Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Focus eleva projeção da inflação para 2026 e mercado reduz expectativa para o dólar, aponta Banco Central

Publicado em

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central revisaram para cima as projeções de inflação para 2026 e 2027, segundo os dados mais recentes do Relatório Focus. O levantamento também mostrou redução nas expectativas para o dólar nos próximos anos, enquanto o mercado mantém previsão de juros elevados diante do cenário inflacionário ainda pressionado.

A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 subiu de 4,92% para 5,04%, permanecendo acima da meta oficial de inflação, fixada em 3,00%. O movimento reforça a percepção de que o processo de desaceleração dos preços deverá ocorrer de forma mais lenta do que o esperado anteriormente.

No caso dos preços administrados — aqueles controlados por contratos ou pelo setor público — a projeção passou de 4,93% para 4,99% em 2026. Já a expectativa para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), indicador amplamente utilizado em contratos de aluguel e reajustes, avançou de 5,63% para 5,91%.

Para 2027, o mercado financeiro também elevou levemente a previsão para o IPCA, de 4,00% para 4,01%. A expectativa para os preços administrados subiu de 3,80% para 3,81%, enquanto a projeção do IGP-M permaneceu estável em 4,00%.

Leia Também:  Dólar oscila em torno de R$ 5 e mercado acompanha tensão geopolítica entre Irã e EUA; Ibovespa segue no radar dos investidores
PIB tem revisão positiva para 2026, mas perde força em 2027

As perspectivas para o crescimento econômico brasileiro apresentaram comportamento misto. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 avançou de 1,85% para 1,89%, indicando expectativa de atividade econômica ainda resiliente, apesar do ambiente de juros elevados.

Advertisement

Por outro lado, a projeção para 2027 recuou de 1,77% para 1,70%, sinalizando desaceleração gradual da economia brasileira no médio prazo.

O próprio Banco Central projeta expansão de 1,6% para a economia em 2026, conforme divulgado na edição mais recente do Relatório de Política Monetária (RPM), publicada em março.

Mercado mantém expectativa de Selic elevada

A pesquisa Focus manteve em 13,25% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, a Selic está em 14,50% ao ano, o que indica expectativa de redução de 1,25 ponto percentual até o encerramento do próximo ano.

Há quatro semanas, a estimativa para a Selic em 2026 era de 13,00%, mostrando que o mercado passou a acreditar em um ritmo mais lento de cortes nos juros.

Leia Também:  Crise no petróleo acelera corrida por biocombustíveis e deve impulsionar fusões no setor de energia

Para 2027, a previsão permaneceu em 11,25%, acima da estimativa registrada há um mês, quando o mercado projetava taxa de 11,00%.

Advertisement
Dólar tem projeção reduzida para os próximos anos

As expectativas para o câmbio tiveram leve ajuste para baixo. A projeção para o dólar em 2026 caiu de R$ 5,20 para R$ 5,17. Já para 2027, a estimativa recuou de R$ 5,27 para R$ 5,26 por dólar.

Na comparação com as previsões de quatro semanas atrás, o mercado demonstra percepção de maior estabilidade cambial, apesar das incertezas fiscais e do cenário internacional ainda volátil.

O Relatório Focus segue sendo um dos principais termômetros das expectativas econômicas do mercado financeiro brasileiro, influenciando decisões de investidores, empresas e agentes do agronegócio em relação a crédito, câmbio, inflação e custo de produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:

AGRONEGÓCIO

Mato Grosso deve ampliar produção de etanol em 16% na safra 2026/27 e reforça liderança nacional em biocombustíveis

Published

on

Mato Grosso deve consolidar ainda mais sua posição estratégica no setor brasileiro de biocombustíveis na safra 2026/27. Projeção divulgada pelo Bioind-MT, com elaboração do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta crescimento de 16,08% na produção estadual de etanol, que poderá atingir 8,44 milhões de metros cúbicos no próximo ciclo.

