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AGRONEGÓCIO

Brasil reforça liderança em sustentabilidade e inovação agropecuária na London Climate Action Week 2026

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou, entre os dias 16 e 22 de junho, da London Climate Action Week (LCAW) 2026, em Londres, no Reino Unido. Durante a missão, a delegação brasileira apresentou políticas públicas, tecnologias e iniciativas voltadas à agricultura sustentável, ao financiamento climático e à cooperação internacional para sistemas agroalimentares de baixa emissão de carbono. 

A missão foi liderada pelo secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, e reuniu representantes de governos, organismos internacionais, instituições de pesquisa, setor financeiro e empresas para discutir inovação, financiamento climático, agricultura sustentável e cooperação internacional. 

Ao longo da programação, a delegação brasileira apresentou iniciativas voltadas ao aumento da produtividade aliado à conservação ambiental e avançou em agendas estratégicas relacionadas a fertilizantes, bioinsumos, recuperação de áreas degradadas e atração de capital para a agricultura de baixa emissão de carbono. 

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FERTILIZANTES

Um dos principais eixos da missão foi o fortalecimento da cooperação entre Brasil e Reino Unido na agenda de fertilizantes sustentáveis e da descarbonização das cadeias de suprimentos da agricultura. 

Durante workshop técnico realizado em conjunto com o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido (DEFRA), representantes do Mapa apresentaram as diretrizes do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), política pública que busca ampliar a produção nacional, diversificar fornecedores e reduzir a dependência externa do Brasil, que atualmente importa mais de 90% dos fertilizantes utilizados pela agricultura nacional. 

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Pela parte britânica, o DEFRA apresentou o Plan for Accelerating Solutions (PAS), estratégia voltada ao aumento da eficiência no uso de nutrientes e ao desenvolvimento da produção doméstica de fertilizantes sustentáveis até 2035. 

Brasil e Reino Unido também avançaram na implementação do Memorando de Entendimento firmado em setembro de 2025 para cooperação em fertilizantes verdes e tecnologias de nutrição vegetal. Durante a missão, os dois países concordaram em concluir o plano de trabalho conjunto que operacionalizará as ações previstas no acordo. 

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Outro tema de destaque foi o mercado brasileiro de bioinsumos, reconhecido como um dos mais desenvolvidos do mundo. Atualmente, o setor movimenta aproximadamente US$ 6,5 bilhões (cerca de R$ 35 bilhões), reúne mais de 1.200 produtos registrados e apresenta crescimento médio anual de 12%, impulsionado pela adoção de tecnologias como a fixação biológica de nitrogênio e o controle biológico de pragas em larga escala. 

Durante os debates, o secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, destacou que a agricultura tropical brasileira demonstra ser possível ampliar a produtividade por meio da ciência, reduzindo a dependência de insumos químicos importados e criando oportunidades para o desenvolvimento de mercados sustentáveis. 

No encontro Accelerating Sustainable Fertilizer Innovations: A Collaborative Effort Between the UK and Brazil, especialistas dos dois países discutiram avanços em inovação biotecnológica aplicada à fertilização sustentável. Entre os temas apresentados esteve a plataforma de bioestimulantes baseada na molécula trehalose-6-fosfato (T6P), capaz de otimizar o metabolismo vegetal e reduzir em até 45% as emissões de dióxido de carbono por tonelada de grão produzida, ao diminuir a necessidade de aplicações tardias de fertilizantes nitrogenados. 

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Também foram debatidas estratégias para elevar a eficiência do uso de nutrientes (NUE), com metas variando entre 50% e 90%, além da substituição gradual de fertilizantes minerais por digestatos provenientes de biodigestores anaeróbicos, ampliando a circularidade dos sistemas produtivos. 

Em reunião bilateral, o secretário-executivo Cleber Soares e a Representante Especial do Reino Unido para Natureza, Ruth Davies, discutiram aspectos estratégicos da cooperação entre os dois países, incluindo a harmonização regulatória para acelerar o acesso de bioinsumos aos mercados internacionais e a criação de um “túnel de inovação”, mecanismo destinado a aproximar universidades, centros de pesquisa e empresas brasileiras e britânicas no desenvolvimento conjunto de tecnologias voltadas à agricultura sustentável. 

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INVESTIMENTOS NA AGRICULTURA BRASILEIRA 

A recuperação de áreas degradadas e a agricultura de baixa emissão de carbono também estiveram entre os principais temas da missão. 

O Mapa apresentou o Programa Caminho Verde, iniciativa voltada à conversão de pastagens degradadas em sistemas produtivos sustentáveis, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). O programa integra a estratégia brasileira para recuperação de até 40 milhões de hectares e para a mitigação de 1,1 bilhão de toneladas de CO₂ equivalente até 2030. 

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A estratégia brasileira despertou o interesse de fundos internacionais especializados em investimentos sustentáveis, que identificam no país oportunidades para aplicação de recursos em projetos com elevado potencial de geração de ativos ambientais, recuperação de áreas produtivas, rastreabilidade e conservação da biodiversidade. 

Como parte da programação da missão, o Mapa promoveu, em 22 de junho, no Guildhall, o evento “Brazil Green Bound: Unlocking Capital and Innovation for Decarbonized Agriculture“, realizado durante o Climate Innovation Forum, um dos principais eventos da London Climate Action Week. 

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O encontro reuniu representantes do setor financeiro internacional, empresas, organismos multilaterais e especialistas para apresentar oportunidades de financiamento da agricultura brasileira, com destaque para instrumentos voltados à descarbonização da produção agropecuária, à recuperação de áreas degradadas e à inovação tecnológica no campo. 

A agenda prosseguiu com a participação da delegação brasileira em jantar promovido pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), que reuniu executivos de instituições financeiras, fundos de investimento e empresas da Europa e da Ásia. 

Durante o encontro, foi evidenciado o crescente interesse de investidores internacionais pela agricultura brasileira, especialmente por projetos relacionados à recuperação de áreas degradadas, agricultura de baixo carbono, bioeconomia, inovação tecnológica e infraestrutura sustentável. As discussões também ressaltaram a importância de instrumentos financeiros capazes de ampliar a participação do capital privado na transição para sistemas agroalimentares mais sustentáveis. 

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Nesse contexto, a delegação brasileira apresentou o Eco Invest Brasil como instrumento estratégico para mobilizar investimentos privados destinados à recuperação de terras degradadas, ao fortalecimento da agricultura de baixa emissão de carbono e à ampliação da adoção de tecnologias sustentáveis. O programa foi destacado como mecanismo de financiamento híbrido capaz de reduzir riscos para investidores e ampliar a oferta de crédito para projetos alinhados às metas climáticas nacionais e internacionais. 

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AGRICULTURA BRASILEIRA E OS DESAFIOS FUTUROS

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Outro eixo da missão concentrou-se nas discussões sobre adaptação da agricultura às mudanças climáticas e fortalecimento da segurança alimentar global. 

Durante painel realizado na Chatham House, representantes brasileiros participaram de debates sobre resiliência hídrica, com foco na adaptação das cadeias globais de suprimento aos eventos climáticos extremos e na expansão de tecnologias voltadas ao uso eficiente da água e à irrigação inteligente.  

No evento “Fostering Sustainable Agriculture“, realizado na Embaixada da Dinamarca, o secretário-executivo Cleber Soares apresentou o modelo brasileiro de desenvolvimento agropecuário, destacando a capacidade do país de conciliar produção de alimentos, preservação ambiental e inovação tecnológica. 

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Na apresentação, foi ressaltado que o Brasil conserva aproximadamente 66% de seu território com vegetação nativa, ao mesmo tempo em que responde por cerca de 25% das exportações mundiais das principais commodities agropecuárias, demonstrando que é possível expandir a produção de forma sustentável. 

Também foram apresentados os resultados do Plano ABC+, política pública voltada à adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono na agropecuária brasileira. Entre os avanços destacados estiveram a mitigação de aproximadamente 170 milhões de toneladas de CO₂ equivalente na última década e as metas estabelecidas para 2030, que preveem a incorporação de 52 milhões de hectares em sistemas sustentáveis de produção e a mitigação de 1,1 bilhão de toneladas de CO₂ equivalente. 

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O encontro contou ainda com apresentação da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) sobre o Global Roadmap for Food Security, iniciativa voltada à construção de sistemas agroalimentares capazes de atender à demanda mundial por alimentos de forma sustentável nas próximas décadas. 

RECONHECIMENTO INTERNACIONAL

Como parte da programação da missão, representantes do Mapa acompanharam a London Olive Oil Competition, uma das principais premiações internacionais do setor oleícola. 

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Na edição de 2026, azeites brasileiros conquistaram dez premiações, reconhecimento que evidencia a evolução da olivicultura nacional, o avanço da qualidade dos produtos brasileiros e o fortalecimento da competitividade do setor nos mercados internacionais. 

A participação do Ministério da Agricultura e Pecuária na London Climate Action Week 2026 ampliou a presença do Brasil nas discussões internacionais sobre agricultura sustentável, segurança alimentar e ação climática, fortalecendo a cooperação técnica, atraindo oportunidades de investimento e consolidando o país como parceiro estratégico na construção de sistemas agroalimentares mais sustentáveis. 

