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AGRONEGÓCIO

Exportações de café do Espírito Santo crescem 97% em maio e acumulam mais de 2 milhões de sacas em 2026

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As exportações de café do Espírito Santo seguem em ritmo acelerado em 2026, consolidando o estado como um dos principais polos exportadores do Brasil. Em maio, os embarques somaram 549 mil sacas, alta de 97% em relação ao mesmo período de 2025, reforçando o forte desempenho do setor no acumulado do ano.

No período de janeiro a maio de 2026, o volume total exportado ultrapassou 2,03 milhões de sacas, o equivalente a cerca de 48% de todo o volume exportado no ano anterior, evidenciando uma expansão consistente da demanda internacional pelo café capixaba.

Conilon lidera crescimento e impulsiona resultado do estado

O desempenho foi puxado principalmente pelo café conilon, que respondeu pela maior parte do volume embarcado. Em maio, foram exportadas 444 mil sacas da variedade, mesmo com leve queda de 4% frente ao mês anterior, mas com alta expressiva na comparação anual.

O café arábica também teve avanço relevante, com 67 mil sacas embarcadas em maio, crescimento de 26% na comparação mensal. Já o café solúvel somou 48 mil sacas, com alta de 51%, mostrando recuperação no segmento industrializado.

Em termos de receita, as exportações do mês ultrapassaram US$ 128 milhões, com destaque para o conilon, que respondeu por US$ 94 milhões, seguido pelo arábica com US$ 23 milhões e pelo solúvel com US$ 11 milhões.

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Crescimento expressivo no acumulado de 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o Espírito Santo exportou mais de 2 milhões de sacas de café, um crescimento de 78% em relação ao mesmo período do ano passado.

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O conilon liderou com 1,5 milhão de sacas (+122%), seguido pelo arábica com 287 mil sacas (+18%) e pelo solúvel com 166 mil sacas (-12%).

A receita total no período ultrapassou US$ 509 milhões, alta de 39% na comparação anual. O conilon respondeu por US$ 364 milhões (+65%), o arábica por US$ 107 milhões (+14%) e o solúvel por US$ 39 milhões (-28%).

Principais destinos do café capixaba

Em maio de 2026, os embarques tiveram como principais destinos mercados estratégicos da Ásia, Europa e Américas.

Entre os países compradores, destaque para:

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  • Espanha: 13% das exportações totais
  • Estados Unidos: 13%
  • México: 12%
  • Alemanha: 10%
  • Colômbia: 7%
  • Turquia: 6%
  • Itália: 6%
  • Bélgica: 5,5%
  • Argentina: 5%
  • Indonésia: 3%

Esses mercados concentraram cerca de 80,5% de todo o café exportado pelo estado no mês.

Na segmentação por tipo de café, a Turquia liderou as importações de arábica, enquanto a Espanha foi o principal destino do conilon. Já o café solúvel teve como principal comprador os Estados Unidos.

No acumulado do ano, a Colômbia lidera as importações totais, seguida por México, Reino Unido, Espanha e outros mercados relevantes da Europa e América Latina.

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Panorama do mercado internacional e bolsas globais

No cenário financeiro mais recente, os mercados internacionais operam com movimentos mistos, refletindo a cautela dos investidores diante de dados econômicos globais e expectativas sobre juros nas principais economias.

As bolsas da Europa apresentam variações moderadas, com investidores acompanhando indicadores de inflação e crescimento. Nos Estados Unidos, os índices futuros sinalizam ajustes após sessões de volatilidade, com o mercado atento à política monetária do Federal Reserve.

No Brasil, o mercado financeiro também registra comportamento cauteloso, com investidores monitorando o câmbio e os desdobramentos do cenário externo, fatores que influenciam diretamente o fluxo de exportações agrícolas, incluindo o café.

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Perspectiva para o setor

O forte crescimento das exportações de café do Espírito Santo reforça a competitividade do estado no mercado internacional, especialmente no segmento de conilon, que segue ganhando espaço em importantes destinos globais.

