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Tribunal de Justiça de MT

TJMT apresenta modernização da gestão de precedentes para comissão da OAB-MT

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O trabalho do Núcleo de Gerenciamento de Precedentes e de Ações Coletivas (Nugepnac) do Judiciário de Mato Grosso foi apresentado à Comissão de Direito Sindical da OAB-MT. Funcionamento, histórico e avanços das atividades desenvolvidas pelo núcleo foram demonstrados em reunião realizada na sexta-feira (17).

A apresentação foi feita pelo assessor de estatística do Nugepnac, Rafael Luís da Silva Maciel, que apontou iniciativas como a criação de banco de dados de precedentes relacionados a todos os órgãos do sistema judiciário brasileiro. Rafael falou ainda sobre os impactos das Resoluções 235/2016, 286/2019 e 444/2022 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Outra medida apresentada pelo assessor de estatística foi o novo site, hospedado no portal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A ferramenta é voltada a advogados, magistrados, assessores e servidores, oferecendo maior facilidade e eficácia no acompanhamento de processos.

“O objetivo do Nugepnac é garantir maior eficiência no acompanhamento da tramitação e do julgamento de ações envolvendo direitos coletivos. Com esse trabalho de modernização, conseguimos proporcionar agilidade e segurança jurídica para magistrados, servidores do Poder Judiciário e profissionais do direito”, explicou Rafael.

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O presidente da Comissão de Direito Sindical, Bruno Boaventura, destacou a importância de conhecer o funcionamento do Nugepnac. “Somos membros do Direito Sindical e isso significa que rotineiramente temos contato com decisões coletivas. Então, essas informações são valiosas para a nossa atuação. Podemos sempre utilizar essa ferramenta para ganhar efetividade no exercício do direito”, disse.

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Também participaram do encontro a gestora do Nugepnac, Carla Rosana Pacheco, a vice-presidente da Comissão de Direito Sindical, Nayara Torquato, e os membros efetivos Marco Aurélio dos Anjos, Alexandre Ultramari, Taiana Carvalho, Ignez Linhares e Leile Dayane Oliveira Lelis.

Nugepnac

Criado pela Resolução 07/2021 do TJMT e vinculado à Vice-presidência, o núcleo tem como responsabilidade a gestão sistemática dos precedentes qualificados previstos no Código de Processo Civil (CPC) de 2015. Fazem parte desse grupo a repercussão geral, recursos repetitivos, incidentes de resolução de demandas repetitivas e incidente de assunção de competência.

Resoluções explicadas

Resolução 235/2016: Dispõe sobre a padronização de procedimentos administrativos decorrentes de julgamentos de repercussão geral, de casos repetitivos e de incidente de assunção de competência previstos na Lei 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil) nos órgãos do sistema judiciário.

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Resolução 286/2019: Altera a Resolução CNJ nº 235, de 13 de julho de 2016, que dispõe sobre a padronização de procedimentos administrativos decorrentes de julgamentos de repercussão geral, de casos repetitivos e de incidente de assunção de competência previstos na Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil) nos órgão do sistema judiciário.

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Resolução 444/2022: Institui o Banco Nacional de Precedentes (BNP) para consulta e divulgação por órgãos e pelo público em geral de precedentes judiciais, com ênfase nos pronunciamentos judiciais listados no art. 927 do Código de Processo Civil em todas as suas fases processuais.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

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Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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