Tribunal de Justiça de MT
Diálogo e responsabilidade: o compromisso do TJMT com seus servidores
Venho manifestar meu compromisso e o do Tribunal de Justiça de Mato Grosso com o bem-estar de nossos servidores e com a valorização daqueles que, diariamente, contribuem para que o Judiciário estadual cumpra sua missão constitucional de prestar jurisdição à sociedade mato-grossense.
Reconheço as legítimas preocupações dos servidores quanto à questão salarial e quero reafirmar que estamos trabalhando, dentro dos limites da legalidade e da responsabilidade fiscal, para encontrar soluções justas e viáveis. O diálogo sempre foi e continuará sendo nossa principal ferramenta para construir caminhos que atendam aos anseios da categoria.
É importante esclarecer que, após aprovação do Pleno, o Tribunal de Justiça enviou, no final do ano passado, à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 1398/2025, propondo reajuste de 6,8% nos salários dos servidores. Aprovada pelos deputados estaduais, a medida representava nosso esforço em reconhecer e valorizar o trabalho de nossos colaboradores. Infelizmente, a proposta foi vetada pelo governador do Estado, decisão que escapa à nossa governabilidade, mas que não nos exime de continuar buscando alternativas.
Diante deste cenário, e em continuidade a discussões que já vinham sendo realizadas desde novembro, determinei a constituição de um grupo de trabalho que iniciará suas atividades na próxima semana. Este grupo terá a missão de realizar um levantamento técnico e criterioso da situação remuneratória dos servidores do TJ-MT.
Queremos dados concretos, informações precisas que nos permitam diagnosticar com clareza a situação e, a partir daí, construir propostas responsáveis e sustentáveis. Não se trata apenas de números, mas de pessoas, de famílias, de profissionais dedicados que merecem tratamento justo e digno.
Concluído este levantamento, convocaremos os representantes sindicais para um diálogo franco e produtivo. Acredito na força do debate respeitoso, na capacidade de construirmos juntos soluções que atendam aos interesses dos servidores sem comprometer a responsabilidade fiscal e a sustentabilidade do tribunal.
Contudo, preciso ser claro: o diálogo pressupõe boa-fé de ambas as partes. Negociar sob ameaça ou pressão não contribui para um ambiente construtivo. Por isso, manifestamos que as conversas serão mais produtivas em um clima de confiança mútua, sem a sombra de paralisações que prejudicariam, em última análise, a população que depende dos serviços judiciários.
Nosso compromisso é com a transparência, com a legalidade e, sobretudo, com a justiça – não apenas aquela que prestamos à sociedade, mas também aquela que devemos a quem trabalha conosco todos os dias. O TJMT continuará atuando para que nossos servidores tenham condições dignas de trabalho e remuneração compatível com a importância da função que exercem.
Estendo minha mão ao diálogo. Convido todos os servidores a acreditarem neste processo e a caminharem conosco na construção de soluções responsáveis e duradouras. Juntos, podemos avançar.
José Zuquim Nogueira é desembargador e presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso
Autor: Assessoria
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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Tribunal de Justiça de MT
Tribunal do Júri condena irmãos à pena máxima por assassinato de Raquel Cattani
O Tribunal do Júri da Comarca de Nova Mutum concluiu, nesta sexta-feira (23), o julgamento de Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, réus pelo assassinato da produtora rural Raquel Cattani, ocorrido em julho de 2024.
Após 16 horas de julgamento, o Conselho de Sentença, composto por sete jurados, decidiu pela condenação dos réus.
Os jurados reconheceram a prática do crime de homicídio e consideraram as seguintes qualificadoras: feminicídio, motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Pena aplicada
Ao final da sessão, a juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski fixou as seguintes penas:
Rodrigo Xavier Mengarde foi condenado à pena de 33 anos de reclusão, em regime fechado, sendo 30 anos o limite máximo de pena previsto na legislação penal brasileira, pelos crimes de homicídio e furto. Já Romero Xavier Mengarde, ex-marido de Raquel, deve cumprir 33 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, pena que corresponde, também , ao máximo legal permitido.
O caso
Raquel Cattani foi assassinada a facadas em sua residência, na zona rural de Nova Mutum, no dia 18 de julho de 2024. Segundo a acusação, o crime foi planejado por Romero, ex-marido da vítima, e executado por Rodrigo, irmão dele, mediante promessa de pagamento.
Com o encerramento do julgamento, os réus permanecem presos.
As fotos do julgamento estão disponíveis no Flickr do TJMT
Confira todos os detalhes da cobertura do Tribunal do Júri:
Caso Raquel Cattani: acompanhe as atualizações do Tribunal do Júri em Nova Mutum
Autor: Vitória Maria Sena
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]



