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Combate ao crime

Polícia Civil aperta o cerco e prende mais sete de facção em Rosário Oeste

Polícia Civil de Rosário Oeste prendeu sete integrantes de uma facção criminosa nesta sexta-feira (9) durante a Operação Inter Partes. A ofensiva, que já soma 11 prisões na semana, visa reprimir homicídios, tráfico e extorsões, e resultou também na apreensão de drogas e dinheiro.

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polícia prende facção Rosário Oeste
Ação da Polícia Civil em Rosário Oeste resulta em prisões e apreensões durante a Operação Inter Partes contra facção criminosa envolvida em homicídios e extorsões.

Ação desta sexta-feira (09) é desdobramento da Operação Inter Partes; semana já contabiliza 11 presos e diversas apreensões.

Rosário Oeste amanheceu movimentada nesta sexta-feira, 9 de maio. Logo cedo, a Polícia Civil, por meio da Delegacia local, deu mais um passo na Operação Inter Partes, uma ofensiva declarada contra membros de uma facção criminosa que têm tirado o sossego da cidade, especialmente com o rastro de homicídios. O resultado da manhã? Mais sete ordens judiciais cumpridas.

Na prática, isso significou três mandados de busca e apreensão e quatro de prisão contra alvos já conhecidos da investigação. Não foi por acaso: a Comarca de Rosário Oeste bateu o martelo e decretou as ordens com base no que a Polícia Civil levantou, indicando o dedo para o envolvimento dessa turma nas mortes que assustaram a população recentemente.

A semana foi de trabalho intenso

Com essa nova leva de ações judiciais, a conta da Polícia Civil em Rosário Oeste só nesta semana engordou: agora são 11 prisões e oito mandados de busca e apreensão cumpridos. É um baque considerável no grupo.

A verdade é que a Operação Inter Partes começou com tudo na terça-feira (06). Naquele dia, foram onze ordens judiciais direcionadas a essa mesma facção, que, segundo a polícia, está por trás de uma série de crimes no município. A lista é extensa: tráfico de drogas, os já mencionados homicídios e até extorsões a comerciantes locais.

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E não parou por aí. Na terça, além das prisões, os policiais apreenderam um volume considerável de entorpecentes: 164 porções de pasta base de cocaína, 64 embalagens daquele tipo zip com skunk (uma maconha mais potente) e 140 pinos de cocaína. De quebra, ainda encontraram R$ 18,9 mil em dinheiro vivo.

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Estratégia estadual contra o crime organizado

Essa operação toda não é um ponto fora da curva. Ela faz parte de um plano maior, o planejamento estratégico da Polícia Civil, materializado pela Operação Inter Partes. E essa, por sua vez, está dentro do guarda-chuva do programa Tolerância Zero, uma iniciativa do Governo de Mato Grosso que tem uma meta clara: intensificar o combate às facções criminosas em todos os cantos do estado.

O terror imposto pela facção

As investigações da polícia pintaram um quadro sombrio de como essa facção age. Os homicídios, por exemplo, seriam uma espécie de “decreto”: quem não segue as ordens do grupo ou simplesmente não aceita se juntar a eles, vira alvo e acaba executado. Uma lógica brutal.

Mas a crueldade não parava nas mortes. A polícia também descobriu que a facção ganhava dinheiro extorquindo empresários e comerciantes da cidade. Basicamente, os donos de estabelecimentos eram forçados a pagar uma “taxa” para que seus comércios não fossem alvos de furtos ou, pior ainda, de incêndios criminosos. Era pagar ou arriscar perder tudo.

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O delegado de Rosário Oeste, Mauro Perassolli Filho, fez questão de frisar o recado. Ele destacou que essa operação reforça o compromisso da Polícia Civil em zelar pela sociedade e manter a ordem pública. E deixou claro que o trabalho não acabou: “As investigações seguem em andamento para reprimir os crimes graves e garantir a paz social”, enfatizou o delegado. Ou seja, a poeira ainda vai demorar a baixar por lá.

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Polícia Civil caça grupo que matou animal doméstico para torturar família em sítio

Polícia Civil de MT deflagra operação contra quadrilha que aterrorizou família em sítio, agrediu vítimas e matou animais domésticos durante roubo.

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operação contra roubo em sítio
Policiais civis preparam viaturas nas primeiras horas da manhã para cumprimento de mandados da Operação Sem Livramento.

Operação Sem Livramento cumpre 36 ordens judiciais em Cuiabá, Várzea Grande e Barra do Garças; justiça bloqueou R$ 87 mil dos investigados após noite de terror na zona rural.

Agentes da Polícia Civil deflagraram, nas primeiras horas desta quinta-feira (22), uma ofensiva contra uma organização criminosa especializada em terror rural. A Operação Sem Livramento cumpre 36 ordens judiciais contra suspeitos de roubo, extorsão e tortura psicológica. As equipes vasculham endereços em Cuiabá, Várzea Grande e Barra do Garças.

O alvo é uma rede estruturada que não apenas roubava, mas impunha horas de pânico às vítimas.

A justiça determinou buscas e apreensões em 15 endereços ligados ao bando. Além da devassa nas residências, o Judiciário autorizou a quebra de sigilo de dados e o bloqueio de até R$ 87 mil nas contas dos envolvidos. A ação é coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA).

Noite de terror e crueldade

As investigações começaram após um crime brutal em novembro de 2024. O cenário foi um sítio no município de Nossa Senhora do Livramento.

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Naquela noite, uma família inteira acabou rendida.

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Os criminosos amarraram adultos e crianças. As vítimas permaneceram sob a mira de armas e agressões físicas por horas. Enquanto mantinham a família em cárcere privado, os assaltantes exigiam transferências bancárias via Pix.

A violência não se restringiu aos humanos. Para demonstrar controle e silenciar o ambiente, o grupo executou um papagaio da família e feriu um cachorro da propriedade. A crueldade serviu como ferramenta de intimidação extrema.

Ao fugirem, os bandidos levaram um Citroën C3, notebooks, celulares e ferramentas de trabalho das vítimas.

Rede organizada

A apuração da DERFVA revelou que o grupo opera com planejamento prévio e divisão clara de tarefas. Há os executores diretos, os responsáveis pela logística e os encarregados de dar destino aos bens roubados.

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O delegado Maurício Maciel Pereira Junior, responsável pelo caso, afirma que o mapeamento permitiu identificar não apenas os assaltantes, mas a rota do dinheiro.

“Com o avanço das apurações, foi possível identificar outros integrantes do grupo criminoso, mapear a atuação da organização e identificar eventuais empresas utilizadas para ocultação e lavagem de dinheiro”, explica o delegado.

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As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0. A ação integra a operação Inter Partes, braço do programa Tolerância Zero do Governo de Mato Grosso, focado na asfixia financeira e logística de facções.

 

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