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SAÚDE

Hepatites virais exigem diferentes formas de prevenção e cuidado; saiba o que o SUS oferece

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A prevenção, o diagnóstico e o tratamento das hepatites virais variam de acordo com o tipo da infecção. Para orientar a população sobre os cuidados necessários, a campanha “Para cada hepatite, tem um cuidado” reúne informações sobre as hepatites A, B, C e D e os serviços disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente vacinação para os públicos indicados, testagem, acompanhamento e tratamento. 

Dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2026 mostram também diferenças importantes no perfil das pessoas diagnosticadas. Em 2025, a hepatite A apresentou as maiores taxas entre adultos de 25 a 34 anos. Já nas hepatites B e C, as maiores taxas de detecção se concentraram em faixas etárias mais avançadas, sobretudo entre os homens. 

Na hepatite A, as maiores taxas de incidência em 2025 foram registradas entre pessoas de 30 a 34 anos, com 5,2 casos por 100 mil habitantes, e de 25 a 29 anos, com 5,1. Entre os homens, as taxas chegaram a 7,9 e 7,6 casos por 100 mil habitantes nessas faixas, respectivamente. 

Para a hepatite B, as maiores taxas de detecção foram registradas entre pessoas de 55 a 59 anos (9,8 casos por 100 mil habitantes), de 50 a 54 anos (9,4) e de 45 a 49 anos (8,7). Entre os homens de 55 a 59 anos, a taxa chegou a 13,1 casos por 100 mil habitantes. 

Na hepatite C, a concentração nas faixas etárias mais avançadas é ainda mais evidente. As maiores taxas foram registradas entre homens com 60 anos ou mais (21,1 casos por 100 mil habitantes) e de 55 a 59 anos (21,0). Somente entre pessoas com idade acima de 60 anos, foram confirmados 5.921 casos no país em 2025 — o maior número entre todas as faixas etárias. 

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Infecções podem permanecer silenciosas por anos 

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As hepatites virais muitas vezes não apresentam sintomas nas fases iniciais. No caso das hepatites B e C, a infecção pode permanecer silenciosa por longos períodos e evoluir para formas crônicas, aumentando o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado. 

Quando presentes, os sintomas podem incluir cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômito, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Como esses sinais nem sempre estão presentes, não é preciso esperar o surgimento de sintomas para buscar atendimento. 

O diagnóstico é uma etapa importante do cuidado. Os testes rápidos para hepatites B e C são gratuitos e estão disponíveis no SUS. A identificação da infecção permite iniciar o acompanhamento e, quando indicado, o tratamento adequado. 

Como se prevenir de cada hepatite viral

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A hepatite A é transmitida principalmente pela via fecal-oral. A prevenção envolve medidas como lavar bem as mãos com água e sabão, especialmente depois de usar o banheiro e antes de preparar ou consumir alimentos; higienizar adequadamente os alimentos; consumir água tratada; e adotar medidas de prevenção durante práticas sexuais que envolvam contato oroanal. 

A vacinação também é uma importante forma de prevenção. No SUS, a vacina contra a hepatite A integra o Calendário Nacional de Vacinação para crianças, com uma dose aos 15 meses, com possibilidade de administração até 4 anos, 11 meses e 29 dias. O imunizante também está disponível para pessoas a partir de 1 ano que apresentem condições clínicas específicas e para pessoas em uso da Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP)

Tanto a hepatite B quanto a C são consideradas Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Para a hepatite B, a vacina é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente para toda a população ainda não vacinada, independentemente da idade. Em crianças, o esquema inclui uma dose ao nascer e mais três doses da vacina pentavalente, aplicadas aos 2, 4 e 6 meses; para adultos que nunca foram vacinados, o esquema completo é de três doses. Essa proteção também previne a hepatite D.

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Outras medidas incluem o uso de preservativo, o não compartilhamento de objetos de uso individual, como alicates, lâminas, seringas, agulhas e escovas de dente, além do cuidado para que materiais utilizados em tatuagens, piercings e outros procedimentos sejam descartáveis ou devidamente esterilizados. 

Gestantes também devem realizar a testagem para hepatite B durante o pré-natal. Quando a infecção é identificada, o acompanhamento adequado da mãe e da criança permite adotar medidas para prevenir a transmissão vertical da hepatite B. 

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Ainda não existe vacina contra a hepatite C. Por isso, a prevenção envolve o uso de preservativo e cuidados para evitar o contato com sangue contaminado, como não compartilhar objetos de uso individual e garantir a esterilização adequada de materiais utilizados em procedimentos. A hepatite C tem cura, e o SUS oferece tratamento gratuito com antivirais de ação direta, com eficácia superior a 95%. 

Já a hepatite D ocorre apenas em pessoas infectadas pelo vírus da hepatite B. Dessa forma, manter a vacinação em dia é a principal forma de prevenção. Também são recomendados os mesmos cuidados para evitar a transmissão do vírus B, como o uso de preservativo e o não compartilhamento de objetos que possam ter contato com sangue. 

As formas de prevenção e cuidado mudam de acordo com cada hepatite viral, mas o diagnóstico precoce é fundamental para evitar a progressão das infecções e ampliar o acesso ao tratamento. A população pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para receber orientação, verificar a indicação de vacinação e ter acesso à testagem para hepatites B e C.  

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Super Centro Brasil de Diagnóstico de Câncer realiza 56,5 mil procedimentos em 2026

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O acesso rápido ao diagnóstico é uma etapa fundamental para que o cuidado oncológico comece no tempo adequado. É nesse sentido que o Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer permite que o Sistema Único de Saúde (SUS) processe exames e libere laudos com mais agilidade. Em 2026, a iniciativa já realizou 56,5 mil procedimentos em 25 unidades da Federação, com tempo médio nacional de oito dias para liberação dos laudos. A iniciativa combina o processamento nacional de amostras com laboratórios regionais, levando tecnologia e análise especializada para diferentes regiões do país. 

Hoje, o SUS conta com Super Centros regionais em Manaus (AM), Teresina (PI) e Diamantina (MG), com estrutura para processamento de amostras e patologia digital. Nesta quinta-feira (10), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou o Super Centro da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), em Manaus. A unidade iniciou a operação assistida em 24 de agosto e já registra mais de 400 exames cadastrados e cerca de 170 lâminas digitalizadas. O tempo médio para liberação dos laudos é de, em média, 10 dias, diante de uma referência anterior superior a 30 dias. 

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“Para quem está investigando um câncer, cada dia de espera pelo diagnóstico faz diferença. O Super Centro usa tecnologia e o trabalho de especialistas para fazer esse resultado chegar mais rápido ao paciente e permitir que a equipe de saúde defina o tratamento adequado. Em Manaus, um laudo que antes podia levar mais de 30 dias está saindo, em média, em menos de dez dias. É esse ganho de tempo que queremos transformar em cuidado para a população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

O Super Centro agiliza o diagnóstico de duas formas. Amostras de pacientes de diferentes regiões do país podem ser enviadas para processamento e análise no A.C. Camargo Câncer Center, instituição parceira do Ministério da Saúde no projeto. Ao mesmo tempo, os Super Centros regionais contam com estrutura para processar biópsias e peças cirúrgicas e digitalizar as lâminas. 

Com a patologia digital, as imagens dessas lâminas podem ser analisadas a distância por médicos patologistas, inclusive de outras localidades. Isso facilita o acesso a especialistas, principalmente em regiões com menor disponibilidade desses profissionais. Com o laudo em menos tempo, a equipe de saúde pode confirmar ou caracterizar o câncer, definir a conduta indicada e dar sequência ao tratamento com mais rapidez. 

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Manaus 

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O Super Centro de Manaus moderniza o laboratório de anatomia patológica da FCecon e tem capacidade potencial para processar até 2 mil lâminas por semana em plena operação. A estrutura tem como população potencial de referência 4,27 milhões de habitantes. 

Quando o paciente recebe indicação de biópsia ou de análise de uma peça retirada em cirurgia, a amostra é encaminhada ao laboratório da FCecon, onde passa pelo processamento e pela produção da lâmina. O material é digitalizado e analisado por um médico patologista, que libera o laudo para a continuidade do cuidado na rede. 

A estrutura poderá receber, de forma progressiva, amostras encaminhadas por municípios do interior, usando a patologia digital e a telepatologia para aproximar o diagnóstico especializado de quem vive longe da capital, incluindo populações indígenas e ribeirinhas. 

Camila Marques
Ministério da Saúde

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Fonte: Ministério da Saúde

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