tornou-se ponto de encontro para celebrações, networking e fortalecimento de vínculos institucionais. A proposta estética e conceitual do espaço contribuiu para ampliar a experiência do público, evidenciando a capacidade do design de transformar ambientes e criar memórias. A presença de convidados ilustres e parceiros estratégicos reforçou a relevância do projeto dentro da programação. Mais do que um camarote, o espaço representou um manifesto de integração entre cultura, arquitetura e responsabilidade social.
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