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Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Bonsmara ganha espaço na pecuária tropical e Fazenda Santa Silvéria lidera expansão da genética no Brasil

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A busca por sistemas pecuários mais eficientes, rentáveis e adaptados às condições climáticas brasileiras tem impulsionado o avanço de raças com elevado potencial produtivo. Nesse cenário, a Fazenda Santa Silvéria consolidou-se como uma das principais referências nacionais na criação e no melhoramento genético da raça Bonsmara, contribuindo diretamente para a expansão dessa genética em diferentes regiões do Brasil e também no mercado internacional.

Pioneira na introdução do Bonsmara no país, a propriedade desenvolve um trabalho contínuo de seleção voltado para características consideradas estratégicas para a pecuária moderna, como fertilidade, rusticidade, docilidade, desempenho produtivo e adaptação ao clima tropical.

Genética desenvolvida para condições tropicais

De acordo com a proprietária da Fazenda Santa Silvéria, Clélia Pacheco, a adoção da raça surgiu da necessidade de manter a precocidade produtiva observada em fêmeas meio-sangue Angus, sem abrir mão da adaptação necessária para enfrentar os desafios das condições tropicais brasileiras.

O Bonsmara pertence ao grupo Bos Taurus Africanus, do tipo Sanga, característica que proporciona maior distância genética em relação aos zebuínos e às raças britânicas. Essa condição favorece ganhos expressivos de heterose nos programas de cruzamento industrial, resultando em animais mais produtivos, resistentes e adaptados.

Segundo a criadora, o principal diferencial da raça está na capacidade de produzir carne de alta qualidade em sistemas simplificados de produção, com excelente desempenho a pasto e utilização de touros em monta natural.

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Além da adaptação ao calor, o Bonsmara apresenta elevada fertilidade, facilidade de manejo e temperamento dócil, características que contribuem para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das fazendas.

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Cruzamentos ampliam produtividade e qualidade da carne

O crescimento da raça no Brasil também está associado ao desempenho obtido nos cruzamentos industriais. A utilização de reprodutores Bonsmara sobre matrizes zebuínas ou fêmeas meio-sangue Angus tem proporcionado ganhos importantes em produtividade, rendimento de carcaça e qualidade da carne.

A raça é reconhecida pela produção de carne premium, com atributos valorizados pelo mercado consumidor, como maciez, sabor e suculência. Além disso, apresenta boa conversão alimentar e capacidade de desempenho em diferentes sistemas de produção, ampliando as oportunidades para pecuaristas de diversas regiões do país.

Seleção genética impulsiona expansão nacional e internacional

O programa de melhoramento desenvolvido pela Fazenda Santa Silvéria combina avaliações de desempenho, características funcionais e critérios rigorosos de adaptação. O objetivo é selecionar animais capazes de manter altos índices produtivos mesmo em condições desafiadoras de clima e manejo.

Esse trabalho permitiu a disseminação da genética Bonsmara para todas as regiões brasileiras e também para países da América Latina e da África, fortalecendo a presença da raça em sistemas produtivos voltados para eficiência e sustentabilidade.

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Sustentabilidade e eficiência caminham juntas

A busca por maior produtividade também está alinhada aos princípios de sustentabilidade. Animais geneticamente superiores tendem a permanecer menos tempo no ciclo produtivo, reduzindo a emissão de gases por quilo de carne produzida.

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Ao mesmo tempo, sistemas baseados em pastagens bem manejadas favorecem a retenção de carbono no solo e contribuem para uma pecuária mais equilibrada do ponto de vista ambiental.

Para os especialistas da fazenda, a combinação entre genética, nutrição e manejo continua sendo a principal estratégia para garantir competitividade econômica e responsabilidade ambiental no campo.

Leilão disponibilizará reprodutores selecionados

Como parte do trabalho de difusão da genética Bonsmara, a Fazenda Santa Silvéria realizará, no próximo dia 1º de julho, às 20h, a 22ª edição do Leilão Bonsmara Santa Silvéria.

O evento ocorrerá em formato 100% virtual, com transmissão pela Central Leilões, e ofertará reprodutores desenvolvidos dentro de um programa de melhoramento genético direcionado às demandas da pecuária tropical brasileira.

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Os animais disponibilizados foram selecionados para atuação a campo, reunindo características de adaptação, fertilidade, desempenho produtivo e qualidade genética voltadas ao aumento da eficiência dos rebanhos comerciais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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