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Ministério Público MT

Educação e prevenção marcam ciclo de palestras sobre abuso infantil

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Em alusão ao 18 de Maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente de Cuiabá, promoveu um ciclo de palestras educativas em instituições de ensino da capital e região, reforçando a importância da prevenção, do acolhimento e da denúncia de violações de direitos.As atividades foram realizadas entre os dias 20 e 25 de maio, alcançando centenas de estudantes em diferentes localidades, com abordagens adaptadas ao público infantojuvenil e foco na construção de uma cultura de proteção.A abertura da programação foi realizada no dia 20 de maio, no período matutino, na Escola Estadual Cívico Militar Senador Azeredo, em Cuiabá. A palestra foi conduzida pela promotora de Justiça Fabiana da Costa Silva Vieira, da 43ª Promotoria Cível, reunindo aproximadamente 300 estudantes. Durante o encontro, foram abordados temas como identificação de situações de violência, formas de buscar ajuda e o papel da rede de proteção.Ainda no dia 20, no período vespertino, a ação chegou ao município de Acorizal, no Distrito de Baús. A pedagoga Thaizi Nardi, servidora do Núcleo, conduziu a atividade na Escola Estadual Professora Cezina Antonia Botelho, com a participação de cerca de 50 estudantes, enfatizando a importância do diálogo e da escuta ativa no ambiente escolar e familiar.No dia 21 de maio, também à tarde, a palestra foi realizada na Escola Estadual Cívico Militar João Crisóstomo de Figueiredo, em Cuiabá. O responsável pela condução foi o promotor de Justiça Augusto Fuzaro, da 18ª Promotoria Cível, dialogando com 50 alunos sobre direitos fundamentais e mecanismos de denúncia.A programação seguiu no dia 22 de maio, período matutino, na Escola Estadual Professora Mariana Luiza Moreira, também na capital. O promotor de Justiça Paulo Henrique Amaral Motta, da 14ª Promotoria Cível, conversou com cerca de 50 estudantes, reforçando a importância do reconhecimento de situações de risco e o apoio da rede institucional.Encerrando o ciclo, no dia 25 de maio, a promotora de Justiça Daniele Crema da Rocha de Souza, da 19ª Promotoria Cível, esteve na Escola Municipal de Educação Básica Professor Zeferino Leite de Oliveira, em Cuiabá, onde dialogou com aproximadamente 70 alunos sobre prevenção e proteção.Mobilização e apoio institucional – para fortalecer a campanha, a Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente forneceu camisetas, banners e folders informativos, utilizados durante as atividades para ampliar a visibilidade da causa e disseminar informações essenciais sobre o tema.Compromisso com a proteção da infância – o ciclo de palestras integra as ações contínuas de sensibilização promovidas pelo Ministério Público, com o objetivo de informar, prevenir e incentivar a denúncia de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes.A mobilização em torno do 18 de Maio reforça que a proteção da infância é uma responsabilidade coletiva. Ao levar informação diretamente às escolas, o Núcleo contribui para o fortalecimento da autonomia dos estudantes e da rede de apoio, ampliando as possibilidades de enfrentamento a esse tipo de violência.Casos de abuso e exploração podem ser denunciados por meio do Disque 100, canal nacional gratuito e sigiloso ou 127 para a Ouvidoria do MPMT.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Fronteiras

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Meu pai dizia que não havia fronteiras, embora falassem de fronteira entre municípios, estados e países; mesmo que falassem das fronteiras entre as gentes, e até das fronteiras dentro da gente, da fronteira entre o cérebro e o coração, entre sentimento e a razão, nada é como uma linha, uma cerca, uma coisa traçada com régua.Aqui nas fronteiras em que vivo pude ver com os olhos, na verdade com o corpo inteiro, que a fronteira, muitas vezes representada nos mapas como uma linha fina e precisa, traçada com régua, parece sugerir algo fixo, claro e objetivo. No entanto, essa imagem cartográfica é uma abstração simplificadora que pouco revela sobre a complexidade real das fronteiras. Na prática, elas são zonas camufladas — espaços vivos, dinâmicos e ambíguos, onde ocorrem trocas, conflitos, negociações e convivências. São regiões espessas, pulsantes, que desafiam a rigidez das linhas desenhadas sobre a fria cartografia e conceitos prontos dos manuais.Todos os traçados criados pelo ser humano não são como uma simples linha divisória, são como uma região biossocial, lugar envolvido, onde as gentes interagem e se misturam. Onde as coisas todas dentro da gente interagem e se misturam.As fronteiras são lugares simbólicos e funcionais, regulando fluxos, poderes e pertencimentos. As regiões fronteiriças oscilam, tremem, abrigam gentes distintas e interesses múltiplos.Não se entende fronteiras olhando mapas, mas vivendo nelas. Pense na régua e na vida, amigo leitor. A fronteira não separa – ela mistura, tensiona e transforma.Viver nas fronteiras é aprender se sustentar na ambiguidade e na ambivalência. É conviver com o inacabado, fora e dentro. Reconhecer que a identidade não é tão fixa, que o coração e a razão não estão distantes. O sujeito fronteiriço aprende, muitas vezes sem nomear, que ser é também estar em trânsito e saber-se incompleto.*Emanuel Filatirga Escalante Ribeiro é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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