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Segurança pública

PM prende oito membros de facção por extorsão e ameaça em Carlinda

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Grupo exigia pagamentos mensais para “garantir segurança” de restaurantes; operação do 9º Comando Regional apreendeu arma e revelou elo com homicídio em Apiacás.

Policiais militares do 9º Comando Regional detiveram oito membros de uma facção criminosa na noite de segunda-feira (8), no município de Carlinda. Os suspeitos cobravam taxas de segurança no comércio.

A prisão expõe a tática de coerção territorial adotada por organizações criminosas na região. O bando utilizava intimidação psicológica, revistas ilegais e ameaças diretas para estabelecer um esquema de cobrança mensal, asfixiando os negócios e instaurando medo generalizado entre trabalhadores e proprietários de estabelecimentos no interior de Mato Grosso.

O registro da denúncia e o pânico em restaurante de Carlinda

A investigação que culminou na desarticulação do grupo teve início no último sábado (6). A proprietária de um restaurante, identificada aqui apenas pelas iniciais P.R. para preservação de sua identidade, formalizou a denúncia às autoridades. A vítima relatou ter sido coagida por dois homens a instituir pagamentos mensais destinados a uma facção criminosa. A justificativa apresentada pelos criminosos era a de "garantir a segurança do estabelecimento".

O relato contido no boletim de ocorrência detalha o modo de operação do grupo criminoso dentro do comércio. Durante a passagem da dupla no restaurante, os suspeitos promoveram uma "revista pessoal e checagem nos celulares dos funcionários". Além da violação de privacidade e do constrangimento ilegal, os homens exigiram a apresentação de documentos pessoais de todos os presentes. Essa abordagem truculenta atingiu o objetivo de intimidação, "causando pânico entre os trabalhadores", segundo o registro oficial elaborado pela corporação.

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Pesquisa e antecedentes criminais dos suspeitos identificados

Com base nas informações e características repassadas pela denunciante, a Polícia Militar iniciou o processo de identificação dos responsáveis pelas ameaças. O levantamento de dados confirmou a alta periculosidade dos envolvidos.

As autoridades constataram que os suspeitos já possuíam outras passagens criminais pregressas. O aprofundamento das buscas nos sistemas de segurança revelou que um dos homens possuía, inclusive, um mandado de prisão em aberto. Diante desse histórico de reiteração delitiva, as equipes do 9º Comando Regional mapearam a região onde o grupo possivelmente estaria reunido na segunda-feira (8) e estruturaram a operação de captura.

O cerco policial, a abordagem ao veículo Renault e a casa do líder

Durante as diligências ininterruptas realizadas na segunda-feira (8), os militares deflagraram o cerco policial na área mapeada. A primeira interceptação ocorreu contra um veículo da marca Renault, que estava ocupado por dois homens. Durante a abordagem, a dupla confirmou aos policiais que o destino do trajeto era a residência do líder do grupo criminoso.

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Os próprios suspeitos encaminharam as guarnições até o endereço apontado. No local, a Polícia Militar encontrou mais cinco criminosos, quadro que incluía o proprietário da residência. No total, a ação nesse perímetro contabilizou a captura de sete homens adultos e a apreensão de um adolescente de iniciais A., configurando a atuação do bando no aliciamento de menores. Na chegada das viaturas da PM, os faccionados tentaram empreender fuga, mas a estrutura do cerco permitiu que fossem contidos rapidamente pelas equipes.

Apreensão de armamento e oitavo flagrante em andamento

A neutralização dos criminosos na residência resultou na localização de material bélico. Com um dos detidos, os policiais apreenderam um revólver de calibre .38. A arma de fogo estava municiada e carregada com seis balas prontas para uso, evidenciando o potencial lesivo do grupo durante as abordagens aos comerciantes de Carlinda.

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Questionados pelas autoridades militares no momento da detenção, os suspeitos confessaram as ações de extorsão na cidade. O interrogatório preliminar rendeu mais um dado operacional crítico: os detidos afirmaram que um oitavo membro da quadrilha estava, naquele exato momento, em um restaurante da região com a missão de "recolher um pagamento" ilícito.

Imediatamente, uma segunda equipe policial foi deslocada para o endereço comercial indicado. Os militares flagraram o oitavo criminoso no ato de extorsão, exigindo as transferências ou repasses em dinheiro do dono do restaurante, cuja identidade também é mantida em sigilo (D.R.). Ao perceber a presença policial, o suspeito tentou resistir à abordagem, mas foi dominado, algemado e detido em flagrante delito. Todos receberam voz de prisão no local.

Confissões na delegacia de Alta Floresta: homicídio e ocultação de cadáver

Após a consolidação das oito capturas, o grupo foi transportado e apresentado na delegacia da cidade vizinha de Alta Floresta. O objetivo era a formalização do registro da ocorrência e a tomada das "demais providências" legais cabíveis ao caso de extorsão e porte de arma. Contudo, o registro policial tomou contornos ainda mais graves durante a oitiva.

