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Consumo alto e avanço nas exportações projeta semestre equilibrado

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A suinocultura brasileira consolida sua trajetória de expansão e ganha cada vez mais protagonismo no prato do consumidor. Impulsionado por um salto histórico no consumo interno e pelo ritmo acelerado dos embarques para o exterior, o setor projeta um cenário de maior equilíbrio e recuperação das margens para o segundo semestre deste ano.

Os números mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam o bom momento da atividade no campo. No primeiro trimestre, o abate de suínos registrou um crescimento de 5,49% em número de cabeças na comparação com o mesmo período do ano passado. O volume de carcaças acompanhou a tendência de alta, subindo 2,64%.

Para ajudar a enxugar o mercado interno diante dessa maior oferta, as exportações de carne suína deram um salto de 15,27% no mesmo intervalo, demonstrando a forte demanda internacional pelo produto brasileiro.

O maior destaque do setor está na mudança de hábito do consumidor brasileiro. De acordo com dados compilados por analistas de mercado, o consumo per capita de carne suína deu um salto de 40,37% no acumulado entre 2015 e 2025. O desempenho supera com folga o da carne bovina (que cresceu 18%) e o da carne de frango (que recuou 3,28% no período). No ano passado, cada brasileiro consumiu, em média, 20,3 quilos de carne suína — um patamar recorde para o País.

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Mesmo com o crescimento consolidado, o setor enxerga um enorme potencial de expansão em regiões como o Nordeste, onde o consumo ainda é considerado baixo, abrindo uma nova fronteira para o escoamento da produção.

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A forte oferta de proteína no mercado doméstico gerou um ajuste técnico nos preços pagos ao produtor nos últimos meses. Segundo dados do Cepea/Esalq, a cotação média da carcaça, que chegou a atingir R$ 15,10 o quilo no final de 2024, opera atualmente na casa dos R$ 8,70.

Embora o patamar atual exija atenção e uma gestão rigorosa dos custos da porteira para dentro — já que em algumas praças o valor flutua próximo ao custo de produção —, lideranças do setor avaliam o cenário com otimismo estratégico. A leitura é de que o preço mais acessível na gôndola funciona como uma janela de oportunidade para fidelizar o consumidor e conquistar novas fatias de mercado.

Segundo especialistas do setor, o preço competitivo em relação a outras proteínas estimula o brasileiro a diversificar o cardápio diário, acelerando o giro nos supermercados e preparando o terreno para a recuperação dos preços no campo nos próximos meses.

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Para impulsionar as vendas e aproximar ainda mais o produtor do varejo, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) lançou, na última quinta-feira (21), em São Paulo, a 14ª Semana Nacional da Carne Suína. A campanha, realizada em parceria com as principais redes de supermercados do País, ocorrerá entre os dias 1º e 19 de junho.

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Representantes do setor acreditam que ações promocionais estruturadas ajudam a quebrar antigos preconceitos que ainda restam sobre a proteína. O argumento do setor técnico é robusto: o Brasil adota os mais rigorosos padrões sanitários do mundo, o que permite ao País exportar para mercados altamente exigentes, como o Japão e a Coreia do Sul.

Com a expectativa de que o mercado se autoregule e encontre preços mais equilibrados a partir do segundo semestre, a projeção é de que a suinocultura brasileira mantenha seu ritmo consistente de crescimento, projetado em cerca de 4% para este ano.

Fonte: Pensar Agro

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Falta de chuva ameaça milho safrinha em Goiás enquanto etanol de milho acelera demanda pelo cereal

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A diminuição das chuvas em Goiás desde abril acendeu o alerta no setor produtivo e aumentou a preocupação com o desenvolvimento do milho segunda safra no estado. Em um momento decisivo para o enchimento de grãos, a redução da umidade do solo já começa a impactar lavouras e coloca o clima no centro das atenções do mercado.

As informações constam na edição de maio do informativo Agro em Dados, divulgada pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás. O levantamento mostra que boa parte das áreas cultivadas no Brasil atravessa fases altamente sensíveis ao déficit hídrico.

Na primeira semana de maio de 2026, cerca de 33% das lavouras brasileiras de milho estavam em fase de floração, enquanto 54,2% se encontravam em enchimento de grãos — estágios que exigem maior disponibilidade de água para garantir bom potencial produtivo.

Clima preocupa produtores e mercado

Em Goiás, a irregularidade climática ampliou as incertezas sobre a produtividade da segunda safra, especialmente diante da persistência do tempo seco nas principais regiões produtoras.

O milho safrinha representa atualmente a maior parcela da produção nacional do cereal e possui forte peso na formação da oferta brasileira. Por isso, qualquer perda causada pelo clima pode impactar diretamente o abastecimento interno, os preços e o ritmo das exportações.

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A preocupação ocorre justamente em um cenário de maior disponibilidade global do cereal, fator que já vinha pressionando as cotações ao longo das últimas semanas.

Preços do milho recuam com oferta elevada

Segundo o relatório, os preços do milho registraram queda de 4,2% em abril na comparação com março.

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A pressão veio tanto do mercado internacional quanto do ambiente doméstico.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou as projeções de produção e estoques globais para a safra 2025/26, fortalecendo a percepção de ampla oferta mundial do cereal.

No Brasil, o ritmo mais lento das negociações e os estoques disponíveis também contribuíram para limitar reações mais fortes nos preços.

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De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os estoques finais brasileiros da safra 2025/26 devem alcançar 12,8 milhões de toneladas, volume acima da média das últimas cinco temporadas e próximo ao registrado no ciclo anterior.

O cenário reforça a expectativa de maior disponibilidade de milho no mercado interno ao longo do ano.

Etanol de milho ganha força em Goiás

Apesar do ambiente de pressão sobre os preços, o consumo doméstico continua sustentado pelo avanço da indústria de etanol de milho, segmento que vem expandindo rapidamente em Goiás.

O estado consolidou-se como um dos principais polos de crescimento da produção do biocombustível no país.

Dados da Conab mostram que a fabricação de etanol de milho em Goiás saltou de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19 para 841,6 milhões de litros na temporada 2025/26.

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O crescimento superior a quatro vezes em poucos anos reforça a importância crescente da agroindústria na absorção da produção estadual de milho e ajuda a sustentar a demanda interna pelo cereal.

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Além do etanol, o setor também impulsiona a produção de coprodutos utilizados na nutrição animal, ampliando a integração entre agricultura, energia e pecuária.

Exportações de milho perdem ritmo, mas derivados avançam

No mercado externo, Goiás registrou retração nas exportações de milho entre janeiro e março de 2026, tanto em valor quanto em volume embarcado.

Entre os fatores que explicam o desempenho está a redução do número de países compradores no período.

Em contrapartida, os produtos derivados do milho apresentaram crescimento expressivo nas exportações.

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Itens como amido, farinha, óleo e milho doce preparado atingiram o maior valor exportado da série histórica para o primeiro trimestre.

O avanço foi impulsionado pela ampliação do número de mercados compradores, que chegou a 25 países, além do crescimento das aquisições por destinos como Países Baixos, Argentina, Bélgica e México.

Mercado acompanha clima e demanda interna

Com o avanço da colheita da segunda safra se aproximando, o mercado deve continuar monitorando de perto as condições climáticas em Goiás e em outras regiões produtoras do Centro-Oeste.

Ao mesmo tempo, o fortalecimento da indústria de etanol de milho mantém perspectivas positivas para o consumo interno, ajudando a equilibrar parte da pressão provocada pelo aumento da oferta global e pelos estoques mais elevados no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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