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TJMT fora do ar mantém prazos e expediente suspensos pelo segundo dia e não tem data de retorno

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Tribunal tirou o PJe do ar depois de identificar incidente de segurança, diz não ter achado, até o momento, sinal de uso indevido de dados e ainda não marcou a volta dos sistemas

Com o TJMT fora do ar, a Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso prorrogou para esta terça-feira (22) a suspensão do expediente e dos prazos processuais em todo o Judiciário estadual. A portaria, assinada pelo desembargador José Zuquim Nogueira, alcança processos eletrônicos e físicos de primeiro e segundo graus e dá tempo às equipes técnicas para restabelecer e validar os sistemas, entre eles o Processo Judicial Eletrônico (PJe).

O que o tribunal informou

A primeira portaria, publicada na manhã de segunda-feira (21), falava em manutenção emergencial da infraestrutura tecnológica. Ainda na segunda, o tribunal publicou nota em que informa ter identificado “um incidente de segurança envolvendo parte de sua infraestrutura tecnológica”. Nesta terça, a nota ocupava a página inicial do site oficial, que exibe a mensagem de manutenção.

Na nota, o TJMT descreve a retirada dos sistemas do ar como medida preventiva e de contenção. Vieram junto a redefinição das credenciais de acesso, a restrição de acessos considerados sensíveis e outras ações técnicas de proteção. Equipes do próprio tribunal conduzem a análise, com apoio de parceiros técnicos que a nota não identifica.

O texto oficial registra que, até a publicação da nota, “não foram identificados indícios de uso indevido de dados decorrentes do incidente investigado, nem indícios de comprometimento dos mecanismos de backup do Tribunal”. A nota prevê retomada gradual, com critérios técnicos de validação.

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A Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CTI) atribuiu a origem do problema, em apuração preliminar, à inserção indevida de um modelo de documento no sistema, na tarde de domingo (20). Segundo a CTI, essa inserção abriu uma vulnerabilidade que depois foi explorada por invasores. Na segunda, o tribunal não havia informado quem inseriu o modelo.

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Prazos com o TJMT fora do ar

A portaria de prorrogação suspende os prazos processuais em curso no dia 22 de setembro. Prazo que começaria ou venceria nesta terça, inclusive os que já tinham sido empurrados pela suspensão de segunda, passa para o primeiro dia útil seguinte. O texto se apoia no artigo 224, parágrafo 1º, do Código de Processo Civil e no artigo 10, parágrafo 2º, da Lei 11.419, de 19 de dezembro de 2006.

Nos considerandos, a Presidência lembra que a regra do CPC manda protrair o começo e o vencimento do prazo para o primeiro dia útil seguinte quando houver indisponibilidade da comunicação eletrônica. Da Lei 11.419, cita a prorrogação automática do prazo para o primeiro dia útil depois da resolução do problema, quando o sistema do Judiciário fica indisponível por motivo técnico. Entre os considerandos também está a necessidade de assegurar a partes, advogados, Ministério Público, Defensoria e Advocacia Pública o contraditório, a ampla defesa e a segurança jurídica na contagem dos prazos.

As intimações e publicações que deveriam ser disponibilizadas ou consideradas lidas nos dias 21 e 22 também foram deslocadas. O ato determina que esses atos de comunicação “considerar-se-ão realizados no primeiro dia útil subsequente”. A regra vale, no que couber, para prazos regimentais e administrativos em curso no Judiciário estadual, “ressalvadas as hipóteses submetidas a regime próprio”.

O artigo 4º obriga a CTI a comunicar à Presidência a normalização dos serviços e a emitir uma certidão de indisponibilidade que cubra todo o período em que os sistemas ficaram fora do ar.

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PJe fora do ar

A suspensão não atinge os serviços essenciais, as atividades urgentes e o plantão judiciário. Enquanto o PJe estiver indisponível, as medidas urgentes podem ser recebidas e processadas “por meio físico ou por outro meio disponível”. Tudo o que entrar assim terá de ser lançado no sistema eletrônico quando ele voltar.

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No regime de contingência descrito pela CTI na segunda-feira, o recebimento e a tramitação das urgências ocorrem em papel, com atendimento presencial na sede do Tribunal de Justiça. Na segunda-feira, a OAB-MT fechou as salas da advocacia no Fórum de Cuiabá, no Tribunal de Justiça e nos Juizados Especiais.

A seccional repassou a portaria de prorrogação aos advogados na manhã desta terça. O ato manda divulgar a medida também ao Ministério Público, à Defensoria Pública e à Procuradoria-Geral do Estado.

Sessões remarcadas

As audiências e as sessões de julgamento marcadas para segunda e terça terão de ser redesignadas pelas unidades judiciais, com nova intimação das partes e de seus advogados. A regra consta das duas portarias da Presidência.

A Quarta Câmara de Direito Privado transferiu para 30 de setembro as sessões síncrona e assíncrona previstas para quarta-feira (23). A câmara justificou a mudança pela indisponibilidade dos sistemas, que prejudicou pedidos de destaque e de sustentação oral e o envio de memoriais. A mudança, segundo a câmara, busca evitar prejuízo às partes e nulidades nos julgamentos.

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Casos omissos ficam com a Presidência, pelo artigo 6º da portaria. O ato entrou em vigor na data de publicação, com efeitos a partir de 22 de setembro.

