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Suinocultura reduz custos em 2% e pintainhos aliviam alta na avicultura

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O custo de produção do suíno vivo acumula queda de 2,04% entre janeiro e agosto, apesar do aumento de 0,96% registrado no último mês. Na avicultura, a redução de 5,52% no preço dos pintainhos ajudou a conter a pressão da ração sobre o custo do frango de corte.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (15.09) pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos. Santa Catarina e Paraná são utilizados como referências por concentrarem, respectivamente, as maiores produções nacionais de suínos e frangos de corte.

Em Santa Catarina, o custo de produção do suíno vivo passou de R$ 6,29 por quilo em julho para R$ 6,35 em agosto. A elevação foi de 0,96%, equivalente a seis centavos por quilo produzido.

Mesmo com o ajuste, o Índice de Custo de Produção do Suíno acumula queda de 2,04% entre janeiro e agosto. Nos últimos 12 meses, a alta está em 1,74%, indicando que a pressão sobre as despesas permanece relativamente contida.

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A ração respondeu por 72,53% do custo total da suinocultura em agosto. A despesa com a alimentação dos animais aumentou 0,98% no mês e 4,29% em 12 meses. Como esse componente representa quase três quartos do gasto da atividade, pequenas variações nos preços do milho e do farelo de soja produzem impacto direto sobre o resultado das granjas.

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Na avicultura, o custo do frango de corte no Paraná passou de R$ 4,77 para R$ 4,85 por quilo, aumento de 1,56%, ou oito centavos. De janeiro a agosto, o Índice de Custo de Produção do Frango acumula alta de 4,10%. Em 12 meses, a variação chega a 5,48%.

A ração também foi a principal responsável pelo movimento. O item representou 63,87% do custo total e ficou 3,77% mais caro em agosto. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento acumulado alcançou 5,30%.

O avanço foi parcialmente compensado pela queda de 5,52% no custo de aquisição dos pintainhos de um dia, que respondem por 18,45% das despesas da produção. A redução desse componente evitou uma elevação maior no custo final do frango.

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Os números mostram situações diferentes nas duas cadeias. Na suinocultura, a alta de agosto não anulou a redução acumulada ao longo do ano. Na avicultura, a alimentação exerceu pressão mais intensa, mas o recuo no preço dos pintainhos funcionou como contrapeso.

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A Embrapa também calcula os custos de produção para Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Nos três estados da Região Sul, os indicadores são divulgados mensalmente. Para Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais, a atualização ocorre a cada trimestre.

Fonte: Pensar Agro

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Workshop discute adequação do Brasil ao Acordo sobre Subsídios à Pesca da OMC

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Com foco na análise de políticas pesqueiras conforme as regras internacionais, foi realizado nesta quinta-feira (17) o primeiro dia de Workshop sobre o Projeto de Diagnóstico de Conformidade do Brasil com o Acordo sobre Subsídios à Pesca da Organização Mundial do Comércio (OMC), na sede do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em Brasília. O evento é promovido em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO). O encontro reúne pesquisadores e especialistas das instituições envolvidas.

Durante a programação, a primeira apresentação aborda o Acordo de Subsídios da OMC e o Projeto Fish Fund, com informações sobre regras internacionais relacionadas a subsídios pesqueiros, pesca INDR, estoque sobre pescados e outros subsídios. Assim como o projeto utilizado como referência para o desenvolvimento dos trabalhos no Brasil. Na sequência, são apresentados os resultados preliminares da matriz de subsídios, etapa que busca organizar os diferentes tipos de apoio público relacionados ao setor, permitindo uma visão ampla das políticas existentes. A análise também contempla o Plano Safra, considerando as linhas de crédito, financiamento e demais instrumentos de apoio que abrangem as atividades de pesca e aquicultura.

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O workshop também realiza uma apresentação de resultados preliminares com avaliações de estoques, tema que envolve a análise das informações disponíveis sobre as populações de espécies exploradas pela pesca e constitui um elemento importante para compreender a situação dos recursos pesqueiros e subsidiar sua gestão. Os resultados apresentados evidenciam a necessidade de aumentar o esforço nacional destinado à atualização dos estoques avaliados. A programação inclui ainda uma apresentação sobre a proposta de criação do Programa Permanente de Avaliação de Estoques Pesqueiros (PROESTOQUES), iniciativa apresentada como uma proposta de estrutura permanente para organizar e fortalecer a produção e a sistematização de informações científicas utilizadas na avaliação dos estoques. Nesse contexto, destaca-se que conhecer o estado dos estoques é condição para qualificar a gestão pesqueira e orientar o uso sustentável dos recursos, reforçando a relevância de mecanismos permanentes de produção para subsidiar a tomada de decisões e o ordenamento da atividade pesqueira.

Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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