Pesquisar
Close this search box.

várias ações apontam abuso

Unimed é Acusada de Reajuste Abusivo de Até 157,55%

A Unimed Cuiabá enfrenta ações judiciais em 2025 por reajustes abusivos, que chegaram a 157,55%. Entenda as denúncias e os impactos dessas práticas no setor de saúde.

Publicado em

Unimed é acusada de reajuste abusivo de até 157,55%
Unimed é acusada de reajuste abusivo de até 157,55%

Um levantamento exclusivo feito pelo site ConexãoMT revela várias ações judiciais movidas contra a Unimed Cuiabá em 2025, mais de uma por dia, até o momento.

Além disso, várias denúncias mostram que as mensalidades dos planos de saúde sofreram reajustes abusivos, com aumentos que chegaram a 157,55%. Nesse contexto, os consumidores acusaram a operadora de aplicar os aumentos de forma unilateral e sem justificativas claras, o que resultou em uma série de processos na Justiça.

Principais questões levantadas nas ações

  1. Reajustes abusivos
    Os consumidores apontaram que os reajustes aplicados atingiram percentuais elevados, sem cálculos detalhados ou base documental que justificassem os aumentos. Por isso, o cenário foi interpretado como uma violação dos direitos à informação e à transparência contratual.
  2. Falta de transparência
    Além disso, a operadora não apresentou cálculos atuariais detalhados nem extratos pormenorizados para justificar os aumentos. Adicionalmente, a ausência de informações claras dificultou a compreensão dos consumidores sobre as práticas de reajuste.
  3. Reajustes por faixa etária
    A mudança de faixa etária foi um dos fatores mais contestados nas ações. Nesse contexto, consumidores idosos relataram aumentos acima de 70%, enquanto outros que já haviam ultrapassado a última faixa etária prevista no contrato também foram impactados por novos reajustes.
  4. Sinistralidade
    A Unimed Cuiabá alegou que os aumentos ocorreram devido ao aumento da sinistralidade. Entretanto, os consumidores argumentaram que não foram apresentados documentos contábeis que comprovassem essa justificativa.
  5. Planos coletivos
    Por fim, mesmo os planos coletivos, que não são regulados diretamente pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), tiveram os índices da agência adotados como referência pelos tribunais para avaliar abusividade.
Leia Também:  Brasil atinge metas para eliminar transmissão da hepatite B de mãe para filho e solicita certificação à OPAS/OMS

ANS limita a 6,91% o reajuste dos planos individuais e familiares

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabeleceu que o percentual máximo de reajuste dos planos de saúde individuais e familiares no período de maio de 2024 a abril de 2025 é de 6,91%. Adicionalmente, o índice reflete a variação das despesas assistenciais com base nos custos médicos e na frequência de utilização dos serviços de saúde.

Para calcular o reajuste, a ANS utiliza uma metodologia que combina a variação das despesas assistenciais com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Além disso, a Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda verificou os cálculos realizados pela ANS, destacando sua adequação ao equilíbrio econômico-financeiro das operadoras. Esse índice impacta aproximadamente 8 milhões de beneficiários no Brasil.

Repercussões jurídicas

  • Dever de Informação
    Os consumidores argumentaram que a ausência de informações claras sobre os reajustes infringe o princípio da boa-fé e o direito à transparência.
  • Nulidade dos Reajustes
    Por isso, as ações pedem que os aumentos abusivos sejam anulados. Além disso, os autores solicitam o recálculo das mensalidades e a restituição dos valores pagos em excesso.
  • Inversão do Ônus da Prova
    Adicionalmente, os tribunais aplicaram a inversão do ônus da prova, exigindo que a Unimed Cuiabá demonstre a legalidade dos reajustes aplicados.
  • Indenizações por Danos Morais e Materiais
    Além disso, os processos incluem pedidos de indenização por danos morais, devido ao impacto financeiro e emocional das práticas relatadas.
Leia Também:  Brasil entra na lista de 21 países com alta de novas infecções por HIV

Impactos no setor de saúde suplementar

Por fim, as decisões judiciais envolvendo a Unimed Cuiabá em 2025 podem estabelecer precedentes importantes. Esses desdobramentos são especialmente relevantes para os critérios de reajustes de planos de saúde e para a proteção de consumidores idosos.

