Política

“A princípio não cogitei prestar residência em Ortopedia e Traumatologia porque diziam que é uma área para homens e não para mulheres”, diz única mulher residente da COREME-ECSP

Publicado em

48be67b1173bd57420cc9238c0560629

Hoje, 8 de março, comemoramos o Dia Internacional da Luta das Mulheres para conquistar direitos e espaço na sociedade. Luta que continua sendo muito atual e extremamente necessária em todos os aspectos.

Na área médica, a especialidade em ortopedia e Traumatologia ainda é tabu quando exercida por mulheres, mas isso não foi empecilho para a médica Ivana Miranda, 29 anos, de realizar o sonho de se especializar na área.

A médica foi aprovada no primeiro processo seletivo da Comissão de Residência Médica da Empresa Cuiabana de Saúde Pública – COREME-ECSP. E iniciou no ano de 2020, a residência médica em Ortopedia e Traumatologia. Ela atua no Hospital Municipal de Cuiabá, “Dr. Leony Palma de Carvalho” – HMC e Hospital Municipal São Benedito- HMSB. 

“A princípio não cogitei prestar residência em ortopedia e Traumatologia, porque diziam que é uma área para homens e não para mulheres. Mesmo assim, eu resolvi que precisava tentar e não me arrependo. Estou gostando, encontrei a especialidade certa”, contou Dra. Ivana que será a primeira mulher a se formar na COREME-ECSP, em fevereiro de 2023.

O ambiente predominantemente masculino não é um problema para a médica.  “Sou respeitada como mulher. É da minha essência ser expressiva e eu percebi que isso foi importante para ocupar meu espaço no grupo. Com o tempo, provei pra mim e para os outros que eu era capaz. Busquei e busco o conhecimento, pois é através dele que avançamos. E a força de vontade vem de nós.” ressalta Dra Ivana.

Leia Também:  PF cumpre mandado de busca e apreensão na residência de investigado por furtos à Caixa Econômica Federal

Segundo ela, a residência médica em Ortopedia e Traumatologia é uma das áreas da medicina que menos tem mulheres. “Eu entendo, nossa população não está habituada a se consultar com ortopedistas mulheres, por todos os motivos que justificam a predominância masculina. Muitas pessoas têm a concepção que para atuar precisa ser forte e bruto, e que por isso profissionais do gênero feminino não são capazes, mas isso não é verdade, sou prova viva”, destaca.

A médica pontua que o programa de residência médica em Ortopedia e Traumatologia da ECSP está suprindo todas as expectativas. “Estou recebendo boa formação, tanto da parte teórica como prática. Me sinto acolhida pela maioria das pessoas. E o supervisor do programa, Dr. Renam Bumlai, é muito justo e correto”, elogia.

Sobre o futuro, ela conta que ao finalizar a residência médica em Ortopedia e Traumatologia pretende concorrer a sub-especialização em cirurgia da mão e depois concorrer a sub-especialização em micro cirurgia. “É importante que todas as mulheres acreditem que são capazes, e que lutem para conquistar seu espaço de participação”, encoraja a médica. 

Leia Também:  TRE acolhe ação do MP Eleitoral de Goiás, julga procedente impugnação e indefere o pedido de registro da candidatura de Robson Alves Paulino a deputado estadual

Programa de residência médica da ECSP

O programa de residência médica da ECSP tem preceptores de todas as especialidades dentro da Ortopedia e Traumatologia.  “Os residentes participam de aulas teóricas e de procedimentos cirúrgicos e ambulatoriais com treinamento supervisionado. A duração da residência são três anos, com carga horária de 60 horas semanais”, ressalta Dr. Renam Bumlai, supervisor do programa. “A procura é grande, por conta da qualidade do ensino e por se tratar de uma especialidade ampla”, completa.

O Diretor da ECSP, Paulo Rós, enfoca que os investimentos para formação de médicos residentes é parte fundamental no processo de melhorar a qualidade no atendimento a nossa população. “A educação continuada é uma das missões da gestão Emanuel Pinheiro e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública”, finaliza.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement
Click to comment

You must be logged in to post a comment Login

Leave a Reply

Política

Servidores do Lacen apresentam trabalhos científicos sobre a Covid-19 em congresso nacional

Published

on

By

SES-MT

Servidores do Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) apresentaram, nesta semana, durante a 57ª Edição do Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MEDTROP 2022), em Belém (Pará), trabalhos científicos sobre Covid-19 e Arbovirores em Mato Grosso.

As pesquisas foram selecionadas para apresentação oral e na categoria e-poster (painel). Foram apresentados, entre os dias 13 a 16 de novembro, as seguintes pesquisas: Vigilância Genômica de Amostras Positivas de Arboviroses Coletadas no Estado de Mato Grosso; Sequenciamento de Nova Geração das Amostras de SARS-COV-2 Positivas para Identificação e das Variantes Circulantes no Estado de Mato Grosso; Inquérito Soroepidemiológico de Covid-19 em Cuiabá-MT e o trabalho Monitoramento de Variantes de SARS-COV2 Circulantes no Estado de Mato Grosso em 2021.

Os autores das pesquisas foram Elaine Cristina de Oliveira, Vagner Fonseca, Luiz Takao Watanabe,  Luana Barbosa da Silva, Ana Cláudia Pereira Terças Trettel, Amanda Cristina de Souza Andrade, Emerson Soares dos Santos, Ana Paula Muraro, Nayara Cristine Marchioro Pereira Sigueira, Alessandra Cristina Ferreira de Moraes, Juliana ILídio da Silva, Maria Clara Pereira Leite, Klaucia Rodrigues Vasconcelos, Mara Patrícia F. da Penha, Juliano Silva Melo e Raquel da Silva Ferreira.

Leia Também:  Governo investiu R$ 2,8 milhões na modernização dos Escritórios Regionais de Saúde

Além de servidores do Lacen, também realizaram as pesquisas servidores da Superintendência de Vigilância em Saúde da SES, profissionais da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz). 

Durante o congresso, o Lacen ainda participou da mesa redonda sobre experiências regionais e independentes de vigilância genômica do SARS-CoV-2 no Brasil, que ocorreu dentro da programação do 2º Fórum Covid-19, realizado no encontro nacional. O tema foi apresentado pela diretora do Laboratório Estadual, Elaine Cristina de Oliveira.

O MEDTROP 2022, organizado pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), é o maior evento multidisciplinar em medicina tropical da América Latina. Anualmente, mais de 3000 participantes são esperados. Durante o evento, ocorreram diversas discussões, entre elas sobre Doenças de Chagas e Leishmaniose (Chagasleish), Workshop sobre vetores de doenças tropicais (Entomol), Fórum de Doenças Negligenciadas e o IX Workshop Nacional Rede Tuberculose.

Após o MEDTROP 2022, uma técnica do Lacen segue em Belém participando do curso sobre Bioinformática para vigilância genômica de vírus, que encerra neste sábado (19.11).

Leia Também:  Gastos do TSE com segurança devem chegar a R$ 59 milhões

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA