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Tensão na Câmara de Cuiabá: Maysa Leão questiona indicação de Abílio de Paula Calil para presidência

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A recente indicação da vereadora eleita Paula Calil (PL) para a presidência da Câmara Municipal de Cuiabá, feita pelo prefeito eleito Abílio Brunini (PL), gerou desconforto entre os parlamentares. A vereadora reeleita Maysa Leão (Republicanos) expressou insatisfação com a decisão antecipada, ressaltando a importância de um processo mais participativo na escolha da liderança do Legislativo.

“Houve um desconforto ao predeterminar quem seria a presidente e os demais cargos. É o momento de reunirmos o grupo que defende este projeto e discutirmos juntos”, afirmou Maysa. Ela está articulando uma chapa própria para disputar a presidência, buscando apoio tanto de vereadores reeleitos da oposição quanto de membros da base aliada, como Coronel Dias (Cidadania) e Rafael Ranalli (PL).

A possibilidade de uma mulher assumir a presidência da Câmara tem ganhado força, com nomes como Maysa Leão, Michelly Alencar (União) e Paula Calil sendo cogitados. Maysa destacou a necessidade de enfrentar o machismo estrutural na política: “Vivemos numa sociedade que nunca estranhou uma mesa 100% masculina. Agora é o momento de debatermos juntos para escolher o melhor nome para presidir e definir a composição dos cargos”.

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A situação evidencia a complexidade das articulações políticas na Câmara de Cuiabá, onde a busca por consenso e representatividade é fundamental para a condução dos trabalhos legislativos nos próximos anos.

CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Comissão especial realiza reunião e segue acompanhando investigação de suposto assédio

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Camile Souza | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá
A Comissão Especial de acompanhamento ao caso de suposto assédio cometido por um ex-servidor da Prefeitura de Cuiabá realizou, na tarde desta quinta-feira (12), reunião de trabalho na Câmara Municipal. O colegiado é composto pelas vereadoras Dra. Mara (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil) e Maria Avalone (PSDB).
Durante o encontro, as parlamentares discutiram os próximos encaminhamentos da comissão e reforçaram que o grupo segue acompanhando as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
A presidente da comissão, vereadora Dra. Mara, informou que, com o avanço das investigações, a expectativa é que na próxima semana sejam enviados convites para que a vítima e o suspeito possam prestar esclarecimentos à comissão.
“Nós estamos acompanhando as investigações, e provavelmente na próxima semana já teremos uma conclusão da Polícia Civil e faremos convites à vítima e ao suspeito para que a gente possa encerrar junto essa comissão de forma concreta, dando respostas à população”, afirmou a parlamentar.
A vereadora por Cuiabá Michelly Alencar destacou que a comissão especial representa um instrumento importante do Poder Legislativo para acompanhar denúncias dessa natureza.
Segundo a parlamentar, esta é a primeira vez que a Câmara Municipal cria uma comissão com esse formato para tratar de um caso relacionado a suposto assédio.
“A comissão é um instrumento legal do Legislativo que tem a possibilidade de receber esse tipo de denúncia. A investigação parlamentar de inquérito, que é a CPI, não é o foro adequado para casos como violência sexual. Essa é a primeira vez que esta Casa criou uma comissão especial e que a população sabe que a gente pode acompanhar casos como esse com total responsabilidade e transparência.”
Michelly também ressaltou que a iniciativa ocorre em um momento histórico para o Legislativo cuiabano, que conta atualmente com a maior legislatura feminina da história da Câmara.
 
Canal de denúncias
Outro ponto discutido durante a reunião foi a criação de um canal de denúncias, que será lançado em parceria com a Procuradoria da Mulher da Câmara de Cuiabá. A ferramenta será voltada ao atendimento de munícipes, servidores e qualquer pessoa que necessite registrar denúncias ou buscar orientação.
O canal já está disponível por meio do número (65) 99918-6507, que será divulgado pela Câmara Municipal para facilitar o acesso das vítimas e garantir que denúncias possam ser registradas com segurança.
“É importante dizer que um dos pontos fundamentais de deliberação desta Comissão foi o canal criado para denúncias. A Câmara vai liberar para todos e divulgar qual é o número. Então, todas as mulheres que tiverem uma denúncia a fazer, que não estavam se sentindo seguras ou à vontade, este canal será um meio onde essa vítima poderá fazer a sua denúncia, terá um acompanhamento adequado e todo o aparato de segurança da sua denúncia resguardado também”.
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