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TECNOLOGIA

MCTI anuncia supercomputador para pesquisas em inteligência artificial na UFSC e reforça investimentos em ciência e inovação em Santa Catarina

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, anunciou, nesta quarta-feira (17), um supercomputador de de alto desempenho para a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. A ação reforça o compromisso do governo federal com a produção de conhecimento e inovação, fortalecendo a infraestrutura científica da universidade e ampliando sua capacidade de desenvolver projetos de ponta em áreas como IA generativa, grandes modelos de linguagem, ciência de dados, visão computacional, bioinformática e processamento de imagens médicas.

A entrega do equipamento Intel Habana Gaudi2, doado pela Intel, ocorreu durante evento que reuniu representantes de universidades, centros de pesquisa, setor produtivo, instituições de fomento e organizações de apoio à inovação, em um momento dedicado ao fortalecimento das parcerias e à discussão de estratégias para ampliar investimentos em ciência, tecnologia, formação de talentos e desenvolvimento regional.

Durante o evento, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou a importância da nova infraestrutura para o avanço da pesquisa nacional em inteligência artificial. “A entrega deste supercomputador representa mais um passo na construção da soberania tecnológica brasileira. Estamos ampliando a capacidade das nossas universidades de desenvolver conhecimento, formar talentos e criar soluções inovadoras para os desafios do país”, afirmou.

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Para o reitor da UFSC, Irineu de Souza, o anúncio feito pelo MCTI representa novas e importantes oportunidades para pesquisa e inovação. “Esse supercomputador vai propiciar um trabalho multidisciplinar de pesquisa em ciência, saúde, tecnologia e desenvolvimento de inteligência artificial. Tudo isso terá um impacto positivo para a comunidade e para o Brasil”, analisou.

Além do anúncio do equipamento, o MCTI lançou o programa de Residência em TICs – Trilhas IA, iniciativa coordenada pelo Instituto Eldorado que receberá R$ 129 milhões para formar 1.800 desenvolvedores e capacitar 4 mil usuários de ferramentas de inteligência artificial até 2028.

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Durante o evento, a ministra também ressaltou os investimentos realizados pelo governo federal no estado. Entre 2023 e 2025, o MCTI investiu R$ 5,6 bilhões em Santa Catarina, volume superior ao triplo do registrado nos quatro anos da gestão anterior. Somente por meio da Finep, foram destinados R$ 5,1 bilhões para apoiar 706 projetos em 148 municípios catarinenses.

Segundo o Diretor Regional Sul da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Bruno Camargo, que também participou do evento, os recursos são fundamentais para o desenvolvimento da pesquisa no Brasil. “A Finep direciona recursos, de acordo com as diretrizes do MCTI, para o ambiente de inovação, apoiando parques tecnológicos, empresas e Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), como a UFSC. O resultado é o avanço da ciência, o crescimento da pesquisa, e um investimento considerável como estamos vendo hoje”, afirmou.

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Semiárido amplia a capacidade de pesquisa em energias renováveis

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O Semiárido brasileiro ganhou, nesta sexta-feira (19), uma nova estrutura voltada à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e à inovação em energias renováveis com a inauguração do Centro de Tecnologia em Energias Renováveis do Semiárido (CTERSA), no Instituto Nacional do Semiárido (Insa), na Paraíba.

Com investimento de R$ 34 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o novo centro chega para fortalecer a pesquisa e a inovação em energias renováveis do Semiárido. O centro reunirá pesquisadores, empresas e instituições públicas no desenvolvimento de tecnologias voltadas à transição energética e ao desenvolvimento sustentável da região.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, que participou da inauguração, afirmou que o novo centro representa um passo importante para consolidar o papel do Semiárido na agenda da transição energética brasileira. “A inauguração do CTERSA representa um marco para a ciência e a inovação no Semiárido brasileiro. O centro nasce para conectar pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e setor produtivo, ampliando a capacidade do país de gerar soluções em energias renováveis adaptadas às condições da região e contribuindo para uma transição energética que também promova desenvolvimento regional, inclusão produtiva e sustentabilidade”, destacou.

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O complexo conta com uma estrutura de 2.205 m², distribuída entre áreas administrativas e laboratórios especializados. O espaço atuará em cinco frentes estratégicas: energia solar, energia eólica, biomassa, biocombustíveis e hidrogênio de baixa emissão de carbono, além de desenvolver pesquisas em temas como dessalinização, automação de processos, economia circular, captura de carbono e gestão inteligente de energia.

Segundo o diretor do Insa, Etham Barbosa, o novo centro atuará como um hub de inovação voltado às energias renováveis. “O CTERSA foi criado para conectar conhecimento, pesquisa e inovação. Nossa proposta é fazer do centro um hub capaz de aproximar diferentes atores do ecossistema científico e tecnológico, acelerando o desenvolvimento de soluções para os desafios das energias renováveis no Semiárido”, explicou.

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O reitor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Camilo Farias, ressaltou a importância dos investimentos em ciência e infraestrutura de pesquisa para ampliar a capacidade de produção de conhecimento e inovação na região. “Mais do que a entrega de um equipamento, este é um momento que simboliza uma escolha institucional, a escolha de continuar investindo no conhecimento, na ciência e na capacidade transformadora da universidade”, afirmou.

O CTERSA integra uma estratégia mais ampla do MCTI para consolidar o Semiárido como polo de inovação em energias renováveis. Entre as iniciativas associadas ao centro está a Agenda Estratégica para 2032, construída a partir de estudos técnicos que identificaram desafios e oportunidades para o setor energético regional e definiram mais de 300 ações voltadas ao desenvolvimento da energia solar, eólica, biomassa e hidrogênio de baixo carbono.

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O centro também abriga ações do Programa Vértice, iniciativa voltada à aceleração de deeptechs em energias renováveis. O programa apoia projetos dos 11 estados do Semiárido, iniciativa que busca aproximar instituições de pesquisa e setor produtivo por meio do desenvolvimento de soluções para desafios tecnológicos apresentados por indústrias parceiras.

Investimento na Paraíba

Entre 2023 e 2025, o MCTI destinou mais de R$ 513 milhões para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação na Paraíba. O valor é quase três vezes superior ao registrado entre 2019 e 2022, período em que os investimentos somaram R$174 milhões. Os recursos têm fortalecido as pesquisas cientificas do Estado e apoiado iniciativas em áreas como energia renováveis, computação quântica e inovação industrial.

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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