A tendência é de manutenção de um ambiente favorável para exportações ao longo de 2026, sustentado pela demanda externa firme e pela diversificação de mercados compradores, mesmo diante de um cenário global de maior volatilidade financeira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Monitoramento via satélite passa a ser exigência para exportações do agronegócio brasileiro

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O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com um resultado histórico nas exportações. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o setor alcançou US$ 169,2 bilhões em vendas externas, consolidando sua posição como um dos principais motores da economia nacional.

Entretanto, a manutenção desse desempenho em mercados estratégicos, especialmente na União Europeia, dependerá da capacidade das cadeias produtivas de se adequarem às novas exigências internacionais de rastreabilidade e sustentabilidade.

A partir de 30 de dezembro deste ano, entra em vigor para grandes operadores o Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), legislação que exigirá comprovação técnica de que produtos agrícolas comercializados no bloco não estão associados a áreas desmatadas.

Entre as cadeias mais impactadas estão as de soja e carne bovina, segmentos que possuem grande relevância na pauta exportadora brasileira e que contam com estruturas complexas de fornecimento.

Rastreabilidade digital será obrigatória

Segundo Diogo Bochnia Zuliani, professor do curso de Agronegócio da EAD UniCesumar, a nova regulamentação representa uma mudança significativa nos processos de fiscalização e validação da origem dos produtos.

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Atualmente, a comprovação de conformidade é baseada em documentos como Cadastro Ambiental Rural (CAR), notas fiscais e auditorias presenciais. Com a nova norma, a validação passará a exigir evidências digitais associadas à localização exata das propriedades rurais.

“Exportadores de commodities como carne bovina e soja precisarão apresentar provas técnicas e georreferenciadas da origem de seus produtos. Sem uma rastreabilidade robusta, os produtos poderão ser classificados como de risco, comprometendo o acesso ao mercado europeu”, explica o especialista.

O novo modelo prevê o cruzamento de coordenadas geográficas das propriedades com imagens de satélite e bases de dados ambientais. Além disso, toda a movimentação da produção deverá manter um vínculo documental e digital contínuo desde a fazenda até a exportação.

“Na prática, a geolocalização da área produtiva será confrontada com mapas de cobertura florestal e imagens de monitoramento ambiental. A carga precisará manter uma trilha digital completa ao longo de toda a cadeia logística”, detalha Zuliani.

Brasil possui estrutura para atender às exigências

Apesar dos desafios, especialistas avaliam que o Brasil possui condições técnicas para atender às novas demandas internacionais.

Um estudo realizado em maio de 2026 por universidades norte-americanas, por meio da ferramenta Fields of the World, demonstrou que sistemas de inteligência artificial foram capazes de identificar corretamente 97% das áreas agrícolas brasileiras utilizando dados espaciais e monitoramento remoto.

O resultado reforça a capacidade do país de implementar sistemas de rastreabilidade em larga escala, utilizando tecnologias já disponíveis no mercado.

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Além do monitoramento via satélite, ferramentas de inteligência artificial, geoprocessamento e integração de bancos de dados têm ampliado a precisão das informações utilizadas para comprovação da origem da produção agropecuária.

Sustentabilidade se transforma em vantagem competitiva

Para grandes produtores e empresas exportadoras, o processo de adequação já está em andamento. No caso dos pequenos produtores, a implementação dependerá de maior suporte técnico, assistência especializada e atuação das cooperativas para organização das informações exigidas.

Segundo Zuliani, a principal função da tecnologia não é apenas atender às exigências regulatórias, mas proteger os produtores que atuam dentro da legalidade.

“O papel mais estratégico da tecnologia é separar o produtor regular daquele que insere na cadeia produtos de origem duvidosa. A rastreabilidade fortalece a transparência e protege quem produz de forma responsável”, afirma.

Na avaliação do especialista, a integração entre dados públicos, monitoramento ambiental e plataformas digitais pode transformar a sustentabilidade em um diferencial competitivo para o agronegócio brasileiro.

“A garantia de origem transforma a sustentabilidade em uma evidência verificável. Se o Brasil utilizar a integração de dados e o monitoramento ambiental como estratégia nacional, poderá demonstrar ao mercado internacional que produz em escala, com segurança jurídica e responsabilidade ambiental. Mais do que uma exigência regulatória, essa conformidade tende a se consolidar como uma vantagem competitiva para as exportações brasileiras”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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