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Da sedução aos ataques de ódio, grifes anteveem estado das coisas

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Da sedução aos ataques de ódio, grifes anteveem estado das coisas

PEDRO DINIZ  – A nova expressão em voga nas redes para definir um senso de liberdade e enfrentamento da realidade, no Brasil, é “bota um cropped e vai”. Pelas bandas de Paris, a julgar pelas apresentações desse calendário de desfiles invernais, ela poderia ser bem traduzida para um “bota o escudo e vai”.


Depois de a Dior fazer do corset um elemento de empoderamento feminino, o desfile da Balmain, que encerrou os trabalhos desta Quarta-feira de Cinzas, emoldurou modelos com espécies de carcaças daquelas que mais parecem verdadeiros coletes à prova de balas. Feitos de material rígido, entremeados pelo couro e pela borracha, adornaram a alfaiataria concisa e os looks poderosos carregados de fetichismo de Olivier Rousteing.

Estilista pop das celebridades, de Kim Kardashian a Neymar, que acompanhou o desfile ocorrido em pleno bairro boêmio do Marais, o designer desafiou tradicionalistas com roupas coladas, pele à mostra e fitas transformadas em costuras laterais numa coleção de sensualidade pulsante.

Não daquelas convencionais, quando decotes e pernas exibicionistas são usadas como ferramentas de sedução, mas sim um compilado de referências a lingerie, com estruturas de corset matelassadas que recobrem a parte de cima e aparecem combinadas a calças de couro justíssimas e a colos descobertos.

O propósito inicial de Rousteing, ele avisa no texto da apresentação, não era fazer um manifesto sobre o conflito de Rússia e Ucrânia, como ele mesmo diz poder inspirar comparações devido às peças que remetem à segurança.

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Sua ideia, na verdade, era fazer desses looks um lembrete de que devemos estar preparados para os ataques de ódio, agressão e mentiras que podem brotar nas redes sociais –ele mesmo foi vítima delas, depois de sumir do estardalhaço virtual, após um acidente que deixou parte do seu corpo queimado. Não, ele também não parecia falar da realidade brasileira.

Mas tantas coincidências só transformam suas criações em artefatos inerentes ao tempo, a uma realidade nada glamorosa que se impõe, não importando se ela acontece no plano virtual ou no tátil. Sabemos que bons designers conseguem fazer, baseados em inspirações desconectadas dos temas vigentes, roupas que atravessam o noticiário sem nem tocar nele.

“Embora essa passarela não tenha sido desenhada como uma resposta direta à recente invasão horrível de nossos vizinhos, enquanto assistimos às notícias, meu time e eu mantivemos a mensagem da coleção”, escreveu.

Numa cena rara de dança para uma temporada extremamente sisuda e técnica como é a de Paris, um grupo de bailarinos trajados de cinza-chumbo encenou um ato de conflito no qual seus corpos se entrelaçam e se afastam, num retrato de agonia cujos rostos aflitos se aproximam da tela “Guernica”, de Picasso, mas que culmina num beijo entre dois homens e numa união de corpos como mensagem de paz.

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Leveza e fragilidade unidas num mesmo look, como no vestido branco de neoprene que é diluído em rendas em seu terço final, expõem a sensibilidade de um designer que sabe atrair uma audiência a fim de causar nas redes sociais com looks exuberantes.

Essa pode ser, de fato, uma temporada em que grandes estilistas revistam a tradição, o porto seguro para dias ansiosos, para mostrar o potencial de suas tesouras. Como fez Anthony Vaccarello, nome por trás da Saint Laurent.

Os ombros proeminentes, os detalhes do smoking lançado pelo fundador da grife e toda a pele aparente característica do trabalho de Vaccarello foram equacionados na coleção desfilada em frente à torre Eiffel. Mais uma vez, o segredo aqui não é o que se revela, mas como se escondem as partes antes expostas.

Um bloco gigante de casacos de pele falsa, que de tão perfeccionistas parecem verdadeiras, foram os escudos usados para tratar do acolhimento, da segurança pessoal, em dias de inverno russo.

Seja por medo, seja por egoísmo, Paris, a capital da moda que mais sofreu os dias sanguinolentos do século 20, pode não querer por ora tratar em voz alta dos problemas na vizinhança. Seus estetas, porém, deixam respostas cada vez mais nítidas sobre o estado real das coisas.