As ações judiciais contra a Unimed Cuiabá em 2025 refletem uma crescente preocupação com a transparência e a equidade nos reajustes dos planos de saúde. Por isso, a controvérsia em torno dos aumentos de até 157,55% destaca a importância de práticas contratuais que respeitem os direitos dos consumidores e promovam o equilíbrio nas relações contratuais.

O outro lado

Advertisement

A Unimed foi procurada pela redação, mas até o fechamento da maéria não enviou nenhuma nota. As notas enviadas serão incluídas aqui.

Leia também: ALMT aprova lei que ameaça Amazônia Legal

DESTAQUE

PF avalia, mas não formaliza, inclusão de Flávio Bolsonaro em difusão prateada da Interpol no caso Dark Horse

Published

on

A Polícia Federal analisa a possibilidade de solicitar a inclusão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na difusão prateada (Silver Notice) da Interpol para rastrear recursos ligados ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Até o momento, no entanto, não há pedido formal confirmado em fontes oficiais.

A discussão ganhou força após o ministro do STF André Mendonça autorizar, em 23 de julho de 2026, a abertura de inquérito pela PF para apurar o destino de cerca de R$ 61 milhões repassados pelo ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, sob a justificativa de financiar a produção. A decisão seguiu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República e está conectada às investigações da Operação Compliance Zero, também sob relatoria de Mendonça.

Reportagens publicadas nesta quinta-feira (30) por O Globo, Correio Braziliense e Gazeta do Povo, citando investigadores, informam que a PF avalia a medida caso os mecanismos tradicionais de cooperação internacional se mostrem insuficientes. As mesmas reportagens registram explicitamente que ainda não existe pedido formal para incluir o senador na lista. O objetivo seria localizar eventuais ativos no exterior e verificar se os valores tiveram a destinação declarada ou se houve desvio de finalidade.

Leia Também:  Ministério da Saúde amplia recomendação de vacinação contra o sarampo em três municípios de São Paulo

A difusão prateada é ferramenta relativamente recente da Interpol, lançada em 2025 e ainda em fase de implementação. Diferente da difusão vermelha (focada em pessoas procuradas), ela visa a localização e o monitoramento de bens, contas e fluxos financeiros associados a investigações criminais, permitindo cooperação entre países-membros.

Antes da autorização do inquérito, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) enviou ofício à Polícia Federal e ao Escritório Central Nacional da Interpol no Brasil, em final de maio/início de junho de 2026. No documento, o parlamentar solicitou cooperação penal internacional e análise da possibilidade de emissão de Silver Notice ou instrumento equivalente para preservação e identificação de ativos relacionados ao financiamento do Dark Horse. O ofício cita Flávio Bolsonaro, Vorcaro, a produtora e estruturas financeiras nos Estados Unidos e em outros países. Trata-se de iniciativa parlamentar, não de ato da PF.

Advertisement

Em notas anteriores, Flávio Bolsonaro classificou como “falsa a insinuação” de irregularidades e afirmou que os aportes “foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos”. A defesa do senador também criticou a divulgação de informações sobre eventuais medidas cautelares ou de cooperação internacional sem base em documentos oficiais.

Leia Também:  Polícia indicia maestro por assédio e constrangimento em Cuiabá

Até esta data, não foram localizados comunicados oficiais da Polícia Federal, decisões públicas do STF autorizando especificamente a difusão prateada em relação a Flávio Bolsonaro, nem registros da Interpol confirmando pedido ou emissão da medida. Qualquer formalização dependeria de solicitação da PF, autorização judicial (no caso de autoridades com foro privilegiado) e trâmites de cooperação internacional.

A investigação segue em curso. O inquérito autorizado por Mendonça busca esclarecer a origem, o fluxo e o destino dos recursos enviados sob a justificativa de financiar a produção cinematográfica.

 

Leia também:

Advertisement

“Isso aqui é o matadouro”: vídeo mostra cães mortos e vivos em barracão sem luz do Zoonoses de Cuiabá

EXCLUSIVO:compras pela internet: o guia completo dos direitos do consumidor

EXCLUSIVO:Mato Grosso mata mais mulheres por serem mulheres;revela anunário

EXCLUSIVO: ex-assessor acusa deputado Dr. João de confiscar salários e manter funcionários fantasmas;VÍDEO

Glifosato aparece em 31 de 75 ultraprocessados testados pelo Idec, saiba quais

Advertisement
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA