Política

Dirijo a nação para o lado que os senhores desejarem, diz Bolsonaro a evangélicos

Publicado em

Dirijo a nação para o lado que os senhores desejarem, diz Bolsonaro a evangélicos

(FOLHAPRESS) – Em um ato montado para mostrar o apoio de lideranças evangélicas ao Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta terça-feira (8), que dirige o Brasil para onde os pastores desejarem.


“Seria muito fácil estar do outro lado. Mas, como eu acredito em Deus, se fosse para estar do outro lado, nós não seríamos escolhidos. Eu falo ‘nós’ porque a responsabilidade é de todos nós. Eu dirijo a nação para o lado que os senhores assim o desejarem”, declarou Bolsonaro.

O presidente esteve à frente nesta terça de uma reunião com dezenas de pastores evangélicos no Palácio da Alvorada.

Além das lideranças, participaram ministros, a primeira-dama Michelle Bolsonaro e parlamentares da bancada evangélica no Congresso Nacional.

Em seu pronunciamento, Bolsonaro fez diversos acenos às pautas conservadoras que mobilizam as igrejas e templos no país. Disse acreditar em Deus e defender a família, criticou a legalização do aborto em outros países e argumentou que o presidente eleito em 2022 poderá indicar mais dois ministros para o STF (Supremo Tribunal Federal).

Leia Também:  Em "conluio" com Banco BTG, vice-Governador Otaviano Pivetta fraudou cumprimento de bloqueio de R$ 11.8 mi

“Hoje nós temos alguém dentro do STF que tem Deus no coração”, disse Bolsonaro, referindo-se ao ministro André Mendonça, que assumiu uma cadeira no tribunal em dezembro.

Indicado por Bolsonaro, Mendonça é pastor presbiteriano.

“Quem esperava um dia no Ministério da Educação termos um pastor evangélico, como o Milton aqui do nosso lado?”, acrescentou Bolsonaro.

As lideranças evangélicas que compareceram ao Alvorada foram mobilizadas pelo pastor Silas Malafaia.

Ele fez um discurso com referências ao período eleitoral e aos riscos de uma vitória do PT.

“Essa gente que quer governar o país? Deus nos livre disso”, disse, após citar denúncias de superfaturamento em gestões petistas.

“O que está em jogo neste país não é paixão política. O que está em jogo é nossa nação. Querem entregar o Brasil para a China”, declarou, em outro momento, o líder religioso.

Líder nas pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem tomado ações para se aproximar do eleitorado evangélicos –um grupo que se afastou do petismo nos últimos anos.

Leia Também:  STF determina multa de R$ 20 mil por hora para participantes de atos antidemocráticos em MT

Como o jornal Folha de S.Paulo mostrou em fevereiro, o pastor Paulo Marcelo Schallenberger, convocado pelo PT para dialogar com o segmento evangélico, apresentou a Lula um “projeto de inclusão” do partido nas igrejas.

O documento cita estratégias para tanto, como “trazer para entrevistas pastores que foram beneficiados no governo do PT” e incentivar menções de “atos dos governos anteriores que beneficiaram a igreja evangélica”.

O ato no Alvorada teve como objetivo mostrar coesão de diversas lideranças religiosas em torno de Bolsonaro.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement
Click to comment

You must be logged in to post a comment Login

Leave a Reply

DESTAQUE

Prefeito chama Moraes de deus e diz que voltará participar de atos contra as eleições em Brasília

Prefeito foi afastado do cargo por causa de vídeos em atos considerados antidemocráticos

Published

on

O prefeito Carlos Alberto Capeletti (PSD), afastado da Prefeitura de Tapurah por 60 dias por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), avisou que retornará aos atos contra os resultados das eleições em frente ao Quartel-General em Brasília.

Em entrevista à Jovem Pan, Carlos Alberto afirma que não foi notificado formalmente e entende que a decisão é totalmente antidemocrática.

Eu fiquei perplexo com essa decisão tão rápida. Não fui ouvido, não tive acesso ao que está acontecendo, que tipo de acusação estão fazendo contra mim e já houve essa decisão do ministro. Estou vendo um extremismo total da decisão. Não só comigo, mas o que está acontecendo nesse país“, disse.

O afastamento de Carlos Alberto se deu por vídeos publicados por ele próprio e sua participação no acampamento em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília, onde manifestantes que não aceitam a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições fazem mobilização nas últimas semanas. Ele esteve nos atos, classificado como antidemocráticos por Moraes, em novembro.

Leia Também:  STF determina multa de R$ 20 mil por hora para participantes de atos antidemocráticos em MT

O prefeito negou incentivar os atos antidemocráticos e convocou pessoas para ir às manifestações.

…fui à Brasília dia 11, fiquei lá uns 10,11 dias, não fui um incentivador do manifesto, mas presto solidariedade à estas pessoas, e acho que mais pessoas deveriam ir também…

Capeletti disse ainda que as pessoas não estão acreditando nas eleições, as pessoas querem alguma atitude das forças armadas, por isso que estão acampadas…

O prefeito afastado disse que não recorrerá da decisão e que vai voltará à Brasília para continuar as manifestações contra os resultados das urnas.

…juridicamente não tem o que fazer…por mais que eu possa ter advogados quem vai julgar é o imperador [se referindo ao Presidente do TSE Alexandre de Moraes] ele se instituiu o deus né?, ele se colocou acima de todos do país…

Vou voltar para Brasília e ficar lá até que se resolva alguma coisa. Eu vou continuar pacificamente e fazendo o que eu acredito. Eu acredito que algo de bom vai acontecer ao país. Não tem mais a quem recorrer; apenas às Forças Armadas, disse.

Leia Também:  Prefeita de MT confirma que renunciará se Lula tomar posse; assista vídeo

O vice-prefeito Odair Cesar Nunes (PSD) deve assumir a prefeitura nos próximos 60 dias.

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA