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Programa Fitoviva produz 1,5 mil mudas de plantas medicinais por mês e auxilia no tratamento de pacientes com diversas doenças

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Em uma área de 3,8 mil metros quadrados dentro do Horto Florestal “Tote Garcia”, na região do Coxipó, funciona o programa Fitoviva, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), onde são produzidas em média 1,5 mil mudas de plantas medicinais e Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC’s) por mês. O responsável técnico pelo serviço ali desenvolvido é o farmacêutico, fitoterapeuta e trofoterapeuta Devanil Roza Fernandes, que conta ainda com dois engenheiros agrônomos, um engenheiro ambiental, dois jardineiros e uma estagiária de Biologia na equipe.

No local, os engenheiros agrônomos e jardineiros cuidam do canteiro matriz, de onde são tiradas mudas para processamento e doação a pacientes da Unidade de Referência em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (URPICS), que também funciona dentro do Horto Florestal. 

No ano passado, teve início um projeto-piloto para implementação de canteiros de plantas medicinais em 10 unidades básicas de saúde da Capital, onde há profissionais capacitados pelo farmacêutico Devanil Fernandes. São as UBS’s dos bairros: Areão, Bela Vista, CPA 4, Despraiado, Grande Terceiro, Novo Mato Grosso, Novo Terceiro, Pedra 90 I e II, Rio dos Peixes e Tijucal. “Nessas unidades, enfermeiros e agentes comunitários de saúde foram capacitados quanto à orientação do uso racional de chás de plantas medicinais”, afirma Devanil. Nessas unidades também são dispensadas plantas medicinais produzidas e processadas pelo Fitoviva.

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Dentre os 48 tipos de plantas produzidas no Fitoviva estão espécies conhecidas, como menta, hortelã, erva-de-santa-maria, poejo, colônia, urucum, maracujá, gengibre, babosa, açafrão, alfazema, entre outras. Todas elencadas na Relação de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus). Segundo Devanil, as plantas medicinais são menos agressivas do que medicamentos industrializados, mas devem ser utilizadas da forma correta. “Nós temos plantas antiinflamatórias que auxiliam até no tratamento do câncer, mas que se forem utilizadas de forma inadequada, acabam se tornando um veneno. A primeira coisa que ataca é o fígado, pode dar diarreia, vômito. Por isso, ao ser prescrito o uso de plantas medicinais em forma de chá, o paciente deve ser acompanhado devido ao uso de outros medicamentos alopáticos pois há interações medicamentosas”, alerta Devanil Fernandes. 

Ele ressalta ainda que, assim como os produtos industrializados, os fitoterápicos também podem produzir efeitos colaterais, se usados de forma excessiva e, por isso, são utilizados de forma complementar. “Vai complementar a medicação que o paciente já toma. Às vezes, ele se dá tão bem com o medicamento natural que pede para o médico fazer o chamado desmame do medicamento dele e passa a usar apenas a planta in natura ou droga vegetal, que é o chá medicinal”.

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Em relação a esse cuidado com a prescrição, o farmacêutico realiza consultas todas as quintas-feiras no consultório-farmácia que fica dentro do Horto Florestal. Atualmente, mais de 60 pacientes fazem o acompanhamento no local, todas encaminhadas pela URPICS. “De lá também vem a autorização para a gente fazer a dispensação das mudas que são prescritas para que a pessoa cultive na casa dela. A consulta abrange a indicação farmacológica, o uso correto das plantas medicinais, seja ela in natura ou desidratada, a dosagem correta, ensinamos o cultivo da planta”, afirma o servidor. Vale lembrar que esse serviço também é prestado nas 10 unidades básicas de saúde citadas anteriormente, por profissionais qualificados.

Além de todos esses serviços, o programa Fotoviva pretende abrir seu espaço para visitação. Para isso, as plantas do canteiro matriz contam cada uma com uma placa com um QR code pelo qual é possível acessar as informações relativas à cada espécie.

Para conseguir uma consulta na Unidade de Referência às Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (URPICS), basta entrar em contato pelo telefone 65 3665-2420 ou pelo e-mail [email protected]

 

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Servidores do Lacen apresentam trabalhos científicos sobre a Covid-19 em congresso nacional

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Servidores do Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) apresentaram, nesta semana, durante a 57ª Edição do Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MEDTROP 2022), em Belém (Pará), trabalhos científicos sobre Covid-19 e Arbovirores em Mato Grosso.

As pesquisas foram selecionadas para apresentação oral e na categoria e-poster (painel). Foram apresentados, entre os dias 13 a 16 de novembro, as seguintes pesquisas: Vigilância Genômica de Amostras Positivas de Arboviroses Coletadas no Estado de Mato Grosso; Sequenciamento de Nova Geração das Amostras de SARS-COV-2 Positivas para Identificação e das Variantes Circulantes no Estado de Mato Grosso; Inquérito Soroepidemiológico de Covid-19 em Cuiabá-MT e o trabalho Monitoramento de Variantes de SARS-COV2 Circulantes no Estado de Mato Grosso em 2021.

Os autores das pesquisas foram Elaine Cristina de Oliveira, Vagner Fonseca, Luiz Takao Watanabe,  Luana Barbosa da Silva, Ana Cláudia Pereira Terças Trettel, Amanda Cristina de Souza Andrade, Emerson Soares dos Santos, Ana Paula Muraro, Nayara Cristine Marchioro Pereira Sigueira, Alessandra Cristina Ferreira de Moraes, Juliana ILídio da Silva, Maria Clara Pereira Leite, Klaucia Rodrigues Vasconcelos, Mara Patrícia F. da Penha, Juliano Silva Melo e Raquel da Silva Ferreira.

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Além de servidores do Lacen, também realizaram as pesquisas servidores da Superintendência de Vigilância em Saúde da SES, profissionais da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz). 

Durante o congresso, o Lacen ainda participou da mesa redonda sobre experiências regionais e independentes de vigilância genômica do SARS-CoV-2 no Brasil, que ocorreu dentro da programação do 2º Fórum Covid-19, realizado no encontro nacional. O tema foi apresentado pela diretora do Laboratório Estadual, Elaine Cristina de Oliveira.

O MEDTROP 2022, organizado pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), é o maior evento multidisciplinar em medicina tropical da América Latina. Anualmente, mais de 3000 participantes são esperados. Durante o evento, ocorreram diversas discussões, entre elas sobre Doenças de Chagas e Leishmaniose (Chagasleish), Workshop sobre vetores de doenças tropicais (Entomol), Fórum de Doenças Negligenciadas e o IX Workshop Nacional Rede Tuberculose.

Após o MEDTROP 2022, uma técnica do Lacen segue em Belém participando do curso sobre Bioinformática para vigilância genômica de vírus, que encerra neste sábado (19.11).

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