AGRONEGÓCIO
Goiaba irrigada: Embrapa lança guia técnico para aumentar produtividade no Nordeste
A Embrapa Meio-Norte disponibilizou uma nova cartilha técnica com orientações completas para elevar a produtividade da goiaba irrigada no Nordeste brasileiro. O material foi desenvolvido com foco em produtores rurais e reúne recomendações atualizadas sobre manejo, escolha de cultivares e práticas eficientes de cultivo.
A publicação tem como objetivo apoiar a tomada de decisão no campo, contribuindo para maior rendimento, qualidade dos frutos e sustentabilidade da produção. O acesso ao conteúdo é gratuito e pode ser realizado por meio do site da instituição.
Produção nacional e importância da cultura
A goiabeira se destaca pela alta adaptabilidade a diferentes condições climáticas e de solo, o que permite seu cultivo em diversas regiões do Brasil, tanto em pequenas quanto em grandes propriedades.
De acordo com dados mais recentes, o Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial de produção de goiaba, com cerca de 582,8 mil toneladas colhidas em uma área de 22,4 mil hectares (safra 2023). Os estados de São Paulo e Pernambuco lideram a produção nacional.
A fruta possui amplo mercado, sendo destinada tanto ao consumo in natura quanto à agroindústria, na produção de derivados como goiabada, geleias, polpas, sucos e sorvetes.
Conteúdo técnico e recomendações
A cartilha da Embrapa aborda, de forma didática e prática, os principais fatores que impactam o desempenho da cultura. Entre os temas tratados, destacam-se:
- Condições ideais de clima e solo
- Seleção de cultivares, como Paluma, Rica, Século XXI, Pedro Sato e Cortibel
- Uso de porta-enxertos resistentes a nematoides, principal praga da cultura
- Produção de mudas de qualidade
- Implantação e preparo do pomar
- Definição de espaçamento adequado
- Manejo do plantio e condução das plantas
O material também detalha técnicas essenciais para o aumento da produtividade e qualidade dos frutos, incluindo:
- Raleio e ensacamento
- Manejo da cobertura do solo
- Estratégias de irrigação e fertirrigação
- Controle de pragas e doenças
- Tecnologia aplicada ao campo
Com linguagem acessível e foco na aplicação prática, a publicação busca facilitar a adoção de tecnologias pelos produtores, promovendo maior eficiência no uso de recursos e redução de perdas no campo.
A iniciativa reforça o papel da pesquisa agropecuária no desenvolvimento da fruticultura irrigada, especialmente em regiões com desafios climáticos, como o Nordeste.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Dia Mundial do Atum destaca benefícios do pescado para a saúde cardiovascular e reforça consumo consciente
Celebrado em 2 de maio, o Dia Mundial do Atum reforça a importância do pescado na alimentação global e destaca seus benefícios para a saúde, especialmente na proteção cardiovascular. Rico em proteínas de alto valor biológico, vitaminas e ácidos graxos essenciais, o atum vem conquistando espaço crescente na mesa dos brasileiros.
No Brasil, cerca de 25 mil toneladas de atum são capturadas anualmente, segundo o Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura (Conepe), consolidando o pescado como uma importante fonte proteica no país.
Além do mercado interno aquecido, o segmento global de conservas de atum e sardinha segue em expansão. A projeção é de que o setor alcance US$ 16,38 bilhões em 2026 e ultrapasse US$ 27,74 bilhões até 2035, com crescimento médio anual de 6,03%.
Atum é aliado da saúde do coração
Especialistas destacam que o principal diferencial nutricional do atum está na elevada concentração de ômega-3, especialmente os ácidos graxos EPA e DHA, amplamente reconhecidos por seus efeitos protetores ao sistema cardiovascular.
Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o consumo regular do pescado integra uma dieta cardioprotetora e oferece diversos benefícios ao organismo.
Entre os principais efeitos positivos estão:
- Redução dos triglicerídeos: Os ácidos graxos ajudam no controle dos lipídios circulantes no sangue.
- Melhora da circulação sanguínea: O ômega-3 favorece a saúde do endotélio, camada interna dos vasos sanguíneos.
- Ação anti-inflamatória: Auxilia na redução de inflamações sistêmicas associadas ao risco cardiovascular.
- Proteção contra arritmias: Contribui para a estabilização do ritmo cardíaco.
Além disso, o atum é fonte relevante de:
- Vitamina B12
- Vitamina D
- Selênio
- Proteínas de alta digestibilidade
Consumo exige equilíbrio
Apesar dos benefícios, especialistas alertam para o consumo moderado, principalmente devido à presença de mercúrio, substância que tende a se concentrar em peixes de grande porte.
O nutricionista e professor da Afya São João del-Rei, Dr. Marcio Augusto Trindade, explica que a exposição excessiva ao metal pode causar efeitos tóxicos, especialmente em grupos mais sensíveis.
Gestantes, lactantes e crianças devem ter atenção redobrada, já que o mercúrio pode interferir no desenvolvimento neurológico.
A recomendação geral é consumir atum de duas a três vezes por semana, alternando com pescados de menor concentração de mercúrio, como a sardinha.
Atum enlatado mantém benefícios
O especialista destaca ainda que o atum enlatado preserva boa parte de suas propriedades nutricionais, especialmente proteína e ômega-3, sendo uma opção prática para o dia a dia.
No entanto, alguns cuidados são importantes:
- Dar preferência às versões conservadas em água
- Optar por produtos com menor teor de sódio
- Observar o tipo de espécie utilizada
Espécies menores, como o atum light enlatado, costumam apresentar níveis mais baixos de mercúrio quando comparadas a espécies maiores, como a albacora.
Consumo global segue em alta
Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostram que o pescado já representa 51% do consumo mundial de proteínas de origem animal.
A produção global supera 185 milhões de toneladas, sendo mais da metade proveniente da aquicultura.
O consumo per capita praticamente dobrou desde a década de 1960, passando de 9,1 quilos para 20,7 quilos por pessoa ao ano em 2022.
As projeções indicam que, até 2030, a demanda mundial exigirá cerca de 24 milhões de toneladas adicionais de pescado por ano.
O avanço reflete a busca crescente por proteínas mais saudáveis, sustentáveis e funcionais, cenário que coloca o atum em posição estratégica no mercado global de alimentos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
DESTAQUE6 dias agoProjeto capacita 30 adolescentes como condutores mirins de turismo em Chapada dos Guimarães
-
VÁRZEA GRANDE7 dias agoSecretaria de Saúde vai reforçar meta de vacinação com busca ativa de servidores
-
AGRONEGÓCIO4 dias agoCorte de 26% em agência americana pode gerar prejuízo ao agronegócio brasileiro;entenda
-
DESTAQUE3 dias agoBolsonaro passa por cirurgia no ombro e segue em observação no DF Star




