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SAÚDE

Nova vacina: Ministério da Saúde vai ofertar pneumo20 para quem tem mais de 85 anos

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O Ministério da Saúde começou a disponibilizar, pela primeira vez, a vacina pneumocócica 20-valente conjugada (pneumo 20) para pessoas com 85 anos ou mais. O imunizante já está disponível no SUS para o início da vacinação desse público, ampliando a proteção contra a doença pneumocócica e suas formas graves, como pneumonia e meningite. O objetivo é contribuir para reduzir o risco de complicações, hospitalizações e óbitos entre as pessoas mais idosas. A estimativa é de que mais de 2,3 milhões de pessoas façam parte do público-alvo em todo o país.

Com o avançar da idade, as infecções pneumocócicas tendem a apresentar maior gravidade, risco de complicações e taxas de mortalidade mais elevadas. Entre os fatores que aumentam essa vulnerabilidade, estão o processo natural de envelhecimento do sistema imunológico (imunossenescência), e a maior frequência de comorbidades. Essas condições aumentam o risco de evolução desfavorável das infecções respiratórias, hospitalização e necessidade de cuidados intensivos. Além das consequências respiratórias, podem ocorrer comprometimentos cardíacos, renais e do sistema nervoso central, entre outros.

Dados nacionais reforçam a importância da proteção desse público. Entre pessoas idosas com 80 anos ou mais, a taxa de hospitalização por pneumonia de todas as causas foi de 3.097,7 por 100 mil habitantes em 2024 e de 2.902,7 por 100 mil em 2025. Já entre pessoas com 85 anos ou mais, a taxa de mortalidade por pneumonia foi de 758,1 óbitos por 100 mil habitantes em 2024 e de 743,1 por 100 mil em 2025.

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A nova vacina, a pneumo 20, incorporada no Calendário Nacional de Vacinação em junho deste ano para crianças menores de 5 anos, amplia a proteção contra 20 sorotipos de Streptococcus pneumoniae. A bactéria é apontada como a causa mais comum de infecções respiratórias em todas as faixas etárias. A vacinação é uma importante estratégia para prevenir a doença.

Distribuição das doses

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A distribuição das doses destinadas ao novo público-alvo começou neste mês de setembro. Os próximos envios serão definidos considerando, entre outros critérios, a população elegível, a média mensal de doses aplicadas e os estoques disponíveis nos estados.

A meta é vacinar pelo menos 90% das 2.337.775 pessoas com 85 anos ou mais estimadas no país. Para receber o imunizante, é necessário apresentar documento que comprove a idade, sem necessidade de prescrição médica.

Esquema de vacinação

A recomendação da Pneumo 20 considera o histórico de vacinação contra a doença e define diferentes condutas de acordo com as vacinas já recebidas. A orientação é a seguinte:

  • 85 anos ou mais, sem vacinação pneumocócica prévia: 1 dose única da Pneumo 20. 
  • Recebeu apenas 1 dose de Pneumo 13 ou Pneumo 15: 1 dose da Pneumo 20, respeitando intervalo mínimo de 2 meses. 
  • Recebeu apenas 1 dose de Pneumo 23: 1 dose da Pneumo 20, com intervalo mínimo de 1 ano. 
  • Recebeu 2 doses de Pneumo 23: não há indicação de Pneumo 20 na estratégia. 
  • Recebeu 1 dose de Pneumo 13 ou Pneumo 15 + 1 dose de Pneumo 23: não há indicação de Pneumo 20 na estratégia.
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A vacinação será ofertada nas unidades de saúde, por estratégias extramuros ou em domicílio. A orientação do Ministério da Saúde é realizar busca ativa das pessoas elegíveis sem registro das doses necessárias para conferir proteção ou com esquema incompleto, com prioridade para aquelas com dificuldade de acesso aos serviços, restrição de mobilidade, fragilidade, comorbidades, dependência funcional ou insuficiência de suporte familiar e social.

