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AGRONEGÓCIO

Ureia cai pela quinta semana nos portos brasileiros com demanda global enfraquecida

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Os preços da ureia nos portos brasileiros recuaram pela quinta semana consecutiva, refletindo a forte retração da demanda global por fertilizantes nitrogenados. O movimento tem pressionado o mercado internacional e ampliado a cautela dos compradores brasileiros diante de relações de troca ainda desfavoráveis.

A avaliação é do analista de inteligência de mercado da StoneX, Tomás Pernías, que aponta um cenário de baixo interesse comprador no mercado internacional como principal fator para a sequência de quedas nas cotações.

Segundo o especialista, a demanda global por nitrogenados segue extremamente enfraquecida, reduzindo o ritmo das negociações e aumentando a pressão baixista sobre os preços da ureia nos principais mercados exportadores.

Preço da ureia recua 20% nos portos do Brasil

Atualmente, a ureia é negociada abaixo de US$ 635 por tonelada nos portos brasileiros, acumulando desvalorização próxima de 20% em relação aos picos registrados semanas atrás.

Apesar da retração recente, os preços ainda permanecem em níveis elevados quando comparados ao período anterior ao agravamento do conflito no Oriente Médio.

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De acordo com Pernías, a ureia segue cerca de 32% acima do patamar observado antes da escalada das tensões geopolíticas, indicando que o mercado ainda encontra suporte em fatores ligados à oferta global e aos gargalos logísticos internacionais.

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Conflito no Oriente Médio limita quedas mais fortes

Mesmo com a demanda enfraquecida, o mercado internacional de fertilizantes continua sensível às incertezas geopolíticas e às restrições logísticas globais.

Segundo a StoneX, os desdobramentos do conflito no Oriente Médio seguem impedindo quedas mais acentuadas nas cotações da ureia, especialmente diante do risco de interrupções no fluxo de produção e transporte de fertilizantes.

O cenário mantém o mercado atento à disponibilidade global de nitrogenados, principalmente em regiões estratégicas para exportação.

Produtores brasileiros seguem cautelosos nas compras

Apesar da recente redução dos preços, os compradores brasileiros continuam adotando postura conservadora nas negociações de fertilizantes.

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A avaliação do mercado é de que as relações de troca ainda permanecem entre as piores dos últimos anos, reduzindo o estímulo para antecipação de compras por parte dos produtores rurais.

Diante desse contexto, muitos agricultores têm optado por adiar aquisições e buscar alternativas de menor custo e menor concentração nutricional.

Sulfato de amônio ganha espaço no mercado

Com a cautela predominando nas negociações, fertilizantes como o sulfato de amônio vêm ganhando espaço entre os produtores brasileiros.

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Segundo a StoneX, a estratégia atual do mercado é priorizar produtos com menor concentração de nutrientes, buscando reduzir o impacto dos custos de produção diante do cenário ainda incerto para grãos e fertilizantes.

Fosfatados seguem firmes mesmo com demanda fraca

Enquanto os nitrogenados enfrentam pressão de baixa, o segmento de fertilizantes fosfatados mantém preços mais sustentados no mercado internacional.

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As cotações dos fosfatados seguem firmes após as fortes altas registradas desde o início do conflito no Oriente Médio, mesmo diante do enfraquecimento da demanda global.

O comportamento distinto entre nitrogenados e fosfatados reforça o ambiente de volatilidade no mercado mundial de fertilizantes, que continua altamente influenciado pelo cenário geopolítico, logística internacional e equilíbrio entre oferta e demanda.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio superam US$ 16 bilhões e consolidam Brasil como potência global do agro

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O agronegócio brasileiro voltou a registrar desempenho histórico nas exportações e reforçou sua posição estratégica no comércio global. Em abril de 2026, as vendas externas do setor ultrapassaram US$ 16 bilhões, estabelecendo um novo recorde para o período e ampliando a participação do agro na balança comercial brasileira.

O avanço das exportações foi impulsionado principalmente pela forte demanda internacional por produtos brasileiros, com destaque para mercados como China, União Europeia e Estados Unidos. Entre os produtos mais exportados estão soja, carnes, café, açúcar e celulose, segmentos que seguem liderando a pauta comercial do agronegócio nacional.

O resultado confirma a relevância do setor como um dos principais motores da economia brasileira, responsável por geração de empregos, entrada de divisas e fortalecimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Demanda global fortalece presença do Brasil no comércio internacional

Além do crescimento nas vendas externas, o desempenho recorde evidencia a ampliação da presença do Brasil em mercados considerados estratégicos para o abastecimento global de alimentos e commodities agrícolas.

O cenário internacional segue marcado por instabilidades econômicas, disputas comerciais e desafios climáticos, fatores que aumentam a importância de fornecedores capazes de garantir escala, regularidade e competitividade na produção.

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Na avaliação de Leandro Marmo, o crescimento das exportações reforça o protagonismo do agronegócio brasileiro no cenário mundial.

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Segundo o especialista, o desempenho recorde demonstra a capacidade do setor de atender às exigências globais com eficiência, qualidade e responsabilidade ambiental.

Tecnologia, produtividade e logística impulsionam competitividade

De acordo com Leandro Marmo, o avanço das exportações também está diretamente ligado aos investimentos realizados pelo setor nos últimos anos em tecnologia, inovação, rastreabilidade e modernização logística.

Produtores rurais, cooperativas e empresas do agronegócio intensificaram processos voltados ao aumento da produtividade e ao fortalecimento da competitividade internacional das cadeias produtivas brasileiras.

Outro fator considerado estratégico é a ampliação das exigências ambientais por parte dos países importadores. Mercados internacionais têm adotado critérios cada vez mais rigorosos relacionados à sustentabilidade, governança e rastreabilidade dos produtos agropecuários.

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Esse movimento vem exigindo adaptações constantes do setor brasileiro para garantir acesso aos principais compradores globais.

Segurança jurídica e infraestrutura seguem como desafios

Apesar do cenário positivo, especialistas alertam que a manutenção do crescimento sustentável das exportações depende de avanços em áreas consideradas fundamentais para o agronegócio brasileiro.

Entre os principais pontos destacados estão investimentos em infraestrutura logística, estabilidade regulatória, segurança jurídica e fortalecimento de políticas voltadas à sustentabilidade no campo.

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Na avaliação do CEO da João Domingos Advogados, o Brasil possui potencial para ampliar ainda mais sua participação no comércio internacional, desde que consiga consolidar um ambiente favorável aos investimentos e à expansão da produção.

Agro segue como principal pilar da economia brasileira

O agronegócio permanece como um dos setores mais relevantes da economia nacional e segue exercendo papel decisivo no desempenho das exportações brasileiras.

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A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo de crescimento ao longo dos próximos meses, sustentado pela demanda internacional aquecida, pela expansão da produção agrícola e pela consolidação do Brasil como um dos maiores fornecedores globais de alimentos, fibras e bioenergia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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