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Na verificação detalhada dos suspeitos nas dependências da Polícia Civil, um dos homens decidiu relatar a participação do grupo em crimes contra a vida. Ele confessou o seu "envolvimento com o homicídio e ocultação de cadáver" de um homem, crime consumado no município de Apiacás na semana anterior à operação em Carlinda. O depoente também implicou diretamente outros dois detidos da mesma quadrilha, que estariam relacionados à execução e à desova do corpo em Apiacás. Diante dos novos fatos confessados, a integralidade do inquérito e os desdobramentos sobre os assassinatos foram entregues à Polícia Judiciária Civil (PJC), que assumirá as demais investigações para materializar a culpa dos faccionados.

Para a população que sofre com tentativas de extorsão semelhantes, a Polícia Militar reforça que a sociedade pode contribuir com denúncias em qualquer cidade do Estado, sob anonimato garantido. Os canais oficiais de comunicação, disponíveis 24 horas, são o telefone de emergência 190 e a central 0800.065.3939.

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Glossário: Entenda os termos da ocorrência

  • Faccionados: Indivíduos associados formal ou informalmente a organizações criminosas estruturadas (facções), que operam com divisão de tarefas e hierarquia.

  • Extorsão: Crime tipificado no Código Penal que consiste em constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a obter vantagem econômica indevida.

  • Ocultação de cadáver: Delito autônomo que ocorre quando criminosos escondem, enterram ou destroem o corpo de uma vítima de homicídio para apagar os rastros do assassinato e dificultar as investigações.

  • Diligências: Passos investigativos ou operacionais tomados pelas forças de segurança, como patrulhamentos, buscas, cercos e levantamento de dados, visando a resolução de um crime.

 

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Polícia fecha laboratório de drogas de facção criminosa

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Ação em Rondonópolis desdobra Operação Imperium, prende suspeito em flagrante e confisca 20 kg de cocaína pura, insumos e dinheiro

A Polícia Civil localizou e desarticulou na tarde de segunda-feira (8) uma residência no bairro Jardim Nova Era, em Rondonópolis, que funcionava como laboratório clandestino de entorpecentes de uma organização criminosa. Um homem de 37 anos que estava na casa foi preso em flagrante com todo o material apreendido.

A descoberta expõe a engenharia financeira e logística da facção, que utilizava o espaço imobiliário especificamente para manipular quimicamente a droga. O objetivo da estrutura era aumentar artificialmente o volume do entorpecente para maximizar os lucros na ponta final do varejo ilícito. O desmembramento atinge diretamente o esquema investigado desde o início do ano.

A arquitetura do refino e adulteração

As investigações policiais mapearam o modus operandi do núcleo criminoso dentro da residência. O local servia estritamente para o preparo e a adulteração de entorpecentes em escala industrial.

A base do esquema consistia no processamento de cocaína pura, da qual as equipes confiscaram aproximadamente 20 kg no momento da incursão. Para alcançar o rendimento financeiro pretendido pela facção, o material puro passava por um processo de mistura com diferentes substâncias de corte. Os investigadores identificaram a utilização de compostos químicos, especificamente cafeína e tetracaína.

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O acréscimo destes insumos, que também foram confiscados pelas autoridades, compunha a prática padrão da organização criminosa destinada a diluir o produto original e, consequentemente, ampliar a margem de lucro nas operações de tráfico.

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Desdobramentos da Operação Imperium

A localização da estrutura de refino em Rondonópolis representa a continuidade direta das investigações iniciadas meses antes. O laboratório foi descoberto no decorrer das diligências da Operação Imperium.

Deflagrada originalmente em fevereiro de 2026, a operação tem como foco principal o levantamento e o sufocamento do patrimônio pertencente ao crime organizado no estado. As apurações indicaram a cadeia de comando da base operacional do Jardim Nova Era. O laboratório funcionava sob a liderança direta do indivíduo identificado como alvo “Vovózona”, apontado como o principal investigado de todo o escopo da Operação Imperium.

Força-tarefa policial e prisão em flagrante

O avanço sobre a base logística da facção exigiu uma composição tática de diferentes divisões da Polícia Civil. A ação operacional que resultou no fechamento do laboratório foi executada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) em conjunto com a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

As equipes especializadas contaram com o suporte ostensivo e investigativo da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município de Rondonópolis.

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Durante a varredura no imóvel, além da droga e dos agentes químicos de mistura, os policiais apreenderam todo o suporte logístico da organização. O espólio confiscado inclui os instrumentos de manuseio, os maquinários utilizados no processo de refino, a quantia de R$ 3.674 em espécie e um veículo Volkswagen Voyage de cor cinza, que compunha a frota do esquema.

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O homem de 37 anos flagrado no interior da residência durante a chegada das equipes foi detido imediatamente. Ele recebeu voz de prisão em flagrante e responderá pela prática de três crimes formais: promover ou constituir organização criminosa, tráfico ilícito de drogas e associação para o tráfico ilícito de drogas. As autoridades agora documentam os bens e materiais apreendidos para dar prosseguimento ao inquérito e às fases subsequentes da Operação Imperium, focadas na desidratação financeira da liderança.

 

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