A pasta também recomenda aproveitar a oportunidade para atualizar as demais vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação do Idoso. Para pessoas de 60 a 84 anos acamadas ou institucionalizadas e com condições clínicas especiais, a pneumo 20 permanece disponível na estratégia especial já estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). A ampliação da vacinação para outras faixas etárias está prevista de forma gradativa, de acordo com critérios de vulnerabilidade e risco.

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Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

SAÚDE

Ministério da Saúde reforça preparação do SUS em Roraima diante dos impactos da seca e do El Niño

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O Ministério da Saúde realiza, nos dias 15 e 16 de setembro, uma visita técnica a Roraima para avaliar a capacidade de resposta do estado aos impactos da seca e da estiagem na saúde da população e no funcionamento dos serviços de saúde. A missão será conduzida pelo Departamento de Emergências em Saúde Pública (DEMSP), da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), em articulação com as secretarias de Atenção Especializada à Saúde (SAES), de Atenção Primária à Saúde (SAPS) e de Saúde Indígena (SESAI), além da Secretaria de Estado da Saúde de Roraima.

A iniciativa ocorre diante do agravamento das condições climáticas no estado. Em 2 de setembro, o Governo de Roraima decretou situação de emergência em razão da estiagem, classificada como desastre de nível 2, de média intensidade, pelo período de 180 dias. A atuação do El Niño, atualmente classificado como de intensidade muito forte, pode intensificar a seca nos próximos meses, aumentando o risco de incêndios florestais e os possíveis impactos sobre a população e a rede de saúde.

Os indicadores ambientais já apontam para o agravamento do cenário. Agosto de 2026 registrou o maior número de focos de calor da série histórica para o período em Roraima. Até 27 de agosto, foram contabilizadas 87 ocorrências, superando o recorde anterior, de 78 focos, registrado em 2023.

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Durante a visita, representantes do Ministério da Saúde e do estado vão apresentar o cenário da seca e da estiagem em Roraima, discutir as estratégias de preparação já existentes e avaliar as possibilidades de apoio federal. A programação prevê, ainda, a definição de uma estratégia de intervenção e a construção conjunta de um plano de ação para o enfrentamento dos impactos associados ao El Niño. No segundo dia da agenda, o plano será apresentado e pactuado entre os participantes.

Preparação do SUS

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A iniciativa em Roraima integra as ações de preparação e resposta do Ministério da Saúde diante de emergências relacionadas ao clima e ocorre em meio à mobilização nacional para preparar o SUS para os impactos do El Niño.

No início de setembro, gestores dos 26 estados e do Distrito Federal participaram de uma nova etapa de construção dos Planos Estaduais de Enfrentamento ao fenômeno, considerando os riscos, as necessidades e as vulnerabilidades de cada território. A atuação federal inclui o monitoramento de eventos como estiagens prolongadas, ondas de calor, incêndios florestais, baixa umidade, chuvas intensas e enchentes, com a produção de análises para orientar alertas, identificar áreas prioritárias, apoiar a preparação da rede de saúde e atualizar os planos de contingência.

Nesse trabalho, o Ministério da Saúde conta com oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), localizados em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Santarém (PA), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). Os centros reúnem e analisam dados climáticos e epidemiológicos para identificar riscos, apoiar a elaboração de planos de contingência e subsidiar a resposta do SUS diante de eventos extremos.

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A Força Nacional do SUS (FN-SUS) também está disponível para apoiar estados e municípios nas ações de assistência, conforme a necessidade e a avaliação técnica de cada ocorrência. O país conta, atualmente, com três bases regionais em funcionamento — em Porto Alegre, Salvador e Rio de Janeiro. Equipadas com posto médico avançado, comunicação via satélite e drones, as estruturas podem deslocar apoio para localidades de suas regiões de referência em até 12 horas. Outras seis bases estão previstas até o fim de 2026.

As iniciativas fazem parte de uma estratégia mais ampla de adaptação do setor saúde às mudanças climáticas. Apresentado durante a COP30, o AdaptaSUS — Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas — estabelece 27 metas e 93 ações até 2035, com previsão de R$ 9,8 bilhões em investimentos para a adaptação estrutural da rede de saúde.

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Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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