Até o fechamento da matéria, o TJMT não havia informado data para a volta do PJe e dos demais sistemas. A retomada depende da validação técnica dos ambientes.

 

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Rick, da dupla Rick e Renner, morre em queda de helicóptero dois dias após cantar em Sorriso

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Aeronave com cinco pessoas foi achada na Serra catarinense; a dupla tinha show marcado em Cuiabá para 17 de outubro

O cantor Rick, da dupla Rick e Renner, morreu na queda do helicóptero em que viajava pela Serra catarinense, confirmou o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina nesta terça-feira (22). Os destroços foram localizados na região de Urubici, e nenhum dos cinco ocupantes sobreviveu. No sábado (19), dois dias antes do voo, o artista havia cantado em uma festa particular em Sorriso, no norte de Mato Grosso.

O que aconteceu com o cantor Rick

O helicóptero decolou na manhã de segunda-feira (21) de Porto Belo, no litoral norte de Santa Catarina, com destino a São Joaquim, na Serra, e não chegou. Além de Rick, estavam a bordo o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto e o copiloto.

As buscas começaram ainda na segunda e atravessaram a madrugada, com drones de sensor térmico, em uma área de relevo acidentado, com cânions e mata fechada. Participaram o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, a Defesa Civil, a Força Aérea Brasileira (FAB), equipes da prefeitura e voluntários. O trecho de buscas, de cerca de 30 quilômetros entre Urubici e São Joaquim, foi delimitado a partir de sinais de celular e da própria aeronave.

O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba planejou a área com maior probabilidade de encontrar o aparelho. Uma aeronave SC-105 Amazonas, da FAB, que somou cerca de 13 horas de voo na operação, avistou o local e orientou a aproximação de um helicóptero que sobrevoava a região. Os destroços foram localizados pela tripulação do helicóptero Arcanjo 03, na localidade de Santa Bárbara.

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A Polícia Científica ficou responsável pelo recolhimento dos corpos, que serão levados ao Instituto Médico Legal. A identificação formal das vítimas depende de laudo pericial e do reconhecimento por familiares.

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O helicóptero

A aeronave é um Bell 430 de matrícula PP-MGR, fabricado em 2001. No Registro Aeronáutico Brasileiro, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), consultado às 15h51 desta terça, a JTA Empreendimentos e Urbanismo aparece como proprietária e operadora, com data de compra ou transferência em 30 de abril de 2026.

O registro, que traz dados do modelo padrão, descreve um helicóptero de dois motores turboeixo, com oito assentos e capacidade para sete passageiros. A certificação vale até 11 de agosto de 2027, e a situação de aeronavegabilidade consta como normal, sem gravame registrado. O peso máximo de decolagem anotado é de 4.218 quilos, na categoria de homologação transporte.

Em nota, a JTA confirmou ter emprestado o helicóptero a Bruno Avelar e a Rick, amigos do dono da empresa.

Investigação do Cenipa

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) abriu investigação sobre a queda. Peritos fazem a chamada ação inicial, com coleta de dados, inspeção dos danos na aeronave e identificação dos fatores que contribuíram para o acidente. Participam investigadores do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa V), com sede em Canoas (RS).

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Segundo o Cenipa, o trabalho será concluído no menor prazo possível, a depender da complexidade dos levantamentos na área. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) havia previsto tempestades fortes para a região no dia do voo, e as equipes de busca trabalharam com a hipótese de desvio de rota pelo mau tempo, sem confirmação oficial.

Agenda de Rick e Renner passava por Mato Grosso

A última apresentação da dupla em Mato Grosso foi no sábado, em Sorriso, a 420 quilômetros de Cuiabá. Rick e Renner fizeram uma participação surpresa na festa de 15 anos da filha de um empresário do agronegócio. A aniversariante esperava que o pai cantasse “Filha”, um dos sucessos da dupla, e viu os dois artistas entrarem no salão. Na véspera, a dupla havia se apresentado em Campo Grande (MS).

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Uma casa de festas da capital anunciava para 17 de outubro, às 21h, o Show dos Apaixonados, de Rick e Renner, com ingressos de bistrô a R$ 400 para dois lugares e R$ 600 para três. Fora do estado, a agenda previa apresentação em 7 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte.

O termo “rick” figurava na lista de assuntos em alta do Google Trends em Mato Grosso nesta terça, com 5 mil buscas ou mais e alta de 1.000%. Entre as pesquisas associadas estavam “rick morreu”, “helicóptero” e “bruno avelar”.

Quem era Rick

Rick se chamava Geraldo Antônio de Carvalho e nasceu em 5 de dezembro de 1966, em Monte do Carmo, município que hoje pertence ao Tocantins. Começou na música aos dez anos e passou por outras duplas até formar, em 1986, a parceria com Renner Reis. O maior sucesso veio em 1998, com “Ela é Demais”.

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Também compositor e produtor, ele teve músicas gravadas por Chitãozinho e Xororó, Zezé Di Camargo e Luciano, Daniel, Gian e Giovani e Gino e Geno. Lançou discos solo e, depois de separações, voltou a se apresentar com Renner em 2018.

A causa da queda depende da investigação do Cenipa, sem prazo fixado, e a identificação formal das vítimas, do laudo pericial. Na tarde desta terça, a página de venda do show de Cuiabá seguia no ar, sem aviso sobre a data de 17 de outubro.

 

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