AGRONEGÓCIO
Outono impulsiona leilões pecuários e maio consolida temporada aquecida de remates no Sul do Brasil
A chegada do outono vem impulsionando o mercado pecuário no Sul do Brasil e fortalecendo o calendário de remates em 2026. Tradicionalmente considerada uma das épocas mais estratégicas para a atividade, a estação amplia as oportunidades de negócios, reposição de plantel e investimentos em genética de alto desempenho.
Neste cenário, o mês de maio surge como um dos principais termômetros da temporada de leilões, reunindo uma agenda intensa e diversificada de eventos voltados à comercialização de animais. O movimento reforça o momento positivo vivido pela pecuária, especialmente entre produtores que buscam maior eficiência produtiva e valorização do rebanho.
A programação da Parceria Leilões acompanha esse aquecimento do setor com uma série de remates ao longo do mês, envolvendo diferentes categorias de animais e perfis de negócios. Parte da agenda ocorre simultaneamente a eventos tradicionais da pecuária gaúcha, como a feira de Uruguaiana, considerada uma importante vitrine para o mercado regional.
Mesmo com a concentração de grandes remates em datas estratégicas, o calendário mantém diversidade de ofertas e oportunidades comerciais durante todo o período, ampliando o alcance junto a investidores, criadores e pecuaristas.
Demanda por genética e produtividade fortalece mercado pecuário
A expectativa do setor é de leilões firmes, com boa liquidez e valorização de animais que apresentem genética consistente, desempenho produtivo e potencial de rentabilidade. O avanço da busca por eficiência na pecuária segue impulsionando decisões mais estratégicas dentro das propriedades rurais.
Segundo o leiloeiro Fábio Crespo, o mercado já demonstra sinais claros de fortalecimento nesta temporada.
“Já percebemos um aquecimento importante nos remates, e maio chega confirmando esse ritmo. Teremos um mês intenso, com uma agenda cheia e oportunidades para todos os perfis de clientes. A expectativa é de leilões com boa liquidez, disputa e valorização, tanto para quem vende quanto para quem compra. Estamos preparados para entregar uma oferta qualificada e acompanhar essa demanda crescente do mercado”, destaca.
Maio deve definir o ritmo da temporada pecuária em 2026
Com uma agenda robusta de remates e um ambiente favorável para negócios, o outono se consolida mais uma vez como um dos períodos mais relevantes para a pecuária brasileira. A combinação entre oferta qualificada, demanda aquecida e valorização genética deve sustentar o bom desempenho dos leilões ao longo da temporada.
Nesse contexto, maio tende a assumir papel decisivo para definir o ritmo do mercado pecuário em 2026, consolidando tendências de investimento, liquidez e fortalecimento da cadeia produtiva no Sul do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Brasil amplia produção de biocombustíveis sem comprometer segurança alimentar, aponta setor
O avanço dos conflitos geopolíticos e a volatilidade do petróleo recolocaram os biocombustíveis no centro das discussões globais sobre segurança energética e sustentabilidade. Em meio a esse cenário, o Brasil desponta como um dos poucos países capazes de expandir a produção de energia renovável sem comprometer a oferta de alimentos.
A combinação entre disponibilidade de terras agricultáveis, ganhos constantes de produtividade e adoção de tecnologia no campo fortalece a posição brasileira como líder potencial da nova economia verde. Etanol de cana-de-açúcar, biodiesel à base de soja, biometano e o Combustível Sustentável de Aviação (SAF) aparecem entre as principais apostas para reduzir a dependência mundial dos combustíveis fósseis.
Ao contrário de outros mercados, onde o crescimento dos biocombustíveis gera preocupação sobre disputa por áreas agrícolas, o Brasil apresenta um cenário mais equilibrado. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a produção nacional de grãos já supera 300 milhões de toneladas e pode alcançar entre 353,4 milhões e 354,7 milhões de toneladas na safra 2026. A área cultivada também deve crescer cerca de 3,3%, chegando a 84,4 milhões de hectares.
Segundo Luís Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, o país reúne condições técnicas e estruturais para avançar simultaneamente nas duas frentes.
“O Brasil não apenas possui escala produtiva, mas também tecnologia e conhecimento acumulado para aumentar a produção sem necessariamente ampliar novas áreas agrícolas. Isso é fundamental para garantir que os biocombustíveis avancem sem competir diretamente com a produção de alimentos”, afirma.
Tecnologia e fertilizantes impulsionam produtividade no campo
O crescimento sustentável da agropecuária brasileira vem sendo sustentado por práticas como agricultura de precisão, integração lavoura-pecuária-floresta e biotecnologia aplicada às lavouras. Essas ferramentas permitem elevar a produtividade por hectare e reduzir a pressão sobre novos territórios.
Nesse contexto, os fertilizantes desempenham papel estratégico para garantir safras mais robustas e eficientes.
“Os fertilizantes são aliados da intensificação sustentável. Eles possibilitam produzir mais em menos espaço, preservando biomas e atendendo simultaneamente à crescente demanda global por alimentos e energia”, explica Schiavo.
Além da eficiência agrícola, o Brasil conta com uma matriz energética relativamente limpa e uma cadeia agroindustrial consolidada, capaz de transformar diferentes matérias-primas em energia renovável em larga escala.
Diversificação reduz competição entre energia e alimentos
Outro diferencial brasileiro está na diversidade de insumos utilizados na produção de biocombustíveis. Além da cana-de-açúcar e da soja, o setor vem ampliando o aproveitamento de resíduos agrícolas, biomassa e dejetos orgânicos, reduzindo riscos de competição direta com a produção de alimentos.
Para especialistas do setor, o debate global precisa deixar de tratar energia e alimentação como agendas opostas.
“A discussão não deve ser ‘alimento versus energia’, mas sim como integrar essas demandas de forma inteligente e sustentável. O Brasil tem potencial para liderar esse movimento global justamente por conseguir avançar nas duas áreas com responsabilidade”, conclui o CEO da Naval Fertilizantes.
Com isso, a expansão dos biocombustíveis passa a ser vista não apenas como alternativa ao petróleo, mas como uma oportunidade estratégica para consolidar o Brasil como protagonista de uma economia mais limpa, eficiente e alinhada aos desafios da segurança alimentar mundial.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
CONSUMIDOR5 dias agoAnvisa suspende e manda recolher produtos Ipê
-
CLIMA5 dias agoInmet aponta queda de até 12 graus nas máximas em Cuiabá entre sexta-feira e domingo
-
DESTAQUE3 dias agoNovo Desenrola Fies oferece descontos de até 99% para estudantes
-
POLÍCIA6 dias agoHomem é preso por porte ilegal de arma e ameaça em Santo Antônio de Leverger




