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Cesta básica sobe em todas as capitais em maio de 2026 e São Paulo lidera preços no Brasil, aponta Neogrid e FGV IBRE

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Os preços da cesta básica registraram alta em todas as oito capitais analisadas em maio de 2026, segundo levantamento da Cesta de Consumo Neogrid & FGV IBRE. O movimento confirma um cenário de pressão inflacionária disseminada sobre alimentos essenciais, com impactos relevantes tanto no comportamento mensal quanto no acumulado do semestre.

O estudo também mostra mudanças importantes no ranking nacional: São Paulo passou a ter a cesta básica mais cara do país, superando o Rio de Janeiro, enquanto Belo Horizonte manteve o menor custo entre as capitais monitoradas.

Alta generalizada marca maio em todas as capitais

Em maio, todas as capitais registraram variação positiva no custo da cesta básica, com intensidades diferentes entre as regiões. O movimento foi puxado principalmente por alimentos in natura, com destaque absoluto para os legumes.

As variações foram as seguintes:

  • Brasília: +3,30% (maior alta do mês) – R$ 848,08 → R$ 876,04
  • Fortaleza: +3,18% – R$ 901,02 → R$ 929,69
  • São Paulo: +2,67% – R$ 974,92 → R$ 1.000,94
  • Salvador: +2,15% – R$ 867,65 → R$ 886,29
  • Belo Horizonte: +1,97% – R$ 754,93 → R$ 769,83
  • Curitiba: +1,13% – R$ 768,81 → R$ 777,53
  • Manaus: +1,27% – R$ 841,62 → R$ 852,30
  • Rio de Janeiro: +0,91% – R$ 981,37 → R$ 990,32 (menor variação)

O resultado evidencia um movimento uniforme de alta, ainda que com intensidades distintas, refletindo choques de oferta e variações sazonais em itens alimentares.

São Paulo assume liderança nacional da cesta básica

Com alta de 2,67%, São Paulo ultrapassou o Rio de Janeiro e passou a registrar a cesta básica mais cara do Brasil, atingindo R$ 1.000,94.

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O avanço foi impulsionado principalmente por:

  • forte alta dos legumes (+42,37%)
  • pressão sobre o feijão (+4,48%)
  • demanda elevada no maior centro consumidor do país
  • complexidade logística de abastecimento

O movimento reforça o peso estrutural da capital paulista no custo de vida nacional, agora também refletido no topo do ranking da cesta básica.

Rio de Janeiro tem menor variação, mas segue entre os mais caros

O Rio de Janeiro apresentou a menor variação mensal do levantamento, com alta de apenas 0,91%, passando de R$ 981,37 para R$ 990,32.

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Mesmo com o ritmo mais contido de alta, a capital fluminense segue entre as mais caras do país, influenciada por:

  • custos logísticos urbanos elevados
  • padrão de consumo mais alto
  • estrutura de abastecimento concentrada
Belo Horizonte mantém menor custo da cesta básica

Belo Horizonte registrou alta de 1,97%, com a cesta passando de R$ 754,93 para R$ 769,83, permanecendo como a capital com menor custo entre as analisadas.

Apesar disso, a capital mineira apresenta forte pressão inflacionária no período e também lidera o acumulado semestral de alta.

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Pressão dos alimentos atinge todas as capitais

O principal vetor de alta em maio foi o grupo dos legumes, com variações expressivas em todas as capitais:

  • Curitiba: +43,71% (maior alta do levantamento)
  • São Paulo: +42,37%
  • Rio de Janeiro: +32,56%
  • Belo Horizonte: +31,38%
  • Fortaleza: +27,03%
  • Salvador: +21,91%
  • Brasília: +20,68%
  • Manaus: +6,90%

Outros itens também contribuíram para o aumento da cesta:

  • Feijão: até +8,14% em Brasília e +4,66% em Salvador
  • Carne bovina: +6,71% em Fortaleza
  • Arroz: até +6,10% em Curitiba
  • Pão: alta em Manaus (+9,52%) e leve recuo em Brasília (-2,18%)

O comportamento confirma que a inflação alimentar foi concentrada, mas com forte impacto sobre itens básicos do consumo diário.

Itens ajudaram a conter a inflação da cesta

Alguns produtos evitaram uma alta ainda maior da cesta básica em maio:

  • Ovos: quedas expressivas, com destaque para Curitiba (-20,05%), São Paulo (-8,02%) e Rio de Janeiro (-6,78%)
  • Açúcar: recuos em Brasília (-5,44%), Curitiba (-3,04%) e São Paulo (-2,99%)
  • Café: quedas em Fortaleza (-3,39%), São Paulo (-3,18%) e Salvador (-3,03%)
  • Óleo: baixa em Belo Horizonte (-4,45%) e Curitiba (-3,58%)
  • Frango: queda em Fortaleza (-2,63%) e Rio de Janeiro (-1,72%), com altas pontuais em Manaus (+2,34%) e Belo Horizonte (+1,14%)

Entre os destaques de alívio inflacionário, os ovos lideraram as quedas, especialmente em Curitiba, onde registraram a maior retração do levantamento.

Cesta ampliada sobe em todas as capitais e mantém pressão generalizada

A cesta de consumo ampliada, que inclui 18 itens da cesta básica e mais de 50 produtos de higiene, limpeza e consumo geral, também registrou alta em todas as capitais.

Variações em maio:

  • Brasília: +1,91% – R$ 2.068,45
  • Curitiba: +1,86% – R$ 1.791,80
  • São Paulo: +1,83% – R$ 2.144,76
  • Fortaleza: +1,68% – R$ 1.998,12
  • Salvador: +1,61% – R$ 1.971,01
  • Belo Horizonte: +1,56% – R$ 1.958,66
  • Manaus: +1,14% – R$ 1.885,65
  • Rio de Janeiro: +0,83% – R$ 2.234,73 (mais cara do país)
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Diferentemente da cesta básica, o Rio de Janeiro manteve a liderança na cesta ampliada, mesmo com a menor variação mensal.

Destaques da cesta ampliada: chocolate e verduras pressionam preços

Entre os itens da cesta ampliada, os maiores impactos vieram de:

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  • Verduras:
  • Manaus: +14,55% (maior alta do levantamento)
  • Brasília: +6,65%
  • Curitiba: +6,27%
  • Salvador: +2,99%
  • Chocolate:
  • Curitiba: +6,64%
  • Fortaleza: +6,49%
  • Rio de Janeiro: +6,09%
  • Salvador: +5,81%
  • São Paulo: +3,61%
  • Outros destaques:
  • Queijos: altas em todas as capitais, com pico em Belo Horizonte (+5,52%) e Manaus (+4,91%)
  • Amaciante: Curitiba (+5,92%)
  • Leite condensado: leve queda em São Paulo (-0,34%)

O comportamento confirma uma pressão disseminada tanto em alimentos quanto em itens de higiene e limpeza.

Semestre mostra forte disparidade regional no Brasil

No acumulado de seis meses, o comportamento da cesta básica revelou forte heterogeneidade entre as capitais:

  • Belo Horizonte: +8,42% (maior alta)
  • Fortaleza: +7,95%
  • Salvador: +6,84%
  • São Paulo: +6,64%
  • Brasília: +5,67%
  • Rio de Janeiro: +0,30% (estável)
  • Curitiba: -1,94% (maior queda)
  • Manaus: -0,03% (estabilidade)

O cenário evidencia ausência de tendência única no país, com dinâmicas regionais distintas influenciadas por logística, produção agrícola e demanda local.

Conclusão: inflação alimentar difusa e desigual no país

Os dados de maio de 2026 confirmam um cenário de inflação alimentar disseminada e heterogênea no Brasil, com alta simultânea em todas as capitais e forte impacto dos legumes como principal vetor de pressão.

A diferença de até 30% entre a cesta mais cara (São Paulo) e a mais barata (Belo Horizonte), somada às variações semestrais divergentes, reforça o peso de fatores estruturais como logística, sazonalidade agrícola, tributação estadual e perfil de consumo regional.

O resultado indica que o comportamento da inflação dos alimentos segue altamente sensível a choques de oferta, exigindo monitoramento contínuo do mercado e atenção às cadeias de abastecimento no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

AGRONEGÓCIO

Porto de Paranaguá amplia exportação de frango com energia renovável e investimentos bilionários em infraestrutura

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O Porto de Paranaguá reforçou sua posição como principal porta de saída do frango congelado brasileiro para o mercado internacional ao registrar forte movimentação da proteína nos cinco primeiros meses de 2026. O desempenho consolida o complexo portuário paranaense como um dos principais pilares da logística do agronegócio nacional e evidencia os investimentos realizados para ampliar capacidade operacional, eficiência e sustentabilidade.

O crescimento das exportações é sustentado por uma das maiores infraestruturas de armazenagem refrigerada do país. O terminal conta atualmente com um pátio equipado com 5.280 tomadas elétricas destinadas ao abastecimento de contêineres refrigerados (reefers), utilizados no transporte de carnes, pescados e outros produtos perecíveis destinados ao mercado externo.

Energia 100% renovável fortalece competitividade das exportações

Toda a operação de refrigeração do terminal é abastecida por energia elétrica proveniente de fontes renováveis, certificada internacionalmente pelo sistema I-REC (International Renewable Energy Certificate). A iniciativa reduz significativamente as emissões de carbono associadas às operações portuárias e fortalece a estratégia de sustentabilidade adotada pela Portos do Paraná.

Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva, a expansão da estrutura reafirma o compromisso da autoridade portuária em acompanhar o crescimento das exportações brasileiras.

“A consolidação do maior pátio reefer do país em Paranaguá demonstra nossa capacidade de responder rapidamente às exigências do mercado internacional. Aliar eficiência logística ao uso de energia 100% renovável aumenta a competitividade do Paraná e garante uma cadeia de exportação mais limpa, segura e preparada para os desafios globais”, afirma.

Porto acelera transição energética com eletrificação de equipamentos

Além da ampliação da estrutura frigorificada, o complexo portuário iniciou um importante projeto de transição energética.

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Três RTGs (Rubber Tyred Gantry), guindastes utilizados na movimentação de contêineres, passaram a operar com energia elétrica em substituição ao diesel. O projeto-piloto representa a primeira etapa da eletrificação dos equipamentos do terminal, que atualmente possui 40 máquinas desse tipo em operação.

A iniciativa busca reduzir emissões de gases de efeito estufa, diminuir o consumo de combustíveis fósseis e elevar a eficiência operacional das atividades portuárias.

Nova subestação amplia capacidade energética

Os avanços também incluem a implantação de uma moderna subestação elétrica do tipo GIS (Gas Insulated Substation), tecnologia de alta confiabilidade que melhora a distribuição de energia e oferece maior segurança operacional para atender à crescente demanda logística do terminal.

Nos últimos anos, o grupo CMPort, responsável pela administração do terminal, investiu aproximadamente R$ 500 milhões na modernização da infraestrutura portuária.

Um novo ciclo de investimentos, estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão, encontra-se em fase de estruturação e deverá ampliar ainda mais a capacidade operacional do complexo nos próximos anos.

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Para Luiz Fernando Garcia da Silva, esses aportes consolidam o planejamento estratégico voltado à modernização do Porto de Paranaguá.

“A modernização energética e os investimentos estruturantes demonstram que Paranaguá está preparado para atender às novas demandas do comércio internacional. Nosso compromisso é garantir que essa expansão ocorra com elevada eficiência operacional, responsabilidade ambiental e maior competitividade para o agronegócio brasileiro”, destaca.

Certificação internacional reforça compromisso ambiental

O terminal também possui certificação ISO 50001, norma internacional voltada à gestão eficiente de energia, e mantém metas permanentes para redução das emissões de gases de efeito estufa e aumento da eficiência operacional.

As ações estão alinhadas aos padrões internacionais de sustentabilidade exigidos pelos principais mercados consumidores e fortalecem a imagem do Brasil como fornecedor de alimentos produzidos dentro de critérios ambientais cada vez mais rigorosos.

Logística fortalece exportações do agronegócio

Com estrutura moderna e investimentos contínuos, o Porto de Paranaguá desempenha papel estratégico na logística das exportações brasileiras de proteínas animais, atendendo mercados da Ásia, Europa, Oriente Médio e América do Norte.

A combinação entre expansão da capacidade operacional, adoção de energia renovável, modernização tecnológica e novos investimentos posiciona o complexo portuário como uma das principais referências em infraestrutura logística sustentável da América Latina, contribuindo para aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no comércio internacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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