O avanço será liderado principalmente pelo etanol de milho, segmento em que Mato Grosso já responde por 62% da produção nacional de etanol de cereais. O crescimento também será sustentado pela entrada de novas plantas industriais e pela ampliação da moagem de milho destinada à produção de biocombustíveis.

Segundo o presidente do Bioind-MT e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o setor ganha importância crescente na matriz energética brasileira e no processo de descarbonização dos transportes.

“O avanço do etanol de milho fortalece a segurança energética e amplia o papel estratégico do Brasil na oferta de combustíveis renováveis, inclusive para setores como aviação e navegação marítima”, afirma.

Produção de etanol de milho deve crescer quase 19%

Antes mesmo da safra 2026/27, Mato Grosso já deve encerrar o ciclo 2025/26 com forte expansão na produção de etanol. A estimativa aponta crescimento de 8,52%, alcançando 7,27 milhões de metros cúbicos, enquanto a produção nacional deverá ficar praticamente estável, com leve alta de 0,22%.

Com esse desempenho, o estado mantém a segunda posição no ranking brasileiro de produção de etanol, atrás apenas de São Paulo.

Advertisement

Na safra atual, a produção de etanol de milho deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos, avanço de 9,89% em relação ao ciclo anterior. Já o etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos, com crescimento mais moderado de 1,37%.

Para 2026/27, a expectativa é de aceleração ainda maior no segmento de milho. A produção deverá subir 18,67%, alcançando 7,33 milhões de metros cúbicos. O etanol de cana, por sua vez, deve crescer 1,42%, chegando a 1,11 milhão de metros cúbicos.

O levantamento também mostra expansão significativa da moagem de milho para etanol. O volume processado deve atingir 13,81 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 10,45%. Já para 2026/27, a projeção é de crescimento de 18,52%, totalizando 16,36 milhões de toneladas.

A entrada de duas novas plantas industriais no estado aparece como um dos principais fatores de impulso para o setor.

Cadeia de coprodutos amplia relevância econômica

Além do combustível, a indústria de etanol de milho segue fortalecendo a produção de coprodutos utilizados principalmente na nutrição animal e na indústria de alimentos.

Advertisement

A produção de DDG e DDGS — coprodutos proteicos derivados do processamento do milho — deverá crescer 16,14% na safra 2026/27, chegando a 3,41 milhões de toneladas.

Já a produção de óleo de milho deve avançar 12,9%, alcançando 338,9 mil toneladas.

No segmento sucroenergético, a moagem de cana-de-açúcar deverá permanecer praticamente estável no próximo ciclo, com previsão de 18,61 milhões de toneladas, alta de 0,39%.

A produção de açúcar, por outro lado, poderá registrar leve retração de 1,42%, ficando em 579,7 mil toneladas.

Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, o setor vem ampliando sua participação em diferentes segmentos da economia.

Advertisement

“A cadeia de bioenergia em Mato Grosso amplia sua relevância na produção de combustíveis renováveis, coprodutos para nutrição animal, óleo vegetal, bioenergia e créditos de descarbonização”, destaca.

Mato Grosso pode dobrar produção até 2033

As projeções de longo prazo indicam continuidade do forte crescimento da indústria de biocombustíveis no estado.

Segundo o levantamento, Mato Grosso poderá alcançar produção de 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34 — mais que o dobro do volume estimado para o ciclo atual.

O estudo também destaca os impactos ambientais positivos da cadeia de bioenergia. Desde o início do programa de Créditos de Descarbonização (CBIOs), o setor já contribuiu para mitigação equivalente a 189,64 milhões de toneladas de CO₂, sendo 40,06 milhões de toneladas apenas em 2025.

Além da relevância energética e ambiental, a cadeia produtiva do etanol em Mato Grosso também amplia sua importância econômica e social. Atualmente, o setor gera mais de 12 mil empregos diretos e movimenta arrecadação superior a R$ 2,5 bilhões em ICMS no estado.

infograf-etanol

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Irrigação impulsiona produtividade, renda e empregos no agronegócio brasileiro, aponta estudo da ABIMAQ e USP/ESALQ
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA