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AGRONEGÓCIO

Bubalinocultura ganha protagonismo na Megaleite 2026 com dinâmica de campo, degustação e 50 argolas para animais

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A bubalinocultura brasileira terá presença ampliada na Megaleite 2026, que será realizada entre os dias 2 e 6 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG). A Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) prepara uma participação voltada à experiência prática no campo, com foco em integração entre criadores, técnicos, estudantes e consumidores.

A entidade estará instalada no estande P-34, no Galpão B-1, onde apresentará uma programação que inclui recepção ao público, encontros com representantes da cadeia produtiva e degustação de produtos derivados do leite de búfala.

Um dos destaques desta edição será a instalação de um pavilhão com 50 argolas para animais, ampliando a presença da espécie na exposição e fortalecendo a visibilidade da produção bubalina dentro da principal feira do setor leiteiro da América Latina.

Dinâmica de campo será novidade na programação da ABCB

A principal inovação da participação da ABCB na Megaleite 2026 será a realização de uma dinâmica prática voltada a criadores e estudantes. A atividade pretende simular situações do cotidiano da criação de búfalos, aproximando o público das rotinas de manejo e das práticas técnicas da atividade no campo.

Segundo o presidente da ABCB, Simon Riess, a proposta reforça o papel da feira como espaço de troca de conhecimento e atualização técnica.

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“É com muita satisfação que a ABCB anuncia mais um ano de presença garantida na Megaleite, evento que reúne o expoente do rebanho nacional de raças leiteiras. É uma ótima oportunidade para a interação entre criadores, técnicos e o grande público consumidor. Este ano, vamos levar uma novidade, com uma dinâmica prática no nosso pavilhão, mostrando aos criadores e estudantes um pouco da realidade do campo”, destacou.

Bubalinocultura reforça espaço na cadeia leiteira brasileira

A participação dos búfalos na Megaleite também reflete o crescimento e a consolidação da atividade dentro da pecuária leiteira nacional. A organização do evento destaca que a presença da espécie contribui para ampliar a visão da cadeia produtiva do leite no Brasil.

De acordo com o superintendente executivo da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, entidade responsável pela feira, Celso Menezes, a bubalinocultura já ocupa espaço relevante no setor.

“O Brasil tem aproximadamente 2 milhões de búfalos, sendo mais de 200 mil cabeças destinadas à pecuária leiteira. A Megaleite sempre teve essa visão ampla da cadeia leiteira, por isso a bubalinocultura não poderia ficar de fora”, afirmou.

Leite de búfala ganha destaque na indústria de derivados

Além da produção em si, a cadeia do leite de búfala também se destaca pelo alto valor agregado de seus derivados. Segundo Menezes, a composição do leite contribui diretamente para a qualidade dos produtos industrializados.

“O leite das búfalas possui de 50% a 60% mais sólidos do que o leite bovino, além de maiores teores de fósforo e cálcio. Isso torna a matéria-prima muito valorizada, especialmente na produção de queijos”, explicou.

O crescimento do interesse da indústria pelos derivados do leite de búfala tem impulsionado a valorização da atividade, especialmente em nichos de mercado voltados à alta qualidade e diferenciação de produtos lácteos.

Programação técnica reforça integração do setor

Além da dinâmica de campo e da exposição de animais, a ABCB também participará da programação técnica da Megaleite 2026, com palestras e atividades voltadas à capacitação de criadores e profissionais do setor.

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A iniciativa integra a estratégia da entidade de ampliar o acesso à informação técnica, fortalecer a cadeia produtiva e aproximar a bubalinocultura do público da pecuária leiteira em geral.

Com isso, a participação na feira reforça o papel da ABCB na difusão de conhecimento e na valorização da criação de búfalos no Brasil, consolidando a presença da atividade em um dos principais eventos do agronegócio do leite na América Latina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Inadimplência no agronegócio cresce e pressiona avanço de projeto para renegociação de dívidas rurais

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O aumento da inadimplência no agronegócio brasileiro tem reforçado a pressão por medidas de renegociação das dívidas rurais. Dados recentes da Serasa Experian e do Banco Central mostram que os índices de atraso nos pagamentos continuam avançando entre produtores de diferentes portes, em um cenário marcado por desafios climáticos, custos elevados de produção, queda de rentabilidade em algumas atividades e dificuldades de acesso ao crédito.

O crescimento do endividamento fortalece os debates em torno do Projeto de Lei nº 5.122/2023, que propõe a criação de mecanismos para renegociação de passivos rurais. Apesar do avanço da proposta no Senado, o texto enfrenta resistência do governo federal, que defende critérios mais rigorosos para concessão dos benefícios.

Inadimplência rural avança e acende sinal de alerta

Levantamento da Serasa Experian aponta que a inadimplência da população rural encerrou 2025 em 8,2%, acima dos 7,2% registrados no ano anterior.

O estudo considera dívidas vencidas há mais de 180 dias junto a instituições financeiras e empresas ligadas à cadeia agropecuária, como bancos, seguradoras, transportadoras e fornecedores de insumos.

A maior concentração de débitos continua vinculada ao sistema financeiro, demonstrando que as dificuldades de fluxo de caixa têm afetado diretamente a capacidade de pagamento dos produtores.

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Arrendatários lideram ranking de inadimplência

Entre os diferentes perfis analisados, os arrendatários apresentam o maior comprometimento financeiro, com índice de inadimplência de 9,9%.

Na sequência aparecem os produtores rurais de grande porte, com 9,8%, seguidos pelos médios produtores, com 8,3%, e pelos pequenos produtores, que registraram índice de 7,8%.

Os números revelam que o problema está disseminado em toda a cadeia produtiva, atingindo desde propriedades familiares até empreendimentos de maior escala.

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Crédito rural registra um dos maiores níveis de atraso da série histórica

Os dados mais recentes do Banco Central mostram que a inadimplência nas operações de crédito rural com recursos direcionados atingiu 7,4% em abril de 2026.

O percentual representa o segundo maior nível registrado desde o início da série histórica, em 2011, evidenciando o agravamento das dificuldades financeiras enfrentadas pelo setor.

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Nas operações de crédito rural contratadas com taxas de mercado, a situação é ainda mais preocupante. O índice de inadimplência alcançou 13,3%, refletindo o peso dos custos financeiros mais elevados sobre os produtores.

Já as operações com juros regulados apresentaram inadimplência de 3,1%, percentual significativamente inferior ao observado nas linhas de mercado.

Projeto de renegociação avança, mas enfrenta resistência do governo

Diante do aumento das dificuldades financeiras no campo, o Projeto de Lei 5.122/2023 ganhou força nas últimas semanas ao avançar na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

A proposta busca criar mecanismos de renegociação para produtores rurais endividados, utilizando recursos do Fundo Social do Pré-Sal como uma das fontes de financiamento.

No entanto, o texto aprovado pela comissão difere da proposta defendida pelo governo federal.

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O Executivo defendia a exigência de uma entrada entre 10% e 20% para adesão ao programa e juros variando entre 6% e 12%. Esses pontos foram rejeitados durante a tramitação.

A versão aprovada prevê condições mais favoráveis aos produtores, sem exigência de entrada obrigatória e com taxas de juros entre 3,5% e 7,5%.

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Frente Parlamentar da Agropecuária cobra solução para o setor

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) tem atuado para garantir a continuidade da proposta e evitar alterações consideradas prejudiciais aos produtores.

Representantes da bancada ruralista afirmam que a renegociação é necessária para preservar a capacidade produtiva do setor e evitar o agravamento da crise financeira em diversas regiões do país.

Segundo lideranças da FPA, a expectativa é que o texto aprovado no Senado seja mantido durante a tramitação na Câmara dos Deputados.

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Governo avalia alternativas e pode endurecer regras

Nos bastidores, integrantes do governo já indicaram a possibilidade de adotar medidas para limitar o alcance da proposta.

Entre as alternativas discutidas estão a edição de uma Medida Provisória com regras mais restritivas para renegociação ou até mesmo a aplicação de veto presidencial caso o projeto seja aprovado pelo Congresso Nacional.

O principal ponto de divergência continua sendo o custo fiscal da operação e os critérios de acesso aos benefícios.

Endividamento será tema central do agro em 2026

Com a inadimplência em trajetória de alta e milhares de produtores enfrentando dificuldades para honrar compromissos financeiros, o debate sobre crédito rural e renegociação de dívidas tende a ocupar posição central na agenda do agronegócio brasileiro ao longo de 2026.

Especialistas avaliam que uma solução equilibrada será fundamental para garantir a continuidade dos investimentos, preservar a produção agropecuária e manter a competitividade do setor, responsável por parcela significativa do PIB, das exportações e da geração de empregos no país.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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