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POLÍTICA NACIONAL

Hermes Klann: Fim da 6×1 pode elevar custos e pressionar inflação

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O senador Hermes Klann (PL-SC), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (9), criticou a proposta de emenda à Constituição que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada semanal para 40 horas sem redução salarial (PEC 221/2019). Segundo o parlamentar, a medida pode aumentar custos para as empresas, pressionar a inflação e reduzir a competitividade da economia brasileira. Além disso, ele argumentou que a realidade de setores como comércio, indústria, agronegócio e saúde exige soluções diferentes para a organização das jornadas de trabalho.

Segundo Hermes Klann, a busca por melhores condições de vida para os trabalhadores é legítima, mas deve estar associada ao aumento da produtividade, à geração de empregos e ao crescimento econômico. 

— O Brasil já convive com uma das legislações trabalhistas mais complexas e custosas do mundo. Precisamos simplificar, modernizar e aumentar nossa competitividade, e não criar mais rigidez. O nosso mercado de trabalho é diverso. A realidade de um hospital não é a mesma do comércio. Por isso, não faz sentido impor uma única regra para todos os setores da economia. O que funciona para uma atividade pode ser inviável para outra — disse.

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Como alternativa, o senador defende a PEC 12/2026, proposta de emenda à Constituição que prevê um modelo flexível de contratação. Ela permitiria ao trabalhador optar entre as regras atuais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um sistema de remuneração calculado com base nas horas efetivamente prestadas, mediante acordo entre empregado e empregador. De acordo com essa PEC, o pagamento passaria a corresponder ao tempo de trabalho realizado.

— O Brasil não precisa de medidas que aumentem custos, pressionem a inflação e reduzam a competitividade das nossas empresas. O Brasil precisa de produtividade, investimento, geração de empregos e liberdade econômica. Empresas fortes geram empregos fortes; empregos fortes geram salários melhores; salários melhores geram qualidade de vida verdadeira — afirmou.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Plínio defende autonomia do Banco Central e proteção ao Pix

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O senador Plínio Valério (PSDB-AM), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (9), voltou a defender a proposta de emenda à Constituição (PEC 65/2023). O texto concede autonomia financeira e orçamentária ao Banco Central para elaborar seu próprio orçamento e custear despesas com receitas próprias.

Segundo o parlamentar, a medida fortalece a instituição e garante condições para a manutenção de serviços como o Pix. Plínio argumentou que o sistema se tornou essencial para milhões de brasileiros e que sua proteção deve ser incorporada ao texto constitucional.

— Amanhã, na CCJ, nós estamos decidindo não apenas o orçamento do Banco Central, estamos decidindo o futuro de um banco que orgulha o país e estamos decidindo, acima de tudo, o futuro do Pix — afirmou.

O senador argumentou que a autonomia financeira e orçamentária do Banco Central permitirá reforçar a estrutura da instituição diante do aumento de suas atribuições. Segundo ele, o órgão é responsável por fiscalizar milhares de empresas e administrar sistemas estratégicos, mas enfrenta limitações de pessoal e de recursos.

— O Pix precisa de mais servidores, de mais investimentos e de equipamentos. O Banco Central hoje fiscaliza mais de 3 mil empresas; há dez anos, fiscalizava 300 empresas, e hoje o número de servidores é menor. Os caminhões que transportam valores têm 43 anos de uso. Os servidores do Banco Central, a cada ano, precisam sair, atraídos pelo setor privado, pois não há reajuste salarial.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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