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Conheça a diferença entre ataque cardíaco e crise de pânico

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Conheça a diferença entre ataque cardíaco e crise de pânico
Redação EdiCase

Conheça a diferença entre ataque cardíaco e crise de pânico

Alguns sintomas do ataque cardíaco e das crises de pânico são semelhantes e podem ser frequentemente confundidos. É comum pacientes chegarem aos hospitais e acharem que estão tendo um infarto, quando estão passando por uma crise de pânico. No entanto, alguns indícios podem ajudar a diferenciar cada um para tratar adequadamente as condições.

“Todos concordam que você não deve arriscar que não seja um ataque cardíaco. Isso porque os sintomas de um ataque cardíaco e de pânico são tão semelhantes que, às vezes, pode ser difícil dizer a diferença. Em caso de dúvida, é melhor errar por precaução e ser rapidamente avaliado em um pronto-socorro para ter certeza de que não foi um ataque cardíaco”, explica a médica intensivista Dra. Caroline Reigada, especialista em Medicina Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira.

Características do ataque cardíaco

Segundo a médica, o ataque cardíaco pode ser repentino e intenso, mas a maioria começa lentamente, com dor ou desconforto leve que piora gradualmente ao longo de alguns minutos. “Esses episódios podem ir e vir várias vezes antes que o ataque cardíaco ocorra. Um ataque cardíaco acontece quando o fluxo sanguíneo que leva oxigênio ao músculo cardíaco é severamente reduzido ou cortado, geralmente pelo bloqueio das artérias coronárias. Ligar para a emergência e obter tratamento imediato é fundamental”, enfatiza a especialista.

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Mulheres estão mais propensas ao ataque cardíaco

De acordo com a Dra. Caroline Reigada, alguns sintomas do ataque cardíaco podem aparecer somente em mulheres. “A dor no peito é o sintoma mais comum, mas as mulheres são um pouco mais propensas a ter outros sintomas, como falta de ar, náusea e dor nas costas ou na mandíbula. Uma declaração científica de 2016 da American Heart Association disse que as mulheres são subtratadas para ataques cardíacos”, explica.

No entanto, a especialista explica que a condição em mulheres ainda é um tabu a ser desconstruído. “Apesar de décadas de esforço para aumentar a conscientização, os pacientes e os médicos não apreciam que as doenças cardíacas sejam a principal causa de morte das mulheres”, diz a médica.

Particularidades das crises de pânico

O ataque de pânico, por outro lado, não é “bobagem” nem “coisa pouca”. “Não está tudo na sua cabeça. É a resposta de luta ou fuga. O sistema de alarme está disparando. Mas, com um ataque de pânico, é uma torrada queimada – não a casa em chamas”, compara a médica. Esse problema é um tipo de transtorno de ansiedade que pode causar ataques de pânico repetidos. Segundo estimativas, a síndrome do pânico atinge cerca de 6 milhões de brasileiros.

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“A ansiedade tornou-se muito mais comum após o início da pandemia. Os ataques de pânico ocorrem rapidamente e geralmente atingem o pico de intensidade em cerca de 10 minutos. Eles podem ser desencadeados por um evento traumático ou grande estresse da vida, mas também podem ocorrer sem motivo aparente. Eles mexem com a sua cabeça, e seu cérebro não consegue entender o que está acontecendo”, evidencia a profissional.

Consulte um especialista

A médica intensivista lembra que, no caso das crises de pânico, é fundamental buscar auxílio de um profissional de saúde mental, que pode indicar terapias para reduzir o medo de sensações ruins. O transtorno do pânico é muito incompreendido, porém muito tratável, segundo a médica. “E, enquanto um ataque de pânico pode fazer você se sentir como se estivesse tendo um ataque cardíaco, um ataque cardíaco real é uma emergência médica […]”, diz a doutora.

Especialistas dizem que mulheres e homens devem discutir seu risco de ataque cardíaco com um profissional de saúde, que pode ajudar a identificar e tratar fatores de risco como tabagismo , diabetes, pressão alta e colesterol alto. Todavia, enfatiza a médica, mesmo pessoas sem fatores de risco podem ter doenças cardíacas. “Então, em caso de dúvida, um médico deve verificar”, finaliza a Dra. Caroline Reigada.

Por Maria Claudia Amoroso

Fonte: IG SAÚDE

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