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Estudo revela impactos duradouros do desastre de Mariana sobre pesca e aquicultura no Rio Doce

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O Instituto de Pesca (IP-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, divulgou um amplo relatório sobre a situação da atividade pesqueira e aquícola na região impactada pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG). A publicação reúne informações coletadas entre 2021 e 2024 e apresenta um panorama detalhado da pesca artesanal, industrial e da aquicultura ao longo da bacia do Rio Doce e do litoral do Espírito Santo.

O desastre ambiental, ocorrido em novembro de 2015, continua produzindo reflexos sobre a economia e a subsistência de milhares de famílias que dependem da pesca na região. O estudo busca justamente acompanhar a evolução desses impactos e fornecer subsídios para políticas públicas voltadas à recuperação ambiental e ao fortalecimento do setor.

Monitoramento envolveu mais de 42 municípios em Minas Gerais e Espírito Santo

Coordenado pelo pesquisador Antonio Olinto Ávila da Silva, do Instituto de Pesca, em parceria com o professor Maurício Hostim, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o projeto avaliou tanto a pesca extrativa quanto a aquicultura em diferentes ambientes aquáticos.

A pesquisa contemplou 42 municípios localizados nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, abrangendo rios, lagoas, áreas estuarinas e ambientes marinhos. Do total, 29 municípios estão localizados em Minas Gerais e 13 no Espírito Santo.

O município de Linhares (ES) recebeu atenção especial por estar situado na foz do Rio Doce, funcionando como ponto estratégico para o monitoramento das atividades continentais e costeiras.

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Levantamento registra quase 16 mil toneladas de pescado desembarcado

Durante os quatro anos de acompanhamento, os pesquisadores identificaram 2.741 unidades produtivas ligadas à pesca, incluindo pescadores e embarcações.

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O monitoramento contabilizou 24.897 viagens de pesca e descargas, resultando em um volume total de 15.891 toneladas de pescado desembarcado.

Além disso, foram realizadas:

  • 3.279 entrevistas com pescadores e pescadoras artesanais;
  • 935 entrevistas para caracterização das embarcações;
  • Mapeamento de 1.108 estruturas relacionadas à cadeia produtiva da pesca e da aquicultura.

O estudo também reuniu informações sobre infraestrutura pesqueira, equipamentos utilizados, espécies capturadas, volume de produção, valor comercializado e perfil socioeconômico das comunidades dependentes da atividade.

Consequências do desastre ainda afetam a pesca continental

Os resultados apontam que os impactos do rompimento da barragem continuam sendo percebidos especialmente nas áreas continentais da bacia do Rio Doce.

Foram identificadas 1.965 unidades produtivas nessa região. Entre os pescadores cadastrados, 31% declararam estar inativos. Entre as embarcações registradas, o índice de inatividade chegou a 16%.

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Segundo o levantamento, uma parcela significativa desses profissionais relaciona a paralisação das atividades diretamente aos efeitos do desastre ambiental ocorrido em Mariana.

Os dados demonstram que, mesmo passados mais de dez anos do rompimento da barragem, a recuperação plena da atividade pesqueira ainda representa um desafio para diversas comunidades.

Pesca artesanal domina atividade no litoral capixaba

No ambiente marinho e estuarino do Espírito Santo, os pesquisadores registraram 776 unidades produtivas.

Desse total, 87% pertencem à pesca artesanal, enquanto 13% correspondem à pesca industrial.

Ao longo do período analisado, foram registradas 17.270 viagens de pesca, que resultaram no desembarque de aproximadamente 15.752 toneladas de pescado.

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Os números reforçam a relevância econômica e social da atividade para as comunidades costeiras capixabas, além de evidenciar a importância do acompanhamento contínuo da produção pesqueira.

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Dados servirão de base para políticas públicas e recuperação ambiental

De acordo com os pesquisadores envolvidos no projeto, o conjunto de informações gerado representa uma importante ferramenta para orientar ações de gestão, recuperação ambiental e desenvolvimento sustentável do setor pesqueiro.

A pesquisadora Paula Maria Gênova de Castro Campanha destaca que o relatório permite compreender com maior profundidade o perfil dos pescadores e a dinâmica da atividade na região afetada pelo desastre.

Segundo ela, o monitoramento constitui uma base estratégica para a formulação de políticas públicas adequadas às necessidades das comunidades pesqueiras.

Já a pesquisadora Maria Letizia Petesse ressalta que os desafios enfrentados pela pesca continental e marinha exigem acompanhamento permanente.

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Para a especialista, o monitoramento contínuo é fundamental para compreender as transformações da atividade ao longo do tempo e garantir informações confiáveis para a tomada de decisões voltadas ao fortalecimento do setor.

Informações fortalecem planejamento do setor pesqueiro

Além de dimensionar os impactos socioeconômicos decorrentes do rompimento da Barragem de Fundão, o estudo oferece um retrato atualizado da pesca e da aquicultura na bacia do Rio Doce e no litoral do Espírito Santo.

Os resultados poderão contribuir para a elaboração de estratégias voltadas à recuperação das atividades produtivas, à conservação dos recursos pesqueiros e à melhoria das condições de trabalho e renda das comunidades que dependem diretamente da pesca para sua sobrevivência.

Publicação completa

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

AGRONEGÓCIO

Maceió é palco das discussões sobre o futuro da pesca e aquicultura

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participa da etapa estadual da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, em Maceió (AL) . Depois de passar por Porto Velho (RO), Uberlândia (MG), Salvador (BA), Fortaleza (CE) e Macapá (AP), neste sábado (20/06), foi a vez da capital de Alagoas. O evento discutiu os temais mais relevantes do setor, reunindo pescadores, aquicultores, proprietários de embarcações, pesquisadores e outros interessados para falar sobre o futuro do pescado no Brasil.

“É muito importante estar aqui em Alagoas para debater as políticas públicas com vocês reunindo lideranças dos pescadores e pescadoras, com os representantes do setor aquícola. Também se faz presente o público da pesca amadora esportiva, da pesca industrial. Este é um espaço de diálogo. Alagoas foi o primeiro estado a deflagrar a Conferência. Liderar pelo exemplo é o que Alagoas fez. Além disso, o Governo do presidente Lula está fazendo um esforço para estar presente em todas as Conferências. O que temos de mais valioso nisso são os homens e as mulheres das águas. “, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araújo. 

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Alagoas tem 32 mil trabalhadores no setor pesqueiro. Destes, 59% são mulheres. “As pescadoras têm o papel estratégico para colocar o alimento nas nossas mesas”, enfatizou o ministro Edipo Araújo. 

Retorno da participação social

A última edição da Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca foi realizada em 2009. A iniciativa foi retomada pelo Governo para garantir a participação social nas decisões que envolvem a pesca e aquicultura, setores estratégicos para o combate à fome, a geração de renda e a manutenção dos recursos aquáticos.

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Neste ano, cada estado realiza uma etapa, que elegerá delegados para participar do evento principal. A Conferência nacional vai ser realizada entre os dias 11 e 13 de novembro, em Brasília (DF). O tema é “De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional”.

ASCOM 

Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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