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CPI da renúncia fiscal ouve ex-conselheiros da Aprosoja de Mato Grosso

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sonegação Fiscal da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu nesta quinta-feira (3), três ex-conselheiros fiscais da Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja): Naildo da Silva Lopes, José Guarino Fernandes e José Cassol. O objetivo era apurar se houve irregularidades ou malversação de dinheiro público no período de 2018 a 2020, durante a gestão de Antonio Galvan.

Na época, foram identificadas falhas em 72% dos contratos da Aprosoja, o que levou os conselheiros a reprovarem as contas da gestão. Dos 171 contratos executados no período, 126 tinham algum problema.

“Nada mais justo que colocar em discussão os apontamentos de irregularidades. Tipo certidão de INSS que o prestador de serviço não tinha, certidões, contrato social e outros documentos. Tudo foi feito com aval dos conselheiros e principalmente da Assembleia que é soberana. […] Confirmo que 72% dos contratos tinham alguma irregularidade”, disse o então conselheiro José Guarino Fernandes.

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Os problemas foram registrados em atas que serão entregues à CPI, conforme sugeriu o conselheiro Naildo da Silva Lopes.

“Temos os documentos, as atas e podemos compartilhar com a Comissão de Inquérito da Assembleia. Temos tudo registrado e estamos com a consciência tranquila”, comentou.

Vale ressaltar que as contas dos anos 2018 e 2019 foram aprovadas. Apenas as contas do ano de 2020 foram reprovadas.

O presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos, questionou o motivo do bloqueio das contas da Aprosoja pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2021. Os conselheiros disseram não ter conhecimento já, que não faziam parte desta gestão.

“Nós observamos que os conselheiros tiveram muito cuidado, muito dedo. Mas ficou claro que houve sim malversação de recursos dentro da diretoria da Aprosoja. Nos sugeriram que solicitemos a auditoria externa que foi feita, especialmente de 2020, e todas as atas onde os conselheiros fizeram as manifestações sobre as irregularidades e ressalvas. […] Ficou claro que eles concordam que o presidente [Antônio] Galvan não agiu com correção em 72% dos processos movidos durante 2020. A CPI vai buscar a documentação necessária porque segundo parte do Supremo Tribunal Federal trata-se de mau uso de recursos públicos”, explicou Wilson Santos.

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O prazo final para entrega do relatório destas investigações é 20 de abril. Antes disso, os atuais conselheiros fiscais da associação devem ser ouvidos.

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Servidores do Lacen apresentam trabalhos científicos sobre a Covid-19 em congresso nacional

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SES-MT

Servidores do Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) apresentaram, nesta semana, durante a 57ª Edição do Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MEDTROP 2022), em Belém (Pará), trabalhos científicos sobre Covid-19 e Arbovirores em Mato Grosso.

As pesquisas foram selecionadas para apresentação oral e na categoria e-poster (painel). Foram apresentados, entre os dias 13 a 16 de novembro, as seguintes pesquisas: Vigilância Genômica de Amostras Positivas de Arboviroses Coletadas no Estado de Mato Grosso; Sequenciamento de Nova Geração das Amostras de SARS-COV-2 Positivas para Identificação e das Variantes Circulantes no Estado de Mato Grosso; Inquérito Soroepidemiológico de Covid-19 em Cuiabá-MT e o trabalho Monitoramento de Variantes de SARS-COV2 Circulantes no Estado de Mato Grosso em 2021.

Os autores das pesquisas foram Elaine Cristina de Oliveira, Vagner Fonseca, Luiz Takao Watanabe,  Luana Barbosa da Silva, Ana Cláudia Pereira Terças Trettel, Amanda Cristina de Souza Andrade, Emerson Soares dos Santos, Ana Paula Muraro, Nayara Cristine Marchioro Pereira Sigueira, Alessandra Cristina Ferreira de Moraes, Juliana ILídio da Silva, Maria Clara Pereira Leite, Klaucia Rodrigues Vasconcelos, Mara Patrícia F. da Penha, Juliano Silva Melo e Raquel da Silva Ferreira.

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Além de servidores do Lacen, também realizaram as pesquisas servidores da Superintendência de Vigilância em Saúde da SES, profissionais da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz). 

Durante o congresso, o Lacen ainda participou da mesa redonda sobre experiências regionais e independentes de vigilância genômica do SARS-CoV-2 no Brasil, que ocorreu dentro da programação do 2º Fórum Covid-19, realizado no encontro nacional. O tema foi apresentado pela diretora do Laboratório Estadual, Elaine Cristina de Oliveira.

O MEDTROP 2022, organizado pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), é o maior evento multidisciplinar em medicina tropical da América Latina. Anualmente, mais de 3000 participantes são esperados. Durante o evento, ocorreram diversas discussões, entre elas sobre Doenças de Chagas e Leishmaniose (Chagasleish), Workshop sobre vetores de doenças tropicais (Entomol), Fórum de Doenças Negligenciadas e o IX Workshop Nacional Rede Tuberculose.

Após o MEDTROP 2022, uma técnica do Lacen segue em Belém participando do curso sobre Bioinformática para vigilância genômica de vírus, que encerra neste sábado (19.11).

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