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EDUCAÇÃO

MEC e Capes divulgam mais de 8 mil vagas de pós-graduação

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O Ministério da Educação (MEC) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgam mais de 8 mil vagas em cursos de pós-graduação para professores da educação básica. Todos os cursos são presenciais, gratuitos e podem ser acessados por meio do Portal Formação Mais Professores.  

Em articulação com as coordenações dos programas que integram o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu para Qualificação de Professores da Rede Pública de Educação Básica (ProEB), o MEC e a Capes passaram a concentrar a divulgação nacional dos processos seletivos em um único ambiente. A iniciativa busca ampliar o alcance das informações sobre cursos de pós-graduação destinados a professores em exercício na educação básica pública.   

Com editais publicados principalmente entre agosto e setembro, a ação reúne oportunidades em praticamente todas as áreas do currículo escolar para professores da rede pública em todo o país. Estão abertas 7.154 vagas de mestrado e doutorado e são contempladas as áreas de matemática, letras, biologia, física, química, história, geografia, filosofia, sociologia, artes, educação física, educação tecnológica, educação inclusiva, educação digital e ciências ambientais.   

As vagas estão distribuídas da seguinte forma:    

  • 244 para mestrado em sociologia;  
  • 480 para mestrado em educação física;     
  • 919 para mestrado em letras;     
  • 719 para mestrado em física;     
  • 385 para mestrado em artes;     
  • 324 para mestrado em filosofia;   
  • 702 para mestrado em história;   
  • 181 para doutorado em história;   
  • 288 para mestrado em química;   
  • 1.848 para mestrado em matemática;   
  • 100 para doutorado em matemática;     
  • 572 para mestrado em biologia;     
  • 130 para mestrado em educação tecnológica;   
  • 75 para mestrado em alfabetização.   
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Quanto à educação inclusiva, o Programa de Mestrado Profissional em Educação Inclusiva em Rede Nacional (ProfEI) ofertará cerca de 700 vagas em edital previsto para os próximos dias.   

Também estão previstas oportunidades relacionadas à educação profissional e tecnológica por meio do Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (PROF-EPT) e do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Cultura e Educação Digital (ProfEDigital), ainda sem número de vagas. As inscrições para o programa de computação, com 340 vagas, encerraram em agosto.  

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Como acessar – Os interessados podem consultar o Portal Formação Mais Professores, onde estão disponíveis os links dos editais e sites das instituições ofertantes.  

 Confira o passo a passo para buscar os editais:    

1) Acesse o portal de Formação Mais Professores     

2) Localize o Painel de divulgação dos cursos e selecione ”Oportunidades”  painel de dados

3) Navegue pelos filtros disponíveis (tema, nível do curso, entidade de ensino, inscrições) e pelo mapa interativo para consultar as informações.  quadro

4) Após identificar um curso de interesse, clique em “Acessar site”. Você será direcionado para o site da instituição de ensino e poderá consultar mais informações, como o edital e os procedimentos de inscrição.    

Além disso, o portal reúne formações complementares em temas estratégicos para a atuação educacional, como estatística, equidade, relações étnico-raciais, saúde mental no contexto escolar, recursos educacionais digitais, inclusão e práticas pedagógicas inovadoras.    

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ProEB – O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu para Qualificação de Professores da Rede Pública de Educação Básica tem como objetivo a formação continuada de professores em exercício na rede pública de educação básica, com cursos oferecidos na modalidade presencial.   

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Além de utilizar as experiências da prática do professor, a iniciativa visa o desenvolvimento de materiais e estratégias didáticas para ampliar o desempenho de aprendizagem dos alunos.   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva (SE) 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

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Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

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“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:
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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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